Páscoa para renascer

Coragem

O significado da páscoa para os cristãos é a ressurreição de Cristo depois de sua crucificação. A vida é uma constante ressurreição, todo dia estamos recomeçando, a cada novo dia, temos a oportunidade de vivenciarmos sentimentos novos, mudar aquilo que nos incomoda e esta a nosso alcance e refletir sobre aquilo que gostaríamos de mudar, mas não há possibilidade, pois como humanos temos limitações.

Nessa data onde as famílias se reúnem, amigos confraternizam por que não também aproveitarmos para algumas mudanças (ressurreições)? Mudar a forma como tratamos nossos próximos, nossos pais, filhos, e todo nosso circulo de amizade, cobrando menos e aceitando mais. A mudança começa dentro de cada um, mudar dentro, é o primeiro passa para transformarmos o exterior. E o poder de um singelo gesto, de uma pequena mudança tem efeitos gigantescos, proponho, dê o primeiro passo.

Nas nossas relações sempre temos algo “a resolver” por que não aproveitar o momento para resolver? Perdoar, pedir desculpas são atitudes nobres, difíceis muitas vezes, mas de um poder libertador.

Permita nesses dias de confraternização que o amor é o sentimento que predomina para tirá-lo da teoria e aplicá-lo na prática, basta ter coragem e fé, a mudança começa dentro de cada um.

O que você está esperando para dar o primeiro passo?

Uma bela páscoa para todos!

Um Forte abraço!

Frederico da Luz – 18-04-2014

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O botãozinho

 

A vida é uma caixinha de surpresas. Quando pensamos que tudo esta no lugar, como sempre queríamos, algo acontece e nossa vida muda totalmente. Amamos, nos apaixonamos, sofremos e a vida segue. Não entendo o porquê de toda essa caminhada, que às vezes machuca e muito.

Não seria mais fácil se pudéssemos escolher quem gostaríamos de amar? Tenho certeza que seria, mas e onde estaria a graça da vida? Onde ficariam guardadas nossas emoções, nossos sentimentos? Não sei por que amo alguém, ou não amo, minha capacidade intelectual e cognitiva não me dão razões suficientes que possam justificar, ou não isso.

As relações humanas me intrigam, não compreendo porque temos que passar por tanto desgaste emocional para sermos felizes. Quando perdemos uma pessoa querida fica um vazio enorme dentro da gente, aquele espaço que tinha dono, hoje não tem mais, esse nunca mais será preenchido, as pessoas são únicas e ninguém é igual a ninguém, ficam as lembranças, os momentos felizes, e temos que aprender a conviver com esse vazio.

Às vezes gostaria de ter um botãozinho que funcionasse assim: agora quero amar determinada pessoa, bastava apertá-lo e imediatamente estaria morrendo de amores. Se acontecesse de a outra pessoa não corresponder a esse sentimento, simplesmente, apertaria novamente o botãozinho e tudo estaria resolvido, o amor estaria “desligado”, não existiria mais.

Pergunto, iríamos ser felizes se tivéssemos tal botãozinho? Sinceramente acredito que não. A vida seria racional demais. É certo que os relacionamentos que temos servem para crescermos, nos conhecermos melhor, ver que somos humanos, temos falhas, erramos, sofremos, amamos há uma confusão de sentimentos em cada relação, por que, de fato, elas não tem parâmetro. Cada pessoa é única e, por isso, um relacionamento, a não ser que seja entre os mesmos envolvidos, sempre não terá parâmetro.

Na vida sempre tento agregar o que vejo de bom nas pessoas, nos relacionamentos também faço isso, ficam os momentos, as lembranças e o amor que sempre existiu só que as vezes se transforma em algo que não temos controle, que falta faz o botãozinho…

Frederico da Luz 22-01-2011

O valor da intenção

A intenção com que tomamos determinadas atitudes deve ser considerada na avaliação do alcance ou não do fim almejado. Se por algum motivo, a atitude que você ou alguém teve, resultou em um resultado “negativo”, não desejado, devemos ter consciência e serenidade para poder enxergar a intenção que motivou tal atitude, pois só esta pode nos tranquilizar em relação aos possíveis resultados não previstos e indesejáveis.

 

Visualizar a intenção que esta por trás de determinada atitude do outro, não é tarefa fácil, é necessário empatia. Hoje, grande parte da população está estressada e com pouco tempo para parar e refletir. O tempo é um fator chave para poder visualizar a intenção de determinada atitude.

 

Esse ponto é essencial para evitar desavenças e brigas desnecessárias, pois devemos sempre partir do princípio que as pessoas agem pensando no bem do próximo, tenho certeza que a maioria das pessoas são assim. Infelizmente, no contexto atual, não é fácil pensar dessa maneira, por todos fatos negativos que são expostos e explorados pela mídia.

 

Não sou contra a divulgação de fatos e do trabalho da imprensa, mas sim, apenas tento verificar o que isso realmente nos agrega como pessoas. Que benefícios temos em saber o que um “famoso” fez ou deixou de fazer? Se for um escândalo ou crime então, nem se fala. A notícia é explorada diariamente pelos noticiários e jornais, só cessando, no surgimento de outro caso, que consiga gerar mais repercussão.

 

Por que não divulgar ações e atitudes positivas de um “anônimo”? Não seria mais interessante e útil? Isso não criaria um movimento para uma mudança de atitude em um contexto mais amplo? Não faria as pessoas refletirem a respeito do outro?

 

Mudanças sempre geram . O mundo está em constante transformação, fica complicado se adaptar, mas isso tudo é um processo, em que podemos crescer, ou não? Depende de nossas intenções que norteiam nossas atitudes.

 

Entretanto, se por algum motivo, a atitude que tomamos pensando em um resultado positivo para muitos, e por algum imprevisto não atingiu seu fim, ou pior, prejudicou alguém. Só conseguiremos estar com a consciência tranqüila, sabendo que a intenção por trás da atitude era positiva, isso trará o conforto necessário para reavaliar a atitude e visualizar o porquê do não alcance de seu fim.

 

Agora, com certeza, é mais cômodo não fazer, pois a mudança assusta, e o resultado dela, mesmo que possamos projetar, pode às vezes não ser o esperado.

Então é melhor deixar como está? Ou correr o risco de acertar ou errar tendo a consciência tranquila?

Frederico da Luz – 14-08-2010