Parabéns, Minha Irmã

No dia 9 de abril, minha irmã comemora 30 anos. Peço a liberdade aos leitores para uma breve e singela homenagem. Quem conhece a “Nessa” sabe o quanto ela é especial, não pela maneira convencional e sim pelo seu jeito único de viver. Eu como irmão mais velho, ela com 2 anos a menos vivíamos até a adolescência uma constante briga por espaço na família. Sim, mesmo que obviamente na época não percebíamos isso, mas de forma diversa queríamos era atenção.

Eu com meu jeito “certinho” ela com seu jeito rebelde e espontâneo, eu seguindo praticamente todas convenções socias, ela simplesmente sendo ela mesma e pouco se importando com tais convenções.

Aos 17 anos uma grande mudança, ela ganhou um presente, meu sobrinho, o Antônio, um menino que encanta por sua educação e leveza, uma cria da fronteira de 2 países. A menina que pouco se importava com as convenções, virou mulher. Cuidar do filho, da família, estudar e trabalhar foi uma grande mudança, mas ela com seu bom humor, normalmente habitual, levava as coisas da melhor forma possível. Minha irmã sempre diz, principalmente quando entro numas crises existências, mano não pensa muito, fala sem pensar é o que eu faço. Ela paga um preço alto muitas vezes pelo seu excesso de sinceridade.

Profissional reconhecida na sua área consegue deixar as situações difíceis da vida mais leve para seus pacientes. Inúmeras vezes recebe presentes dos pacientes e familiares, pelo seu trabalho e seu jeito atencioso, está sempre disposta a ajudar. Minha irmã me mostra a cada dia o que realmente importa na vida, que são as pessoas, ela cuida das pessoas, vive para o outro e o que recebe em troca? Não tem preço.

Nessa nesse teu dia só tenho que agradecer, por ter tido a sorte de te ter como irmão. Tenho o privilégio de conviver contigo, uma pessoa que muitas vezes esquece de si, em beneficio do outro e que não mede esforços para ajudar.

Com certeza tu não és a melhor mulher do mundo, nem a melhor filha, nem a melhor mãe, tão pouco a melhor profissional, e com certeza não é a melhor irmã do mundo. Só tenho certeza que és a melhor mulher que tu poderias ser, a melhor filha que o Guto e a Leonor poderiam ter, a melhor mãe que o Antônio poderia querer, a melhor profissional que teus pacientes queriam ter, e sem sombras de dúvida a melhor irmã que eu e o Gui queríamos ter.

Te amo, te admiro e te respeito muito minha irmã, se o mundo tivesse mais pessoas como você estaríamos muito melhor. Um Enorme beijo no teu coração e FELIZ ANIVERSÁRIO!

Frederico da Luz – 07-04-2014

Onde você se esconde?

Onde vc se esconde
Você é você? Aliás, quem é você?

É o pai ou a mãe dedicada? O profissional competente? O amigo de todas as horas? O otimista? O pessimista? O chato? O alegre? O pé no chão? O sonhador? O idealista? O moralista? O gaúcho? O catarinense? O brasileiro?

Na verdade somos um pouco de tudo, algumas coisas mais ressaltadas que outras. Eu sempre digo que não somos nada e sim estamos assim, por que na vida tudo é muito flexível, a gente muda, os objetivos mudam, ela nos ensina, e aprender é uma opção pessoal.

Óbvio que na essência, nos princípios e conduta, normalmente não somos muito maleáveis, eu não sou. Família, amigos, a palavra o caráter são coisas que prezo e não abro mão, minha conduta ao longo do tempo sofre ajustes, mas a essência se mantém e nesse ponto acho que é assim que deva ser.

Voltando, aonde você se esconde? Que personagem você é para não mostrar seu verdadeiro eu? Sim, o que você é de verdade?

Os sonhos que você sempre quis e estão lá guardados por um motivo ou outro, dando aquela desculpa para justificar o medo e a acomodação. É simples e fácil justificar algumas escolhas e colocar em cima delas o peso de nossa falta de coragem, que na verdade, convenhamos, é isso mesmo, temos medo de tentar, de mudar, de fazer o que realmente queremos.

Pensamos – O que os outros vão pensar? Eu nessa idade pensar em fazer isso? Ninguém faria isso, ninguém nunca fez?

E pergunto a vocês… E daí? Qual o problema, nisso tudo? Vamos viver condicionados aos que os outros pensam? Ao que a sociedade entende como correto?

A vida é demasiadamente curta para isso. Vivam, sonhem, arrisquem, não fiquem ai escondidos… Aprendam a dizer… FODA-SE!
Sejam simplesmente os atores principais, e não os coadjuvantes da vida dos outros…

Frederico A. S. da Luz

Você é feliz?

O que você entende por felicidade? No dicionário, esta definido da seguinte forma: Qualidade ou estado de feliz; Contentamento; Sucesso; Êxito. Na minha opinião felicidade é um estado de espírito, uma filosofia de vida. Tudo depende da forma como encaramos as coisas, a forma de lidar com as situações sejam elas boas, ou ruins, o chamado “jogo de cintura”.

Vejo muitas pessoas condicionando sua felicidade a uma meta ou objetivo, escuto às vezes, vou ser feliz quando me formar… Quando comprar um carro…Quando tiver um filho… Quando mudar de emprego. Ao conquistarem o que almejavam se dão conta que não era isso. A felicidade esta no caminho não no destino final. Curtir a vida a cada momento como se fosse único, porque a final ele realmente é. Se você deixou de fazer alguma coisa que queria hoje, esqueça, o tempo não volta, perdeste a oportunidade.

Percebo também que há pessoas que condicionam sua felicidade ao outro, seja a pessoa amada, seja ao pai, ou a mãe, ao filho, ao neto. Essas pessoas ao invés de viverem a sua vida, tendem a viver a vida do outro, limitando seu crescimento e colocando um peso muito grande sobre a outra pessoa. Temos que entender que não temos o poder de transformar as pessoas, entendo que podemos sim sugerir, instigar, provocar, tentar ampliar a visão com que estás visualizam o mundo, mas a transformação senão for interna, não ocorrerá.

Fico assustado com a preocupação e culpa que alguns pais tem em relação aos filhos, se culpam, que se tivessem feito de forma diferente os filhos não estariam passando por situações difíceis e complicadas. No entanto, entendo que infelizmente, ou felizmente depende do ponto de vista, os pais não tem o poder sobre a vida dos filhos, por mais que queiram ou façam movimentos para encaminhar seus filhos da melhor forma, eles não terão garantia de que seus amados descendentes seguirão o caminho sugerido.

Em relação a isso, também ocorre o lado inverso, a culpa que os filhos carregam por não conseguir alcançar e chegar aos objetivos traçados pelos seus pais para suas vidas. Na verdade, o que entendo como ideal, seria tanto pais e filhos conversassem mais a respeito sobre suas vidas e seus objetivos, porque o que importa realmente é cada um estar bem, e tranqüilo consigo mesmo, a paz de espírito e o equilíbrio são facilitadores para encontrar a tão falada felicidade.

A chave da felicidade é o equilíbrio, ou seja, é conseguir que tanto seu lado pessoal como o profissional estejam bem, não vejo como encontrar a tão famosa felicidade de outra forma.

Frederico da Luz – 01-12-2010