A disciplina é a organização da liberdade


Assistindo uma live do Professor Mario Sergio Cortella, me chamou atenção uma fala:

– A disciplina é a organização da liberdade.

Refletindo sobre ela, após a explicação do renomado professor, acredito que a compreendi. Segundo ele a disciplina que conseguirmos criar com as obrigações e deveres que temos que cumprir independente da vontade para termos uma vida saudável permite também que tenhamos tempo para sermos livres, e usufruir de uma parcela do nosso tempo com coisas que gostamos.

Fazendo um paralelo com o que o mundo vive com a pandemia, hoje temos que nos manter disciplinados e vigilantes com o cuidado necessário para não pegarmos a doença. Ficar em casa dentro da possibilidade de cada um, e se houver necessidade de sair, tomar todos os cuidados necessários.

A disciplina para quem não a tinha foi imposta de uma forma que não há questionamento, a doença é um fato, seu contágio é extremamente agressivo e a única forma de se cuidar e cuidar dos seus é manter toda uma disciplina rigorosa frente aos cuidados de isolamento social.

Sem aviso, ou cerimônia toda a liberdade que tínhamos de fazermos o que quiser, a hora que quisermos não existe mais momentâneamente e ninguém foi preparado para essa situação. A vida impôs.

Essa fase difícil vai passar. E talvez um dos grandes aprendizados que podemos ter, é nos tornarmos mais disciplinados com nossa própria vida. Sabemos que atividade física faz bem pro corpo, e nós nos exercitamos? Sabemos que se alimentar de forma saudável faz bem, e nós comemos bem? Hj temos acesso a muita informação e sabemos o que devemos fazer em relação a praticamente tudo na vida, e nós fazemos?

Talvez a pandemia veio nos ensinar que sim, podemos ser disciplinados e dessa forma sermos mais livres e felizes. Por mais triste e dura que seja toda essa situação, acredito que tudo na vida tenha seu lado positivo, acredito que a disciplina pode ser nosso grande aprendizado.

Qual é o seu aprendizado na pandemia?

Frederico da Luz – 12 – 04 – 2020

Você já se traiu?

Não gosto de conceitos absolutos ou verdades prontas. Se tratando de pessoas cada vida é um mundo onde a caminhada pessoal é repleta de descobertas e transformações. A única coisa que não pode acontecer é lutarmos contra o tempo, ele passa é fato. Aproveitar as experiências e os aprendizados que ele proporciona nos torna melhores para quem está aberto aos sinais que a vida mostra.

Serenidade para aceitar o que não podemos mudar, muita força e energia no que podemos transformar. Saber diferenciar essas duas situações não é simples, tão pouco fácil, mas essencial. Equilíbrio não é se manter constante, sem oscilar frente as mais diversas situações que vivenciamos, é mesmo nas mais difíceis e nos momentos de grande felicidade saber que tudo passa, o ótimo e o péssimo, a felicidade e a tristeza. Saber lidar com essas oscilações da vida de forma sadia e que traga crescimento é o ponto principal de uma atitude positiva.

Assumir o papel de vítima, ou se eximir de responsabilidades nunca será a melhor escolha, o não fazer e agir, também é uma ação que gera consequências. Paz de espírito e equilíbrio são construções pessoais que cada um deve almejar respeitando seus conceitos e verdades. A única coisa que você não deve fazer é se trair, isso Deus perdoa, a vida não.

Sua atitude é positiva? Vc já se traiu?

Frederico da Luz – 25-06-2019

Mulheres são foda!

Mulheres vocês nasceram para acontecer. Têm a bênção de gerar a vida e transformar o mundo. Não queiram ser iguais, respeitam as diferenças que cada uma de vocês têm, isso a faz especiais.

Esqueçam a beleza inalcançável e irreal das revistas, não queira ser a mais bonita, a beleza de cada uma é única e comparações só geram frustrações. Esforce-se para ser a sua melhor versão, e se não quiser ser melhor hoje, respeite isso, aceite, o tempo e a vida mostram os caminhos.

Não aceite que ninguém te diminua, não permita isso, você nasceu para acontecer e já acontece.

As coisas não precisam sair sempre conforme o planejando, não permita que o suposto controle que desejas enquadrar a vida não permita viver as inúmeras oportunidades que surgem inesperadamente.

Mulheres, intensidade normalmente é um sinônimo, ninguém sente como vocês, se entrega como vocês, sonha como vocês, vive como vocês… Se ao invés de se comportarem como concorrentes, se unissem, já tinham conquistado e transformado o mundo para muito melhor.

Aos homens resta o papel de coadjuvante, pois quem nasceu pra acontecer são vocês, mulheres. Aceitem o protagonismo e transformem o mundo, nós homens agradeceremos.

Frederico da Luz – 22-05-2019

CORAGEM

Substantivo feminino que significa moral forte perante o perigo, os riscos, bravura, intrepidez. A pessoa corajosa não é aquela que não tem medos e receios, mas mesmo os tendo, enfrenta, luta e vence.

A vida nos coloca em situações em que a mudança é uma exigência, por escolhas nossas, ou outras por contingências as quais não temos controle. E temos que respirar fundo, ponderar, equilibrar se e seguir em frente.

Apesar dê não ser religioso, gosto muito de um ditado popular:
– Deus nunca dá pra gente uma cruz maior do que a gente possa carregar!

Todos os desafios, problemas e dificuldades que eventualmente surgem em nossa caminhada temos condições de superá-los, crescer e aprender com eles.

O que seria da vida se não tivéssemos coragem?

Quando alguma situação ou contexto vier acompanhada de medo, receio ou dúvida, tenha convicção e CORAGEM que você pode superar por mais difícil que possa parecer.

Confie em você, no seu coração e siga em frente, você com certeza sairá mais forte.

Frederico da Luz – 23-04-2019

Uma semana com meu avô Hermenegildo

Primeiro dia chego de viagem e encontro ele sentado na poltrona na beira do fogo, faz muito frio. Mais magrinho do que o habitual, mas com o bom humor de sempre. Adora falar que tem um monte de gente pra mandar nele.

Meu avô Hermenegildo é daquelas pessoas que adora uma conversa, sem pressa e com atenção, ele sempre consegue tirar um sorriso das pessoas. Com ele aprendi que as pessoas são a coisa mais importante da vida, meu avô ama gente.

Segundo dia, acordo cedo 6 da manhã, me nego levantar da cama antes das 8, sensação térmica zero grau. Vejo o sol forte e me encorajo a sair e comprar pão pro café. Depois vou pra casa do Vô. Chego e ele ainda dorme, era já passado das 10h, se tudo tivesse normal nunca ele ficaria deitado até essa hora. Entro no quarto quietinho e vejo ele bem tapado de touca dormindo.

Vou dar uma volta e retorno, encontro ele tomando café. Combinamos de dar uma volta no início da tarde. Levo ele pra tomar um sorvete em Artigas. Um dos grandes eventos de minha infância em Quaraí, era passear na Lecueder e tomar um sorvete da Sudanfer.

Brinco, se ele recorda uma vez que na volta de Artigas que fingi que estava dormindo e fiz ele e a Vó forcejar pra descer do carro no colo. Quando me largaram na cama, e ele viu que estava acordado quase apanhei rsrs.

Tomamos um sorvete lagartiando ao sol. Na volta íamos ao barbeiro pra ele fazer a barba. Chegando lá, estavam quatro pessoas e o Vô que adora um bom papo já puxou assunto. O barbeiro brincou com ele sobre qual time ele torcia, pois me viu com a camisa do Grêmio.

Nesse momento, escutei uma história que ele contou que eu não conhecia. Comentou que alguém reclamou pro pai dele que ele não fazia nada, só jogava futebol. Disse que nesse dia levou a maior bronca do pai e nunca mais se interessou por futebol. Até hoje nunca descobri o time do Vô e escutando essa história acredito que ele nem tenha um time mesmo. Quando olhamos jogos ele torce para o time do neto que está junto no momento.

Fez a barba e partimos. Fomos comprar uma linguiça para fazer um choripa a noite, e escutamos barulho de festa ali perto e fomos por curiosidade lá. Meu avô apesar dos 83 anos enxerga muito bem, lembro quando caçavamos perdiz, na minha infância, ele sempre via onde elas se amoitavam. Chegamos na festa e de cara ele viu uma sobrinha dele, foi lá, conversou, fez as pessoas do círculo rirem um pouco e partimos pra casa. Perguntei se queria dar mais alguma volta, disse que não e percebi que ele estava cansado.

Terceiro dia, era um domingo. O Vô e a Vó iam almoçar com alguns amigos/parentes, levei eles até lá, cumprimentei a parentada e fui almoçar com meu pai, e com o avô João Érico. Tínhamos combinado com meu Tio de levar o Vô Hermenegildo em campanha, mas a chuva e o frio impediram. Reagendamos para o próximo dia de sol.

Quarto dia, mais um dia frio no inverno gaúcho. Chego pela manhã e encontro o Vô tomando café. Conversamos um pouco e no início da tarde, uma sobrinha aparece pra visitar ele. Muito divertida e engraçada com as histórias de suas filhas, anima o ambiente.

No final da tarde saímos para dar uma volta em Artigas. Encontrou um conhecido no freeshop, conversou, riu e fez rir e voltamos pra casa, pois o frio tinha intensificado. No dia seguinte se o tempo ajudar íamos caçar perdiz, com ele, meu tio e primos.

O dia amanheceu com um sol forte, que ameniza o frio. Tudo certo e partimos pra campanha no início da tarde. Logo que entramos na estrada o sol sumiu entre as nuvens e não mais apareceu. Com isso a desculpa para a ida para a campanha que era caçar perdiz ficou prejudicada. Chegamos na campanha, olhamos rapidamente os bichos, pegamos um pouco de lenha e voltamos. O Vô faceiro e contando histórias, mas mais quieto do que o seu habitual. Uma tarde pra voltar no tempo e relembrar os sábados no campo em minha infância com a companhia dele, muitos aprendizados diários. Nunca vi meu Avô levantar a voz pra ninguém, sempre teve muita paciência e bom trato, seja quem fosse.

Sexto dia, a temperatura segue baixa, uma neblina constante caracteriza ainda mais o inverno gaúcho. Nesse dia tínhamos combinado um churrasquinho. O Vô sempre gostou de reunir a família, e a desculpa era o churrasco. Com ele aprendi que só se deve colocar a carne no fogo quando ao menos um convidado tenha chego, ele sempre diz, tem que chegar, conversar, curtir e depois comer. Não gostava que chegassem, comecem e fosse embora.

Todos reunidos, ele contou a história do dia que atolou um avião, com um irmão. Vinham de Santa Maria, algumas boas décadas atrás até Quaraí de avião, ele era o copiloto. Em Quaraí sabiam que eles viriam e todos se reuniram para aguardar a chegada, para fazer um agrado para os expectadores, o meu Tio Avô, piloto, deu um rasante mal calculado, o avião encostou no solo, entortou o trem de pouso e por muita sorte o avião ficou literalmente atolado no chão, sem ninguém se machucar. Já ouvi muitas vezes essa história, quem ainda não conhecia era um dos bisnetos e ele sempre adora contar, sinto que ele volta a época do fato. Uma noite fria de inverno que se tornou quente e agradável pela reunião familiar.

No sétimo dia, o frio se repetiu, cheguei um pouco antes do meio dia, almocei lá. O Vô não consegue comer mais sólidos, mas graças a prescrição de minha esposa, que é nutricionista ele está muito bem alimentado e com bastante energia, considerando obviamente o quadro que ele se encontra.

Um pouco depois do meio dia meus primos fizeram um homenagem muito legal para o Vô e pra Vó, era o dia dos avós, uma homenagem simples, mas de coração. Escreveram um texto e cada um leu uma parte, ao final vi meu primo, o mais velho derramar uma lágrima. Aquilo foi muito emocionante. O Vô e a Vó ficaram muito felizes com o gesto deles, o amor retratado nas coisas simples tem um significado imensurável. Não gastaram um real com o gesto, e com certeza foi o melhor presente que poderiam ter dado.

Vivo uma mistura de sentimentos, gratidão por ter tido a oportunidade de ficar uma semana com meu avô, fazendo o que ele gosta, relembrando histórias, triste por que talvez seja a última vez que veja ele bem, o diagnóstico médico não é animador. Sei que o amor e o cuidado não são medidos nos frios números das estatísticas, mas estamos vivendo uma despedida, com muito amor e cuidado, tentando criar ferramentas para lidar com a saudade física que virá.

A vida é muito boa e especial, independente de todas dificuldades e desafios que ela nos impõe, crescemos diariamente e nos tornamos melhores.

Viva como se hoje fosse seu último dia, não traía você, cada pessoa deve ser a pessoa mais importante do mundo pra si mesmo, só podemos dar o que temos, se ame, se cuide, e conseguirá amar e cuidar o próximo.

Amo meu Avô, e não é por que é meu familiar e sim pelo exemplo de vida e valores que ele me passou, aos quais a maioria compartilho em minha vida.

Frederico da Luz – 27-07-2018

Descanse em paz bixito!

Sei que estás em um lugar bom e rodeados de amigos! Te amo!

A MULHER

No dia Internacional da mulher sugiro uma reflexão…
Você mulher conhece sua essência única que te faz diferente de qualquer outra?
Você respeita essa essência? Você sabe que você é A MULHER?

Se todas soubessem que a grande beleza e força de cada mulher está em ser diferente, que não precisa ser o que os outros querem que ela seja. Não precisa ser perfeita, não precisa ser magra, não precisa ser a melhor, não precisa de nada, basta ser você, com suas qualidades e defeitos.

Esqueça sociedade, amigos, família e tudo que não te permita ser quem você é…
VALORIZE, AME, RESPEITE e CUIDE da pessoa mais importante do mundo, VOCÊ.

Vocês mulheres são o pulsar do mundo, o sentimento, o que dá sentido as coisas, sem muitas vezes entender o sentido, bastando sentir. Vocês são a melhor definição do amor, no seu trato com o mundo.

Parabéns pelo seu dia, pela força, pela luta e por existirem e darem sentido a vida!

Frederico da Luz – 08-03-2019

O escritor, o texto, o leitor e a vida

Escrever é uma arte, que envolve coragem, sentimento e loucura. As palavras surgem, o texto toma forma e a magia acontece. As palavras tentam expressar muitas coisas, no entanto, elas têm limites, não conseguem tudo que o escritor almeja, muitas vezes nem ele sabe direito o que quer.

As palavras são o “toque “ que o escritor gostaria de dar no leitor…. esse toque é sentido de forma única e particular por cada um. O “tocado” tem história e experiências que lhe permitem sentir do seu modo.

O escritor quer dizer A, o texto sai mais ou menos B e o Leitor lê C… Me refiro a textos sobre sentimentos, sensações e tudo onde a lógica perde o sentido, o importante é se permitir sentir…

Nesse campo do sentir, as palavras ganham e perdem importância. A forma como o texto surge e como é recebido por quem lê, nesse caminho, se cria ou não a magia, se desperta ou não o sentimento, se sente ou não o “toque”…

E tudo isso é vida… onde nos permitimos ou não, sentimos ou não, vivemos ou não…

E você? Sim, ou não?

Frederico da Luz – 24-02-2019