Normais ou loucos?

Socialmente existe um padrão a seguir para ser considerado “normal”. Casar, ter filhos, ser magro, ter dinheiro, entre outras coisas… Se portar de acordo com o que a sociedade espera. Esse é o “normal”…

O “louco” são todas as outras formas que não se encaixam nisso, seja uma maneira diferente de pensar, de ver a vida, de levar a vida, tudo que é diferente assusta, é mais fácil rejeitar o diferente do que crescer e respeitar as diferenças, aqui me refiro a toda e qualquer diferença, crença, sexo, ideologia…

O que vivemos hoje é uma briga de imposição pessoal entre as pessoas, que querem impor as suas verdades, o seu “normal”, se não é do jeito e da forma que quero, ou penso, não serve, devo rejeitar, destruir.

Deixamos de crescer e aprender todos juntos ao não aceitarmos as diferenças, elas nos permitem pensar fora da caixinha, nos mostrando outra visão. Não é feio mudar de opinião, nem tão pouco mantê-lá, desde que aceitemos a liberdade do outro de mudar, ou manter suas convicções.

O que falta no mundo de hoje é tolerância, compaixão, respeito e amor.

Vamos exercitar mais isso?

Frederico da Luz – 16-03-2018

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Conectados?

Conexão
Vivemos conectados, ficar sem olhar o celular durante mais de uma hora é difícil, uma enxurrada de informações nos é disponibilizada a todo momento, estar desconectado é algo raro.

Aonde iremos com esse “novo” estilo de vida?

O viver conectado está nos roubando outras formas de “conexão”: com nós mesmos e das nossas relações humanas presenciais. O viver conectado nos faz esquecer um pouco de nós, do momento que estamos vivendo, das transformações e experiências que estão nos mudando, sim mudando, nós estamos em constante transformação.

As relações presenciais estão perdendo espaço, quem já não presenciou uma conversa entre amigos ser preterida por uma mensagem de whatsapp, uma publicação no instagram, ou uma curtida no facebook?

É claro que as redes sociais ajudam a manter o vínculo com amigos e familiares, mas temos que aprender os momentos adequados de utilizá-las e não nos tornarmos escravos das mesmas, como se uma mensagem devesse ser imediatamente respondida.

A solução é uma busca que acredito ser essencial em nossa vida em todos os aspectos, o chamado equilíbrio. Nem 8, nem 80, usarmos as conexões virtuais de forma adequada, sem criar uma demanda que prejudique o nosso olhar para dentro, nem tão pouco as relações presenciais com as pessoas próximas.

E você qual conexão vai priorizar?

Frederico da Luz – 14-02-2018

Formas de Amor

Não, não irei escrever sobre ideologia de gênero e relações entre pessoas do mesmo sexo. Escrevo sobre as formas de como demonstramos amor.

Demonstramos esse sentimento de formas diferentes. Alguns usam as palavras, ditas ou escritas, outros o toque, o carinho, o chamego, outros criam oportunidades para o amado(a), são infinitas as formas de expressar o que sentimos.

Percebendo essas diversas formas, noto a dificuldade de algumas pessoas em aceitar o amor, da forma como o outro consegue demonstrar.

Muitos só reconhecem as demonstrações de amor, se estas são como eles gostariam que o outro se expressasse, ou como demonstram o seu jeito de amar.

Condicionando as formas de receber e aceitar o amor, limitamos como o outro demonstra o sentimento mais nobre que existe e colocamos o amor numa caixinha restrita, não permitindo que o outro explore toda sua forma de expressar o seu amar.

Somos diferentes, aceite as infinitas formas que existem de expressar o amor, e demonstre o seu amor da sua forma única e especial.

Frederico da Luz – 01-02-2018

Elegância

Elegância

Apesar de vivermos em uma sociedade tida como “civilizada”, ainda mantemos comportamentos ancestrais, que se manifestam pelo grito e pela brutalidade, pela demonstração de força e ameaça como armadura protetora.

Embora o nosso mundo não permita, acredito na força da gentileza, da elegância e da suavidade.

Como diz Abnara Leon:

“A verdade cabe em todo lugar,

Bem como a boa conduta, elegância e a palavra que ajuda.

Muitos tem razões

Poucos tem sensibilidade

E alguns, menos ainda…o entendimento”!!!

Como diria Yves Saint Laurent: “sem elegância no coração, não há elegância”.

Ser elegante com os outros é notabilizar-se pelo respeito.

O respeito é virtude de almas elegantes.

Paul Valéry diz que a “elegância é a arte de não se fazer notar aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir”.

Infelizmente, convivemos com atos de brutalidade explícita e implícita em todos os ambientes. É uma brutalidade física, psicológica e espiritual. Sentimos essa brutalidade e agressividade no trabalho, nas redes sociais, nas ruas, em diversos ambientes.

Como mudar isso?

Creio que a resposta está no amor. Como diz Osho: “O inimigo real do amor não é o ódio – o inimigo real do amor é o ego. Na verdade, o ódio e o amor, como o conhecemos, são dois lados da mesma moeda. O amor chega quando você não está presente, quando o ego não está presente. E o ego não está presente, você não está presente, quando você não é  ambicioso. Um momento não ambicioso é um momento de meditação. Em um momento não ambicioso, quando não estamos buscando nada, pedindo nada, rezando por nada; quando estamos totalmente satisfeitos com o que somos, não nos comparando com ninguém mais – nesse momento tocamos o reservatório profundo do divino. Então o amor flui. Então você não pode fazer outra coisa, só pode ser amoroso. Esse amor é um estado da mente, não um relacionamento. O outro não existe, o ser amado não existe, você está simplesmente amando qualquer coisa que entre em contato com você. Você é o amor. Você vive no amor. Ele se tornou o seu perfume”.

Autor José Renato Ferraz da Silveira

 

O Mar

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O mar. Sentei na areia quente. E vi o mar.
“Meditar é como entrar no mar. No início,só percebemos as marolas à beira da praia. Mas o mar não são apenas marolas, embora as marolas sejam o mar. Da mesma forma, há pensamentos, estímulos de tudo o que recebemos desde antes de nascer, que podem surgir em nossa mente”, como diz a Monja Coen.
O mar, todo belo, imenso e formoso. Há mares verdes, azuis e dourados. Às vezes, mares brancos pela luz do luar. Adoro ver a espuma do mar. Sinto a água tocar meus pés. Um turbilhão de pensamentos e sentimentos tocam o âmago da minha alma. Olho o meu passado. Imagino meu futuro. Vivencio o presente.
E vejo os olhos do mar: olhos verdes.
Olhos imensos. Olhos de mar.
Relembro a poesia do poetinha: “Na melancolia de teus olhos, eu sinto a noite se inclinar, e ouço as cantigas antigas do mar. Nos frios espaços de teus braços, eu me perco em carícias de água, e durmo escutando em vão o silêncio. E anseio em teu misterioso seio, na atonia das ondas redondas, náufrago entregue ao fluxo forte da morte”.
Outro poema repleto de alegrias, decepções, frustrações e muita esperança acerca do mar é do poeta Fernando Pessoa: “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar, para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e abismo deu, mas nele é que espelhou o céu”.
Poemas lindos e sagrados! Essa percepção de beleza, sentimentos mistos e paradoxais é que marcam nossa existência. O mar é a nossa vida. Nossa vida é do mar.
A monja Coen diz que é “quando nosso olhar se torna imenso e profundo como os oceanos passamos a conviver em harmonia com tudo e com todos. Somos da mesma matéria prima e estamos interligados a cada partícula cósmica”.
O mar profundo, cheio de vida, bonito, terrível, abençoado e traiçoeiro. Nosso mar. Nossa vida.
Autor José Renato Ferras da Silveira

Nosso lar e a alma em ordem

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A harmonia do lar não depende da quantidade de coisas, mas do quanto alegra os nossos olhos. Essa sentença categórica revela como o ambiente do lar é fundamental para as nossas vidas.Por exemplo, dizem que, se precisamos mudar alguma coisa na vida, um bom começo é trocar os móveis de lugar. Dessa forma lúdica, entramos em contato com as nossas próprias emoções e damos início a uma arrumação que atua de fora para dentro.

Arrumar a casa é uma forma de fortalecer seu poder de decisão.

Acabar com a bagunça parece ser uma tarefa intuitiva. A ideia de organizar, hoje em dia,tem mais a ver com o descartar ou escolha consciente do que merece ficar. Uma forma inteligente de selecionar, é fazer a pergunta: Esse item realmente traz felicidade para o meu atual momento?

Organizar as coisas exige prioridade. Organizar dá início a uma conversa com a gente mesmo. Fazemos um inventário do que realmente gostamos e chegamos ao entendimento de quem somos e do que queremos ser. Ao colocar ordem no “caos”, você olha para o passado (objeto antigo) e para o futuro (o que vai continuar usando). Tal processo ajuda a elaborar as emoções.

Uma dica que li para iniciar o processo de organização é começar por aquilo que se pode usar (roupas e acessórios), seguir para o que tem valor informativo (livros, recibo)e, por último, encarar os do setor emocional (fotos, presentes).

Conclusão que cheguei, ao manter a ordem no lar, eu enxergo que tenho muito mais do que imagino – e provavelmente, do que não preciso. É hora de descartar. Livrar-se de algo não é tarefa fácil. Creio que é fundamental adotar uma relação positiva em relação a eles. Agradecer a cada objeto pelo importante papel desempenhado em nossa vida e permitir que ele vá. Quando agradecemos os objetos, valorizamos o que temos. Eles duram mais e tendem a ser guardados com carinho nos lugares certos. Isso economiza dinheiro e tempo. “Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia” (Dalai Lama).

Autor José Renato Ferraz da Silveira

Erros (gravados) em Bronze

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O bronze é uma série de ligas metálicas que tem como base o cobre e o estanho. Proporções variáveis de outros elementos como zinco, alumínio, níquel, fósforo, chumbo, entre outros.

Não se oxida facilmente com o ar e é resistente à corrosão. O bronze é reciclável, podendo ser fundido várias vezes. Ou seja, a durabilidade do bronze é longa, é “eterna”.

A razão de trazer essa breve exposição sobre o bronze está associada ao título.

Cunhei essa expressão “erros em bronze”, ao ler, atentamente, num texto laudatório, em placa de bronze, datada de 1974, na loja de sapatos Eny feminino.

Já no início da mensagem, estava escrito regosijo (sic). Virei para minha mãe que comprava um belo par de botas cobra naja conhaque e disse: “erros em bronze”.

Ela sorriu em júbilo.

Filosofando sobre essa expressão “erros (gravados) em bronze deduzi que são situações que significam repetir erros indefinidamente. Erros que se repetem e que estão sujeitos a lei do carma ou lei de causa e efeito.

Nesse sentido, comportamentos repetitivos costumam gerar reações equivalentes das pessoas afetadas por eles.

Ou seja, se eu não modificar meu padrão de comportamento continuarei a ter a mesma reação por parte das pessoas.

Observe em sua vida, quantos fatos se repetiram em sua história e os resultados foram previsíveis?

E, sem dúvida, existe uma imensa possibilidade de que eles venham a se repetir novamente, pois são consequência de um modelo mental consolidado e cristalizado pelo tempo.

“Modelo mental é o conjunto de imagens, experiências, crenças, medos e tantos outros componentes mentais”. A imagem que fazemos do mundo ao nosso redor, incluindo todos os acontecimentos e as pessoas com que interagimos é uma exclusividade de cada um de nós.

Esse modelo consolidado define meus padrões comportamentais. Eles permanecem por muito tempo, ainda que, às vezes, tenhamos uma vontade racional de modificá-los.

Pois bem, todos já ouvimos a seguinte expressão: “Colherás aquilo que semeastes”.

Se quisermos criar felicidade em nossas vidas, precisamos aprender a semear a felicidade. Se semear a discórdia, colherás discórdia.

De acordo com Deepak Chopra: “quando escolhemos ações que levam a felicidade e sucesso aos outros, o fruto de nosso carma será o mesmo. A lei do carma implica a ação de fazer escolhas conscientes”.

Qual é a atitude correta e adequada para modificar essa postura de erros repetidos?

Primeiro, ser responsável. Assumir os erros por aquilo que fazemos. Não atribuir aos outros e “forças desconhecidas” as nossas escolhas ou responsabilidades.

Segundo, se eu me dou conta de o que faço hoje é exatamente o que farei amanhã, tratarei de cuidar de minhas atitudes. Como diz Chopra: “quando fizer uma opção, pergunte a si mesmo duas coisas: “Quais são as consequências dessa escolha? E “Será que a escolha que estou fazendo vai trazer felicidade para mim e para os que me cercam? Quebre o condicionamento de seus atos; só a inovação traz novas respostas.

Terceiro, devemos ter uma força suficiente para nos levar a uma reflexão lúcida sobre o que fazemos. “Sua intuição é suficiente para lhe indicar o melhor modo de agir”. Preste atenção à sensação de conforto e desconforto em seu corpo. Reavalie profundamente a situação, não se deixe levar por impulso e imprudência. Mantenha o equilíbrio entre a razão e a emoção para tomar qualquer decisão.

Quarto, se cerca de metade do que fazemos no dia a dia deriva de nossos hábitos e não de intenções deliberadas, devemos nos comportar como se nossos atos fossem virar leis universais e ser repetidos por outras pessoas. Essa é a síntese do imperativo categórico de Kant, e é o princípio do comportamento ético que se deseja para os membros de uma sociedade. Colocar-se no lugar dos outros.

Por fim, como diz Shakespeare em seu belo soneto LXV: “se bronze, pedra, terra, mar sem fim estão sob o jugo da mortalidade”, nós, também estamos sob a Fúria implacável do tempo, o jeito é viver com intensidade e responsabilidade.

“Seja testemunha das escolhas que faz a cada momento. A melhor forma de se preparar para qualquer momento do futuro é estar plenamente consciente do presente”.

Resumo

“A cada momento temos acesso a uma infinidade de escolhas. Algumas delas são feitas de forma consciente, outras, não. Infelizmente, muitas de nossas escolhas, por terem sido feitas sem consciência, não nos parecem escolhas – no entanto, são. Em consequência, muitas vezes elas são levadas por pessoas e circunstâncias a resultados previsíveis”.

Autor José Renato Ferraz da Silveira