Os verdadeiros ricos

Ricos

Lendo o livro “Armadilhas da Mente” do Augusto Cury, refleti sobre quem é verdadeiramente rico. Quem possui muito dinheiro e pode dispor de todos os bens materiais e recursos que quiser, ou quem consegue sentir, apreciar, as coisas mais singelas da vida, que não custam nada?

Precisamos de dinheiro para atender nossas necessidades, mas o quanto a busca pelo dinheiro nos rouba um tempo precioso. A vida é um show diário, onde as coisas mais belas estão à disposição de todos.
Somos humanos e a vida é sentimento, sensações, o que desperta realmente nosso íntimo, a compra de um carro, ou a experiência de contemplar a beleza única de um por do sol.

Não estou dizendo que comprar um carro, não traga sentimentos bons.Claro que traz, mas se levarmos a vida, curtindo apenas esses momentos, perceberemos que esses sentimentos duram pouco tempo, logo surge um carro melhor, e mais uma vez corremos atrás de mais e mais para que possamos sentir pouco.

Quem vive apreciando esse show diário proporcionado pela natureza, através dos animais, das flores, do dia, da noite, da troca sincera com os outros, com certeza tem uma vida mais feliz e leve.

Existe uma frase muito repetida, e realmente verdadeira:
-A felicidade está nas coisas simples. E felizmente estas são de graça!

Frederico da Luz

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Tempo, uma mera ilusão

Curioso de ver como avaliamos determinadas situações. Nos relacionamentos parece que damos mais valor para quanto tempo ele dura, hoje acho isso estranho. Entendo que o tempo é um detalhe, nesse contexto, o que vale realmente é a intensidade do sentimento.

Sobre isso vejo as pessoas dizendo, quando eu tiver tantos anos vou poder fazer, então questiono, e porque não agora? O que te impede hoje de fazer o que almejas no futuro?

Talvez estejam me achando imediatista, até certo ponto sim, hoje procuro viver e aproveitar a vida da forma mais intensa possível, até porque o “tempo” talvez um dia acabe. Ninguém na verdade, sabe o quanto tempo ainda temos.

Interessante essa forma de pensar. Viajando um pouco agora, o tempo dependendo da forma como encaramos é bom, podemos desfrutá-lo da melhor forma possível. Viajando, conhecendo novos lugares, novas pessoas, descobrindo o mundo, saindo um pouco de nosso cotidiano, oportunizando uma nova visão de vida.

Apesar de saber da importância que o tempo tem, e por acreditar que o nosso “tempo” não se restringe ao aqui (planeta terra), consigo levar a vida hoje de uma forma mais tranquila, “light”. Não temos tempo para fazer tudo, e escolher entre as várias possibilidades, incorre em abrir mão de certas coisas. Como tudo na vida há ganhos e perdas, tudo depende de como encaramos as situações.

Então viva a vida de forma plena, sabendo que toda escolha implica em renúncias e não se preocupe em acertar sempre, ninguém consegue isso, aprenda com os erros e aproveite os acertos, simplesmente seja feliz, isso é o que realmente importa.

Frederico da Luz – 20-02-2011

O “cárcere” feminino

A mulher ganha cada vez mais espaço na sociedade, conquista cada vez mais lugar de destaque nas organizações. A mulher tem uma sensibilidade, um “feeling” que, normalmente, o homem não o tem; também uma empatia muito mais desenvolvida que possibilita um grande diferencial.

Atualmente, quem não souber se relacionar com pessoas esta fora do mercado. Apesar da sociedade atual gerar ilhas individuais devido à tecnologia e uso excessivo do computador, as grandes decisões são tomadas em grupo, felizmente à máquina nunca substituirá o discernimento e a capacidade do homem.

Devido a esse espaço que a mulher vem conquistando, seu tempo se tornou cada vez mais raro. Além de ter que disponibilizá-lo para suas conquistas recentes, como trabalho, desenvolvimento pessoal e profissional, ela também tem que cuidar da casa, dos filhos e de si própria.

Esse é o ponto. Hoje cada vez mais a questão estética tem grande peso, ou seja, é exigido e cobrado das mulheres que estejam sempre lindas e impecáveis. Qual o real preço disso? A mídia exulta e potencializa as mulheres lindas, perfeitas, malhadas, felizes. Elas existem realmente? Mesmo as mulheres que estão no meio artístico – e por questão profissional devem estar em forma – não têm essa perfeição que a mídia e a sociedade vendem como ideal, no fundo, são mulheres simples, que também têm obrigações com a família.

O tempo que as mulheres investem para estarem sempre lindas e perfeitas é algo a ser repensado: horas de academia e salão não seriam melhor aproveitadas de forma diferente?

Não me entendam mal, acho que as mulheres devem se arrumar e se preocupar com a beleza, o que me preocupa, é o tempo excessivo que algumas gastam com isso, buscando a perfeição vendida pela mídia e sociedade, que na verdade não existe. Nem mesmo as atrizes e modelos que vivem disso recorrem ao hoje tão famoso FotoShop, porque a mulher de “verdade” não aceita suas características e sua individualidade única?

A beleza da mulher não é apenas física, e sim composta de sua personalidade única, que cada uma tem, pelo seu senso de humor, sensibilidade, carisma, seu trato com as pessoas; tudo isso reflete no seu aspecto físico, hoje tão cobrado. Quando as mulheres descobrirem e visualizarem que cada uma tem uma beleza única e que não necessita desse parâmetro vendido pela sociedade, elas estarão livres do “cárcere” a que hoje estão impostas.

Frederico da Luz – 22-11-2010

A ficção do dinheiro

Nos tempos atuais, onde as coisas mudam a cada segundo, o que nos faz estar em constante atualização, o tempo sempre parece escasso. Não conseguimos tempo pra mais nada, e pra que tudo isso? Para podermos ganhar mais? Será que isso irá nos trazer algum real benefício?

Essa vida “louca” que aparentemente o mundo nos impõe, decorre principalmente dessa inquietação que o dinheiro gera, quem tem pouco, quer mais, quem já tem algum, julga que não é suficiente, e que tem muito, não se contenta e busca sempre uma forma de aumentar sua riqueza. E mais uma vez para quê? Temos algum objetivo que nos move para isso, ou simplesmente o ter é o fim?

Isso ocorre, pois não conseguimos parar para refletir sobre algumas coisas, nosso tempo é raro, e quando percebemos estamos indo para um caminho que não leva a lugar nenhum.

Dinheiro é bom? Não tenho dúvida que sim, mas será que deve ser o objetivo de uma vida? Acho que devemos valorizar o que realmente de bom e de útil ele pode nos proporcionar, e não o que podemos adquirir com ele, ai esta o ponto.

Essa corrida em busca dele, faz cada vez mais isolarmos uns dos outros, pois cada um quer saber do seu, dos seus problemas, e a coletividade, onde fica nessa história? Já tenho muitos problemas, não quero mais uma responsabilidade.

Se minha família e meus amigos estão bem e com dinheiro, está tudo ótimo. É essa filosofia de vida que queremos passar para nossos filhos? Ela esta certa?

O Conceito de certo e errado varia conforme o pensamento de cada um, no entanto, temos que nos olhar como seres únicos em que os parâmetros e comparações com os outros, só nos levam a constante insatisfação, pois NUNCA seremos igual a ninguém, o parâmetro se for usado deve ser você, devemos ser o melhor do que podemos ser.

E onde o dinheiro se encaixa nessa história? Você sabe?

Frederico da Luz – 08-08-2010