Nossos “pré” conceito

Diferente e Lindo

Algumas experiências, na vida, trazem consigo uma oportunidade de aprendermos e crescermos. Todas experiências, eu diria. E com base em experiências frustradas, definimos o que nos serves, e o o que parece que não foi feito para nós.

E assim, ouvindo as histórias de outras pessoas, vamos tendo a certeza de que não queremos certas coisas na nossa vida, porque não queremos as dores que elas trazem, baseando-se nas experiência vividas por outra pessoas. E então, vamos formulando nossos “pré” conceitos sobre todas as coisas…

E tem ainda aqueles conceitos padrões que levamos como verdade por dar ouvidos demais a voz da sociedade. Da sociedade? Não, a sociedade não tem voz. A voz é da culpa ou do medo interior de ser rejeitado, por não seguir a ordem normal das coisas…. Ordem normal? Quem diz o que é ordem normal?

Em geral todos nós, pessoas de sentimentos, queremos evitar experiências dolorosas, e com base no que ouvimos vamos formando padrões de comportamento. E nesta linha, ficamos às vezes tão preocupados em evitar certas dores que não nos damos conta de que em todo o caminho, mesmo o mais regrado que seja, mesmo aquele que esteja perfeitamente de acordo com os “pré” conceitos por nós formados, trarão dores que teremos que enfrentar…

Não existe um caminho que seja só de glórias e alegrias, simplesmente porque precisamos das dificuldades para viver… Precisamos refletir, interiorizar, mudar.. caso contrário teremos uma vida estagnada, e, ainda que perfeitinha… será monótona e enfadonha..

O que quero dizer com isso é que, buscando evitar as cruzes, aplicamos os “pré” conceitos e padrões formulados, e com isso, muitas vezes, afastamos oportunidades maravilhosas de conhecer novas pessoas, trabalhos, atividades, lazer que, embora não se enquadram no nosso “plano”, podem trazer consigo aquilo que de mais importante buscávamos… mas nossos falsos “padrões” nos impediam de ver…

Por isso, se o momento da vida pede mudança; se a espera por algo que se deseja está se tornando penosa demais, pode ser que o nosso sonho, nosso ideal, esteja exatamente ao nosso lado, mas embrulhadinho num pacote feio que, pelo nosso “pré” conceito, não nos permitimos abrir.

A vida sempre quer trazer maravilhas e bom momentos para nós. Mas muitas vezes é necessário sepultar o peso dos “pré” conceitos, para nos permitirmos viver o que de bom a vida quer trazer.

Josi Sonagli

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Servidor público


No dia 28 de outubro é comemorado o dia do servidor público. Esses profissionais são de vital importância em qualquer sociedade.Ser servidor é trabalhar para construir uma sociedade mais justa. Aonde os serviços públicos sejam oferecidos com a qualidade que a população merece e exige. O principal papel é “servir” a sociedade, ou seja, atender seus cidadãos.

A figura antiga do profissional que não trabalha, não reflete a situação atual. Hoje muitos cargos do serviço público são concorridíssimos, tanto pela questão financeira, como pela importância que têm. Esses profissionais são muito qualificados e passam anos para adquirirem o conhecimento que necessitam para ocupar esses cargos. Claro que sempre existem aqueles que não trabalham e fazem corpo mole, no entanto estes existem não só no serviço público, e sim em todos os ramos de atividade.

É fato também, que muitas categorias, não têm o reconhecimento que merecem. Seja por problemas na estrutura, ou pelo esquecimento de alguns governos.

Hoje a pessoa que quer entrar em uma carreira pública deve saber que existem grandes responsabilidade e muitos desafios no caminho. O estudo é um caminho sem volta, como qualquer trabalho atualmente exige, o constante aprendizado é uma regra.

Parabéns a todos os servidores públicos que não medem esforços para atender aos anseios da sociedade.

Frederico A. S. da Luz – 28-10-2012

O “cárcere” feminino

A mulher ganha cada vez mais espaço na sociedade, conquista cada vez mais lugar de destaque nas organizações. A mulher tem uma sensibilidade, um “feeling” que, normalmente, o homem não o tem; também uma empatia muito mais desenvolvida que possibilita um grande diferencial.

Atualmente, quem não souber se relacionar com pessoas esta fora do mercado. Apesar da sociedade atual gerar ilhas individuais devido à tecnologia e uso excessivo do computador, as grandes decisões são tomadas em grupo, felizmente à máquina nunca substituirá o discernimento e a capacidade do homem.

Devido a esse espaço que a mulher vem conquistando, seu tempo se tornou cada vez mais raro. Além de ter que disponibilizá-lo para suas conquistas recentes, como trabalho, desenvolvimento pessoal e profissional, ela também tem que cuidar da casa, dos filhos e de si própria.

Esse é o ponto. Hoje cada vez mais a questão estética tem grande peso, ou seja, é exigido e cobrado das mulheres que estejam sempre lindas e impecáveis. Qual o real preço disso? A mídia exulta e potencializa as mulheres lindas, perfeitas, malhadas, felizes. Elas existem realmente? Mesmo as mulheres que estão no meio artístico – e por questão profissional devem estar em forma – não têm essa perfeição que a mídia e a sociedade vendem como ideal, no fundo, são mulheres simples, que também têm obrigações com a família.

O tempo que as mulheres investem para estarem sempre lindas e perfeitas é algo a ser repensado: horas de academia e salão não seriam melhor aproveitadas de forma diferente?

Não me entendam mal, acho que as mulheres devem se arrumar e se preocupar com a beleza, o que me preocupa, é o tempo excessivo que algumas gastam com isso, buscando a perfeição vendida pela mídia e sociedade, que na verdade não existe. Nem mesmo as atrizes e modelos que vivem disso recorrem ao hoje tão famoso FotoShop, porque a mulher de “verdade” não aceita suas características e sua individualidade única?

A beleza da mulher não é apenas física, e sim composta de sua personalidade única, que cada uma tem, pelo seu senso de humor, sensibilidade, carisma, seu trato com as pessoas; tudo isso reflete no seu aspecto físico, hoje tão cobrado. Quando as mulheres descobrirem e visualizarem que cada uma tem uma beleza única e que não necessita desse parâmetro vendido pela sociedade, elas estarão livres do “cárcere” a que hoje estão impostas.

Frederico da Luz – 22-11-2010