Expectativas e frustrações

Como é difícil, não criar expectativas na vida. Muitas vezes desejamos algumas coisas e por uma série de fatores, elas acabam não acontecendo. Saber lidar com frustrações é um dos aprendizados da vida.

Não podemos ter tudo que desejamos, entender, compreender e aceitar muitas vezes não é simples. Lidar com os sentimentos de uma expectativa não atendida, uma frustração, pode ser algo difícil.

Existem frustrações que os fatores estão ao nosso controle, digamos, depende da gente fazer, ou não, determinada coisa para atender a expectativa, nesses casos acredito que seja até mais fácil lidar com a frustração, pois de certa forma foi uma escolha nossa, não fazer, ou não se esforçar o suficiente pra tornar a expectativa realidade.

Há situações que colocamos expectativas em relação a uma atitude de outra pessoa, esperando que esta haja de determinada forma pra atender uma demanda nossa, o que as vezes também pode gerar frustração. Nesse caso, acredito que colocamos um peso demasiado no outro, no entanto, os sentimentos que essa frustração gera, mesmo sabendo que talvez o “erro” tenha sido nosso, no sentido de ter criado a expectativa sobre uma ação do outro que não se concretizou, os sentimentos são mais intensos, pois não temos controle sobre as atitudes de outra pessoa.

Temos poucas certezas na vida, uma é que iremos decepcionar alguém, e alguém irá nos decepcionar… provavelmente isso acontecerá algumas vezes na vida.

E o que fazemos com as expectativas não atendidas? As frustrações? O sentimento que elas geram são incontroláveis, mas passam, como tudo na vida. Devemos tentar crescer com eles, apesar de muitas vezes não ser fácil, tão pouco simples.

Acredito que tudo na vida tem sua hora e seu momento, se ainda não aconteceu, é por que não era pra acontecer até agora. Quem sabe ainda não aconteça?

Acredito que a vida nos proporciona o que precisamos, não o que queremos, e se talvez hoje, não compreendemos determinada frustração, com certeza a vida nos mostrará o porquê da caminhada ter seguido outro rumo naquele momento.

Expectativas são positivas? Sim. Desde que sejam razoáveis e saibamos lidar com as frustrações que possam surgir, crescendo com elas.

Frederico da Luz – 26-06-2018

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Essência e Vida

Muitas pessoas devido a algumas escolhas, ou situações em que a vida lhes coloca, acabam de certa forma escondendo sua essência.

Não a alimentam e deixam aquela voz que insiste em gritar dentro da gente cada vez com menos força, praticamente sem ar, sufocando-a, a ponto de muitas vezes acharmos que a essência nossa morreu, e nos sentimos perdidos.

Independente de qualquer situação na vida, tenha certeza que tua essência não morreu, por mais equivocadas que possam parecer nossas escolhas, aquela voz dentro da gente que insiste em dizer o que é pra fazer e muitas vezes a ignoramos, esta e sempre estará ali, mostrando o que incomoda, o que não anda legal, basta deixarmos de nos fingir de surdos.

Acredito que todas, ou a maioria das escolhas que fizemos ao longo da vida sempre é pensando no melhor, não é justo ficar sofrendo no presente, avaliando o que poderia ter sido diferente, após a experiência que obtivemos com determinada escolha, não é justo com você, se martirizar com isso.

Se a escolha, não resultou no resultado almejado, mude, tente de novo, faça novas escolhas, a vida não é tão rígida assim, para isso, basta ter coragem, porque a mudança mesmo que seja pra melhor gera a incerteza do resultado, porque mudar assusta.

A vida nos traz poucas certezas, viver é cada dia nos lembrarmos de nossa essência e alimentarmos ela diariamente, nossa essência é nosso coração falando, escute seu coração, tenha coragem e seja feliz.

Você vai escutar a voz? Ou seguir com problemas auditivos?

Frederico da Luz – 01-06-2018

Normais ou loucos?

Socialmente existe um padrão a seguir para ser considerado “normal”. Casar, ter filhos, ser magro, ter dinheiro, entre outras coisas… Se portar de acordo com o que a sociedade espera. Esse é o “normal”…

O “louco” são todas as outras formas que não se encaixam nisso, seja uma maneira diferente de pensar, de ver a vida, de levar a vida, tudo que é diferente assusta, é mais fácil rejeitar o diferente do que crescer e respeitar as diferenças, aqui me refiro a toda e qualquer diferença, crença, sexo, ideologia…

O que vivemos hoje é uma briga de imposição pessoal entre as pessoas, que querem impor as suas verdades, o seu “normal”, se não é do jeito e da forma que quero, ou penso, não serve, devo rejeitar, destruir.

Deixamos de crescer e aprender todos juntos ao não aceitarmos as diferenças, elas nos permitem pensar fora da caixinha, nos mostrando outra visão. Não é feio mudar de opinião, nem tão pouco mantê-lá, desde que aceitemos a liberdade do outro de mudar, ou manter suas convicções.

O que falta no mundo de hoje é tolerância, compaixão, respeito e amor.

Vamos exercitar mais isso?

Frederico da Luz – 16-03-2018

Conectados?

Conexão
Vivemos conectados, ficar sem olhar o celular durante mais de uma hora é difícil, uma enxurrada de informações nos é disponibilizada a todo momento, estar desconectado é algo raro.

Aonde iremos com esse “novo” estilo de vida?

O viver conectado está nos roubando outras formas de “conexão”: com nós mesmos e das nossas relações humanas presenciais. O viver conectado nos faz esquecer um pouco de nós, do momento que estamos vivendo, das transformações e experiências que estão nos mudando, sim mudando, nós estamos em constante transformação.

As relações presenciais estão perdendo espaço, quem já não presenciou uma conversa entre amigos ser preterida por uma mensagem de whatsapp, uma publicação no instagram, ou uma curtida no facebook?

É claro que as redes sociais ajudam a manter o vínculo com amigos e familiares, mas temos que aprender os momentos adequados de utilizá-las e não nos tornarmos escravos das mesmas, como se uma mensagem devesse ser imediatamente respondida.

A solução é uma busca que acredito ser essencial em nossa vida em todos os aspectos, o chamado equilíbrio. Nem 8, nem 80, usarmos as conexões virtuais de forma adequada, sem criar uma demanda que prejudique o nosso olhar para dentro, nem tão pouco as relações presenciais com as pessoas próximas.

E você qual conexão vai priorizar?

Frederico da Luz – 14-02-2018

Formas de Amor

Não, não irei escrever sobre ideologia de gênero e relações entre pessoas do mesmo sexo. Escrevo sobre as formas de como demonstramos amor.

Demonstramos esse sentimento de formas diferentes. Alguns usam as palavras, ditas ou escritas, outros o toque, o carinho, o chamego, outros criam oportunidades para o amado(a), são infinitas as formas de expressar o que sentimos.

Percebendo essas diversas formas, noto a dificuldade de algumas pessoas em aceitar o amor, da forma como o outro consegue demonstrar.

Muitos só reconhecem as demonstrações de amor, se estas são como eles gostariam que o outro se expressasse, ou como demonstram o seu jeito de amar.

Condicionando as formas de receber e aceitar o amor, limitamos como o outro demonstra o sentimento mais nobre que existe e colocamos o amor numa caixinha restrita, não permitindo que o outro explore toda sua forma de expressar o seu amar.

Somos diferentes, aceite as infinitas formas que existem de expressar o amor, e demonstre o seu amor da sua forma única e especial.

Frederico da Luz – 01-02-2018

Elegância

Elegância

Apesar de vivermos em uma sociedade tida como “civilizada”, ainda mantemos comportamentos ancestrais, que se manifestam pelo grito e pela brutalidade, pela demonstração de força e ameaça como armadura protetora.

Embora o nosso mundo não permita, acredito na força da gentileza, da elegância e da suavidade.

Como diz Abnara Leon:

“A verdade cabe em todo lugar,

Bem como a boa conduta, elegância e a palavra que ajuda.

Muitos tem razões

Poucos tem sensibilidade

E alguns, menos ainda…o entendimento”!!!

Como diria Yves Saint Laurent: “sem elegância no coração, não há elegância”.

Ser elegante com os outros é notabilizar-se pelo respeito.

O respeito é virtude de almas elegantes.

Paul Valéry diz que a “elegância é a arte de não se fazer notar aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir”.

Infelizmente, convivemos com atos de brutalidade explícita e implícita em todos os ambientes. É uma brutalidade física, psicológica e espiritual. Sentimos essa brutalidade e agressividade no trabalho, nas redes sociais, nas ruas, em diversos ambientes.

Como mudar isso?

Creio que a resposta está no amor. Como diz Osho: “O inimigo real do amor não é o ódio – o inimigo real do amor é o ego. Na verdade, o ódio e o amor, como o conhecemos, são dois lados da mesma moeda. O amor chega quando você não está presente, quando o ego não está presente. E o ego não está presente, você não está presente, quando você não é  ambicioso. Um momento não ambicioso é um momento de meditação. Em um momento não ambicioso, quando não estamos buscando nada, pedindo nada, rezando por nada; quando estamos totalmente satisfeitos com o que somos, não nos comparando com ninguém mais – nesse momento tocamos o reservatório profundo do divino. Então o amor flui. Então você não pode fazer outra coisa, só pode ser amoroso. Esse amor é um estado da mente, não um relacionamento. O outro não existe, o ser amado não existe, você está simplesmente amando qualquer coisa que entre em contato com você. Você é o amor. Você vive no amor. Ele se tornou o seu perfume”.

Autor José Renato Ferraz da Silveira

 

O Mar

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O mar. Sentei na areia quente. E vi o mar.
“Meditar é como entrar no mar. No início,só percebemos as marolas à beira da praia. Mas o mar não são apenas marolas, embora as marolas sejam o mar. Da mesma forma, há pensamentos, estímulos de tudo o que recebemos desde antes de nascer, que podem surgir em nossa mente”, como diz a Monja Coen.
O mar, todo belo, imenso e formoso. Há mares verdes, azuis e dourados. Às vezes, mares brancos pela luz do luar. Adoro ver a espuma do mar. Sinto a água tocar meus pés. Um turbilhão de pensamentos e sentimentos tocam o âmago da minha alma. Olho o meu passado. Imagino meu futuro. Vivencio o presente.
E vejo os olhos do mar: olhos verdes.
Olhos imensos. Olhos de mar.
Relembro a poesia do poetinha: “Na melancolia de teus olhos, eu sinto a noite se inclinar, e ouço as cantigas antigas do mar. Nos frios espaços de teus braços, eu me perco em carícias de água, e durmo escutando em vão o silêncio. E anseio em teu misterioso seio, na atonia das ondas redondas, náufrago entregue ao fluxo forte da morte”.
Outro poema repleto de alegrias, decepções, frustrações e muita esperança acerca do mar é do poeta Fernando Pessoa: “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar, para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e abismo deu, mas nele é que espelhou o céu”.
Poemas lindos e sagrados! Essa percepção de beleza, sentimentos mistos e paradoxais é que marcam nossa existência. O mar é a nossa vida. Nossa vida é do mar.
A monja Coen diz que é “quando nosso olhar se torna imenso e profundo como os oceanos passamos a conviver em harmonia com tudo e com todos. Somos da mesma matéria prima e estamos interligados a cada partícula cósmica”.
O mar profundo, cheio de vida, bonito, terrível, abençoado e traiçoeiro. Nosso mar. Nossa vida.
Autor José Renato Ferras da Silveira