Nos relacionamentos geralmente achamos que “temos” a outra pessoa, difícil não sentir certo sentimento de posse, mesmo sabendo que ninguém é dono de ninguém. Por que será que geramos esse sentimento? Se mal conseguimos trabalhar nossos medos, desejos e angústias, como trazer para nossa responsabilidade a vida de alguém a ponto de nos acharmos “donos” da outra pessoa, que louco isso, não?
Entendo que ai começa o termino de um relacionamento, esse sentimento de posse geralmente cria o ciúme, um pouco até faz bem, porque demonstra um sentimento de afeição entre as pessoas, mas nada que seja demasiado e limitador.
Um relacionamento deve ser para agregar algo em nossa vida, tornar ela mais alegre do que já é, se colocamos limitações na vida do amado, estamos privando ele de sua vida, de seus desejos e objetivos, vamos torná-lo dessa forma infeliz, é isso o que desejamos?
Quando estou com alguém quero que a pessoa esteja realizada, tenha sua vida própria, para que possamos partilhar suas conquistas e derrotas, o relacionamento não pode ser o sentido da vida, pode sim reforçar, realçar o prazer de viver, mas não se tornar o sentido de nossa existência.
Somos únicos, completos, perfeitos, cada um na sua característica e complexidade, não precisamos de nada, nem ninguém para sermos felizes, mas um amor que venha para agregar, potencializar nossa vida, sempre será bem vindo, então por que não se entregar, viver esse amor? Ou você vai ficar com medo de sentir saudade…
Frederico da Luz – 24-01-2011
Obrigado Quaraí!
Aqui as pessoas se olham nos olhos, a palavra é suficiente, não é necessário um contrato. As pessoas te dão bom dia com alegria, sem segundas intenções. O ritmo de vida é condizente com a natureza humana, não foi contagiada com a corrida enlouquecida pela informação, que os meios de comunicação nos induzem.
Tomar chimarrão na frente de casa ao entardecer, confraternizando com vizinhos e amigos… Que saudade tenho de Quaraí! Da liberdade que tinha nos meus tempos de “guri” onde saia de casa sem preocupação com assalto, violência… O máximo que aconteceria era dar uma “peliada” em alguma pelada mal resolvida, mas no outro dia já estaríamos abraçados confraternizando e dando risada com o adversário, que na verdade era mais um amigo.
Nostálgico escrever este texto, um filme passa em minha memória. Acordar cedo para ir a escola era uma complicação, não raro aparecia no meio da manhã, pedindo para entrar na sala de aula. A tarde era para jogar bola, não importava o lugar, no colégio, na AABB, no Viveiro, o negócio era jogar, uma maravilha aquela vida.
Mas infelizmente, na verdade, felizmente o tempo passa, a gente cresce, amadurece e tudo o que passou nos transforma na pessoa que somos hoje, nada mais que os retratos das experiências que tivemos do momento que nascemos até o dia atual. Podemos encarar elas da forma que queremos, tornando algo bom e crescendo, ou algo ruim e lamentando, qual sua opção? Estamos em constante transformação e crescimento, ou seja, estamos mudando a cada dia, você queira ou não.
Essa mudança pode ser positiva, ou negativa a decisão é única e exclusivamente sua, não continue fugindo dessa responsabilidade, ninguém pode resolver isso além de você mesmo, não dá pra pedir para a mamãe, papai, namorado, marido, ou quem quer que seja, para realmente ser verdadeira a mudança tem que partir da gente. Temos que querer, ou seguir com a vida que estamos levando, se estás feliz assim, para quê mudar? No entanto, estás feliz mesmo?
Esse texto era para ser apenas um agradecimento, mas não consigo deixar de dar um “cutucadinha” desculpem, não controlo. Obrigado, Quaraienses por participar de minha vida dessa forma, tenho muito orgulho dessa terra, de gente que é gente.
Frederico da Luz – 18-12-2011
O botãozinho
A vida é uma caixinha de surpresas. Quando pensamos que tudo esta no lugar, como sempre queríamos, algo acontece e nossa vida muda totalmente. Amamos, nos apaixonamos, sofremos e a vida segue. Não entendo o porquê de toda essa caminhada, que às vezes machuca e muito.
Não seria mais fácil se pudéssemos escolher quem gostaríamos de amar? Tenho certeza que seria, mas e onde estaria a graça da vida? Onde ficariam guardadas nossas emoções, nossos sentimentos? Não sei por que amo alguém, ou não amo, minha capacidade intelectual e cognitiva não me dão razões suficientes que possam justificar, ou não isso.
As relações humanas me intrigam, não compreendo porque temos que passar por tanto desgaste emocional para sermos felizes. Quando perdemos uma pessoa querida fica um vazio enorme dentro da gente, aquele espaço que tinha dono, hoje não tem mais, esse nunca mais será preenchido, as pessoas são únicas e ninguém é igual a ninguém, ficam as lembranças, os momentos felizes, e temos que aprender a conviver com esse vazio.
Às vezes gostaria de ter um botãozinho que funcionasse assim: agora quero amar determinada pessoa, bastava apertá-lo e imediatamente estaria morrendo de amores. Se acontecesse de a outra pessoa não corresponder a esse sentimento, simplesmente, apertaria novamente o botãozinho e tudo estaria resolvido, o amor estaria “desligado”, não existiria mais.
Pergunto, iríamos ser felizes se tivéssemos tal botãozinho? Sinceramente acredito que não. A vida seria racional demais. É certo que os relacionamentos que temos servem para crescermos, nos conhecermos melhor, ver que somos humanos, temos falhas, erramos, sofremos, amamos há uma confusão de sentimentos em cada relação, por que, de fato, elas não tem parâmetro. Cada pessoa é única e, por isso, um relacionamento, a não ser que seja entre os mesmos envolvidos, sempre não terá parâmetro.
Na vida sempre tento agregar o que vejo de bom nas pessoas, nos relacionamentos também faço isso, ficam os momentos, as lembranças e o amor que sempre existiu só que as vezes se transforma em algo que não temos controle, que falta faz o botãozinho…
Frederico da Luz 22-01-2011
Ano Novo? Só depende de você.
Agora vamos analisar a postura que tomamos para que as coisas que queremos ou almejamos se tornem realidades. Muitas pessoas traçam como objetivos, trocar de carro, comprar uma casa, trocar de emprego, entre outras. No entanto, quais movimentos efetivamente as pessoas fazem para tornar isso realidade, será que se esforçam, se empenham o suficiente?
Costumo planejar o que espero do próximo ano, metas simples e complexas, como as que citei: trocar de carro, melhorar de cargo, viajar, coisas simples, entretanto, faço movimentos para que meus objetivos se tornem realidade. Não estou aqui querendo ser exemplo de me achar “o bom”, apenas, exemplifico, para mostrar que tudo esta a nosso alcance, basta você querer, se empenhar, lutar por isso, a limitação das pessoas esta na sua própria cabeça, todos sem exceção tem capacidades únicas, basta apenas potencializarem isso para um lado positivo que propicie as conquistas e os objetivos que desejam.
Para alguns o caminho é bem mais difícil, mas a gratificação da conquista para estes será maior. O prazer que se sente quando se consegue algo por seus méritos, trabalho e esforço é algo único, não há como descrever. No meu caso, fico em estado êxtase, me sinto flutuando literalmente, senti essa sensação algumas vezes na minha vida.
Então, faço um questionamento a você. Verifique se suas metas e objetivos ao longo dos anos não se repetem, não que eu veja problema nisso. O problema esta se elas se repetem, porque não foram atendidas, ai sim, eu me preocuparia, traçar metas e objetivos e esperar que “papai do céu” venha aqui te pegue no colo e coloque as coisas embaixo do queixo é fácil, felizmente a vida não é assim.
Bem desejo a todos um Feliz Ano Novo! Gostaria que todos sonhassem, lutassem-se para conseguir alcançar seus objetivos e concretizar seus sonhos, a única limitação que temos é nossa própria consciência, lutem sejam felizes, isso é o que realmente importa.
Frederico da Luz – 07-12-2010
Você tem personalidade para encarar?
Para que a terapia tenha seu objetivo atingido é fundamental a escolha de um profissional competente, além disso deve existir a confiança do paciente (consulente) no mesmo, sem esta a terapia não será útil.
Falar, retratar, descrever, seus desejos, medos, angústias, vontades para alguém, não é algo simples, tão pouco fácil de fazer. Entretanto, se você pretende “evoluir” crescer pessoalmente e não consegue entender ou lidar com determinada situação ou sentimento com certeza um profissional pode ajudar.
A terapia faz um bem enorme, falo por experiência própria. Possibilita encarar seus maiores medos, e essa situação é forte, mexe de uma forma, que com certeza vais mudar a percepção com que olhas o mundo, vais ampliar a mente, sofrer talvez, simples não vai ser, mas vai possibilitar entender, e ás vezes nem isso, aceitar seja a palavra mais correta.
Aceitar que não temos o controle sobre a vida, que apesar de fazer tudo “certo” buscando determinado objetivo o mesmo poderá não ser alcançado. E quem é o culpado por isso? Ninguém, a vida não é fácil, tampouco é cruel, diria que é simples e complexa, só entendo que não podemos ir contra ela. Aceitar suas falhas e defeitos é um bom começo, somos humanos, não somos perfeitos, se fossemos qual o motivo de estarmos aqui?
Vejo pessoas angustiadas com parentes, amigos, preocupadas com seu futuro e destino, no entanto percebo que quem se preocupa dessa forma, foge de algo, que é o essencial, sua própria vida, coloca expectativas e desejos sobre o outro, que na verdade são seus. A carga de assumir isso é pesada de mais, então se escondem, diria até que se sonegam, tentam viver através dos outros.
Cada um de nós é um ser único, especial, viemos aqui para fazer algo, um dos grandes segredos da vida, na minha opinião, esta em descobrir o que é o seu “algo”. No meu caso, demorei 28 anos, antes disso passei por diversas crises existências que me fizeram crescer, sem antes sofrer e muito, minha falha era grande, achava que tinha o controle sobre a vida, tamanha ingenuidade e certa prepotência. E você tem personalidade para encarar? Bater de frente com seus maiores medos, seus mais absurdos desejos? Ou o outro será sendo seu porto seguro?
Frederico da Luz – 10-01-2011
A libertação Pessoal
Entendo que quando as pessoas se auto intitulam de uma forma, não possibilitam que este lado seu, na sua ótica, não muito explorado, seja desenvolvido e potencializado, por exemplo: sou tímido, logo, não tenho interesse em fazer um curso de teatro.
Pessoal ai esta o equívoco, se você, se julga de uma forma, e isto de certa forma incomoda você, por que não trabalhar e desenvolver esta habilidade? Temos potencial para fazer qualquer coisa, basta acreditar e trabalhar para que este potencial seja efetivamente explorado.
Agora alguns vão dizer… Não é fácil! Concordo em gênero, número e grau, no entanto, o que você prefere, explorar e trabalhar esta “dificuldade” ou ficar se rotulando, limitando seu crescimento tanto pessoal como profissional?
Não me entendam mal, não estou dizendo que não temos características marcantes, que tanto nós como os outros percebem, e sim, apenas que estas características podem mudar e evoluir. Penso que não somos chatos, tristes, mal humorados, mas ficamos assim em determinado momento, acredito que ninguém é na verdade, todo mundo está.
Estamos em constante transformação, não paramos de crescer e evoluir, para isso é preciso força de vontade e coragem em superar nossos medos e fraquezas. Não se assustem todo mundo tem os seus, a questão é saber trabalhá-los da melhor forma.
E ai qual sua escolha, ficar na comodidade de seus rótulos? Ou trabalhar seu potencial, enfrentar e superar seus medos e conquistar o mundo?
Frederico da Luz – 01-11-2010
O Choro
– Homem não chora, isso é coisa de mulher.
Não é verdade?
Mesmo sabendo que isso não existe, com certeza essa frase já foi escutada, e provavelmente isso aconteceu na infância quando normalmente acreditamos nas coisas sem refletir muito a respeito, até pela nossa falta de experiência.
Escrevo sobre isso, pois vi um filme e me emocionei a ponto de chorar, gostei e permiti isso, mas confesso que não foi tão simples assim. Engraçado não? Somos educados para não expressarmos nossas emoções? E qual o motivo disso? Os valores que a sociedade impõe? Será que isso não é um preço muito alto a se pagar?
Hoje, depois de 28 anos de vida entendo que esse preço é altíssimo. Imagina temos que viver fingindo o tempo todo, ou seja, nos escondendo de nós mesmos, exteriorizando algo que no nosso interior não acontece, e mais uma vez pergunto, para quê? Para satisfazer a quem? Isso o faz feliz?
No decorrer da minha vida tentei contentar a todos, família, amigos, namoradas, enfim, quem eu gostasse eu faria o possível para agradar. Hoje vejo que estava completamente enganado. Obviamente não consegui contentar todos, dessa forma me sonegava, me deixava em segundo plano, e isso não é nada bom.
Como podemos deixar as pessoas que nos cercam felizes se nós não estamos? Antes de tudo, temos que nos amar e nos aceitar com todos defeitos e imperfeições que temos, somos únicos, ninguém é igual a ninguém, você não tem molde, nem fórmula. Então se ame, se aceite, e lute para ser feliz, assim, as pessoas que você ama estarão. Podem até não estarem plenas com si próprias, mas estarão feliz pela sua felicidade.
A vida é uma dádiva não temos dívida com ninguém, nem com pai, com mãe, ou com quem quer que seja, cada um faz sua própria escolha, a responsabilidade das suas é única e exclusivamente sua. Então o que vais fazer? Viver atuando, tentando contentar a todos e esquecendo de você? Ou tornar-se o protagonista deste show e ser simplesmente feliz?
Frederico da Luz – 19-12-2010
Amor e Paixão!
Qual a diferença entre amor e paixão? Entendo que o primeiro é um sentimento puro, tranquilizador, equilibra, faz bem para o corpo, alma, é um estado de “zen” total, um estilo de vida, quem é feliz ama e muito.
Já a paixão é impulsiva, emocional, sem razão, uma loucura, o querer estar junto toda hora, algo que modifica todo o sistema biológico, o batimento acelera e suamos frio, algo demasiadamente intenso. Não lembro onde li, que não sobreviveríamos se ficássemos mais de 2 anos apaixonados, nosso corpo não agüentaria, já o amor é algo que deve ser buscado para a eternidade (que filósofo, não?).
Há várias formas de amor, amor de mãe, de filho, de amigo, e o de homem e mulher (e também o de duas pessoas do mesmo sexo). Esse amor faz muito bem, gera um equilíbrio, um dos pilares para uma vida saudável e feliz, quem ama, vive melhor, não sobrevive como os que não trazem amor no coração, sobre essas nem vou falar.
A paixão mesmo sendo um sentimento bom, ao mesmo tempo é ruim, nos faz sofrer demasiadamente, nosso corpo fica a mil, querendo de todas as formas suprir e contentar aquele desejo intenso. Faz um bem e um mal enlouquecedor, mas faz parte da vida.
Algumas pessoas dizem: ninguém me ama, ninguém me quer, ficam enumerando defeitos que em principio têm, que não são necessariamente verdadeiros, são apenas percepções. No entanto, tornam aquilo realidade e acreditam nisso, nós somos o que queremos ser, então, já viram o resultado. Só que isso pode mudar, basta mudar a atitude (essa palavra é mágica), ao invés de reclamar, agir! Tentar melhorar o que incomoda, se por um acaso não conseguir, sua consciência vai estar tranqüila. Não desanime no primeiro obstáculo, a graça da vida esta aí. Podemos constantemente crescer e ultrapassá-los, isso dá uma energia absurda e faz um bem imensurável!
Vou ser um pouco polêmico, mas acredito nisso então ai vai: Aos casados/namorados/ficantes, hoje há tantas definições para isso, mas acho que me fiz entender. Senão estão felizes com a relação por que não mudar? Na verdade primeiro aconselho conversar (outra palavra mágica), seja sincero, a pessoa com quem você convive gosta de você, senão gosta, um dia gostou, então…Resolva coloque os pingos nos ”is” como se fala. Se por acaso não resolver, parta para outra, mude. Já passamos do tempo que mulher separada era excluída da sociedade, estamos evoluindo, ainda bem.
Mais uma coisa, se seu Amor ou Paixão já for comprometido, avalie se ele não tem o direito de saber desse seu sentimento…Ou então fique imaginando, e nunca saberá o que a vida te espera. Isso é uma decisão sua de mais ninguém, qual vai ser sua atitude?
Frederico da Luz – 16-12-2010
O “cárcere” feminino
Atualmente, quem não souber se relacionar com pessoas esta fora do mercado. Apesar da sociedade atual gerar ilhas individuais devido à tecnologia e uso excessivo do computador, as grandes decisões são tomadas em grupo, felizmente à máquina nunca substituirá o discernimento e a capacidade do homem.
Devido a esse espaço que a mulher vem conquistando, seu tempo se tornou cada vez mais raro. Além de ter que disponibilizá-lo para suas conquistas recentes, como trabalho, desenvolvimento pessoal e profissional, ela também tem que cuidar da casa, dos filhos e de si própria.
Esse é o ponto. Hoje cada vez mais a questão estética tem grande peso, ou seja, é exigido e cobrado das mulheres que estejam sempre lindas e impecáveis. Qual o real preço disso? A mídia exulta e potencializa as mulheres lindas, perfeitas, malhadas, felizes. Elas existem realmente? Mesmo as mulheres que estão no meio artístico – e por questão profissional devem estar em forma – não têm essa perfeição que a mídia e a sociedade vendem como ideal, no fundo, são mulheres simples, que também têm obrigações com a família.
O tempo que as mulheres investem para estarem sempre lindas e perfeitas é algo a ser repensado: horas de academia e salão não seriam melhor aproveitadas de forma diferente?
Não me entendam mal, acho que as mulheres devem se arrumar e se preocupar com a beleza, o que me preocupa, é o tempo excessivo que algumas gastam com isso, buscando a perfeição vendida pela mídia e sociedade, que na verdade não existe. Nem mesmo as atrizes e modelos que vivem disso recorrem ao hoje tão famoso FotoShop, porque a mulher de “verdade” não aceita suas características e sua individualidade única?
A beleza da mulher não é apenas física, e sim composta de sua personalidade única, que cada uma tem, pelo seu senso de humor, sensibilidade, carisma, seu trato com as pessoas; tudo isso reflete no seu aspecto físico, hoje tão cobrado. Quando as mulheres descobrirem e visualizarem que cada uma tem uma beleza única e que não necessita desse parâmetro vendido pela sociedade, elas estarão livres do “cárcere” a que hoje estão impostas.
Frederico da Luz – 22-11-2010
Você é feliz?
Vejo muitas pessoas condicionando sua felicidade a uma meta ou objetivo, escuto às vezes, vou ser feliz quando me formar… Quando comprar um carro…Quando tiver um filho… Quando mudar de emprego. Ao conquistarem o que almejavam se dão conta que não era isso. A felicidade esta no caminho não no destino final. Curtir a vida a cada momento como se fosse único, porque a final ele realmente é. Se você deixou de fazer alguma coisa que queria hoje, esqueça, o tempo não volta, perdeste a oportunidade.
Percebo também que há pessoas que condicionam sua felicidade ao outro, seja a pessoa amada, seja ao pai, ou a mãe, ao filho, ao neto. Essas pessoas ao invés de viverem a sua vida, tendem a viver a vida do outro, limitando seu crescimento e colocando um peso muito grande sobre a outra pessoa. Temos que entender que não temos o poder de transformar as pessoas, entendo que podemos sim sugerir, instigar, provocar, tentar ampliar a visão com que estás visualizam o mundo, mas a transformação senão for interna, não ocorrerá.
Fico assustado com a preocupação e culpa que alguns pais tem em relação aos filhos, se culpam, que se tivessem feito de forma diferente os filhos não estariam passando por situações difíceis e complicadas. No entanto, entendo que infelizmente, ou felizmente depende do ponto de vista, os pais não tem o poder sobre a vida dos filhos, por mais que queiram ou façam movimentos para encaminhar seus filhos da melhor forma, eles não terão garantia de que seus amados descendentes seguirão o caminho sugerido.
Em relação a isso, também ocorre o lado inverso, a culpa que os filhos carregam por não conseguir alcançar e chegar aos objetivos traçados pelos seus pais para suas vidas. Na verdade, o que entendo como ideal, seria tanto pais e filhos conversassem mais a respeito sobre suas vidas e seus objetivos, porque o que importa realmente é cada um estar bem, e tranqüilo consigo mesmo, a paz de espírito e o equilíbrio são facilitadores para encontrar a tão falada felicidade.
A chave da felicidade é o equilíbrio, ou seja, é conseguir que tanto seu lado pessoal como o profissional estejam bem, não vejo como encontrar a tão famosa felicidade de outra forma.
Frederico da Luz – 01-12-2010
