Gosto do que faço, ou faço o que gosto?

Faço o que gosto

Conversando com um amigo, discorríamos sobre os sonhos e frustrações da vida adulta. Tanto eu, como ele, resolvemos entrar para o serviço público, e obtivemos êxito. Não somos colegas, mas seguimos amigos.

A conversa chegou a um ponto muito interessante. Em alguns casos, muitas vezes temos que fazer coisas que não gostamos no trabalho, até ai nenhum problema, acredito que isso ocorre com praticamente todo mundo, no entanto, algo que ele comentou comigo, foi muito interessante.

Ele em conversa com seu pai, recebeu o seguinte conselho:

– Filho não temos que fazer sempre o que gostamos, e sim aprender a gostar do que formos fazer .

De um problema, saiu à própria solução. Vendo as coisas por este lado, muitas coisas são resolvidas. Se temos que fazer alguma coisa, e não está ao nosso alcance, não fazê-la, não seria melhor fazer com prazer?

Desenvolver um sentimento positivo na ação que deverá ser realizada?

Aquilo ficou na minha cabeça. Hoje dentro do possível aplico ela no meu dia-a-dia.  Óbvio que há coisas que realmente dão pouco, ou nenhum prazer, mas se tivermos uma atitude positiva, e encararmos sobre outra ótica, não se tornaram um fardo, e sim gerar até um pouco de satisfação, senão pelo prazer da atividade em si, mas sim por conseguirmos concretizar ela, de forma positiva.

Frederico da Luz – 03-04-2014

O que você fez em 2012?

Em 2012 comprei uma bicicleta. Comprei uma bicicleta e decidi ser feliz. Ser feliz significa se autoconhecer, aceitar todas as características entranhadas em nosso DNA e aquelas adquiridas ao longo da vida. Hoje, prefiro potencializar qualidades e trabalhar arduamente para minimizar meus defeitos.

Quando você compra uma bicicleta muitos conceitos mudam…. o vento que sopra no ouvido é uma música e você sente o amor. Amor pela vida, amor por si mesmo e por todos que te rodeiam. As pedaladas te fazem acreditar nas descobertas e que realmente, a simplicidade da vida é o que dá sentido aos dias, às horas e aos minutos. Cada segundo tem seu valor, e, invariavelmente não volta mais.

Casar ou comprar uma bicicleta? Quando você compra uma bicicleta você casa. Sim, eu casei comigo mesma. Casei com meus pensamentos, com minhas vontades e com meu corpo. Aprendi a sorrir mais e a doar sem exigir.

Com a magrela aprendo que posso ser um nada entre os 7 bilhões de habitantes da Terra, mas que sou muito para aqueles que comigo convivem. Sou melhor pessoa quando vejo o sol e agradeço por estar aqui.

Fui feliz em 2012, tomei decisões, titubiei e voltei atrás, abracei, chorei, sofri e fiz sofrer. Algumas vezes não tomei decisão nenhuma e as coisas fluíram… colhi flores em jardins alheios, plantei flores no meu próprio e algumas vezes acabei colhendo espinhos. Tudo foi válido.

Inicia-se o mês das reflexões, o mês dos encontros de família, o mês da correria e do balanço final. No último dia do calendário anual tudo é esperança, tudo é motivação e mesmo que com tristezas, no simbólico 31 de dezembro estaremos com nós mesmos, estaremos ali, com nosso coração aberto, desejando que em 2013 tudo seja diferente, ou igual, para os satisfeitos.

Em 2012 comprei uma bicicleta, e sou mais feliz.

Mel

Pais e filhos

Quem são nossos primeiros heróis? Normalmente são nossos pais, do nascimento até a adolescência são as pessoas que temos mais contato. O amor deles por nós é o que dizem ser o “amor incondicional”. Não concordo com essa afirmação. Apesar de saber que fazem tudo que está ao seu alcance para sermos felizes, entendo que de certa forma querem algo em troca, no mínimo um reconhecimento por todo esforço e dedicação em nossa criação que exige muitas renúncias pessoais e entrega.

Ter um filho é uma grande responsabilidade, isso é fato. Os que são planejados, digamos que a tarefa torna-se um pouco mais fácil, até pelo preparo que os pais deveriam ter, mas preparo pra quê? Todos sabem em teoria o que um pai ou uma mãe deve fazer, mas será que estão prontos? Acho que não, entendo que não há receita, nem manual para criar um filho.

Todos nós somos únicos, se dois irmãos recebem a mesma criação vão agir da mesma maneira? Claro que não. Muitos pais se culpam, porque um filho deu certo na vida e outro não. Só não conseguem perceber que não tem controle sobre isso, por melhores pais que tenham sido. A escolha de vencer ou não, é uma escolha pessoal, não há como fugir disso.

Existe também outra questão, o que é felicidade e vencer para os pais, talvez não seja a mesma ideia do filho, já pensaram sobre isso? Talvez o caminho que o filho seguiu era o que realmente queria e se deu bem, é feliz assim. Só que os pais projetam o seu caminho de felicidade nos filhos.

Outro ponto nessa relação é a cobrança que alguns filhos têm sobre os pais quando começam a perceber que os super-heróis que eles projetavam, na verdade não passam de simples pessoas, que erram e acertam como todo mundo. Uma música que retrata muito bem essa questão é a do Legião Urbana:

“Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser,
Quando você crescer?”

Essa relação é um eterno aprendizado, em que ambos crescem e amadurecem. A grande questão na verdade é aprender a largar o controle. Cada um é responsável pelas suas escolhas, a felicidade é simples e diferente para cada um, o que é ser feliz pra você?

Será que é o mesmo para seu pai? Ou seu filho?

Frederico A. S. da Luz – 13-11-2012

Tempo, uma mera ilusão

Curioso de ver como avaliamos determinadas situações. Nos relacionamentos parece que damos mais valor para quanto tempo ele dura, hoje acho isso estranho. Entendo que o tempo é um detalhe, nesse contexto, o que vale realmente é a intensidade do sentimento.

Sobre isso vejo as pessoas dizendo, quando eu tiver tantos anos vou poder fazer, então questiono, e porque não agora? O que te impede hoje de fazer o que almejas no futuro?

Talvez estejam me achando imediatista, até certo ponto sim, hoje procuro viver e aproveitar a vida da forma mais intensa possível, até porque o “tempo” talvez um dia acabe. Ninguém na verdade, sabe o quanto tempo ainda temos.

Interessante essa forma de pensar. Viajando um pouco agora, o tempo dependendo da forma como encaramos é bom, podemos desfrutá-lo da melhor forma possível. Viajando, conhecendo novos lugares, novas pessoas, descobrindo o mundo, saindo um pouco de nosso cotidiano, oportunizando uma nova visão de vida.

Apesar de saber da importância que o tempo tem, e por acreditar que o nosso “tempo” não se restringe ao aqui (planeta terra), consigo levar a vida hoje de uma forma mais tranquila, “light”. Não temos tempo para fazer tudo, e escolher entre as várias possibilidades, incorre em abrir mão de certas coisas. Como tudo na vida há ganhos e perdas, tudo depende de como encaramos as situações.

Então viva a vida de forma plena, sabendo que toda escolha implica em renúncias e não se preocupe em acertar sempre, ninguém consegue isso, aprenda com os erros e aproveite os acertos, simplesmente seja feliz, isso é o que realmente importa.

Frederico da Luz – 20-02-2011

Amigos

Como é bom ter amigos. Poder contar com a presença de alguém independente do momento e sem a necessidade de contraprestação. Entendo que a amizade não deixa de ser uma forma de amor, a meu ver até um amor mais sincero. Como é bom estar entre pessoas que temos afinidades. Estranho, como podemos gostar de pessoas que às vezes são muito diferentes de nós, entendo que ai esta a real magia da amizade. O gostar do outro sem motivo, simplesmente gostar.

Tenho amigos que pela vontade da vida, encontro raramente, e mesmo assim, ao primeiro contato, parece que foi ontem que nos vimos. Estranho esse sentimento de confiança, sem a necessidade do convívio diário. Mesmo sem falar com eles durante meses, sei que se precisar posso contar, e sei que estarão dispostos a ajudar da melhor forma.

A amizade é algo que devemos cultivar e agradecer, quem não tem amigos, com certeza não é feliz. Um amigo meu uma vez me falou:

– Os amigos são a família que nós escolhemos, posso contar os meus com apenas os dedos de uma mão.

Eu me sinto um enorme felizardo, pois ao contrário desse amigo que tenho e o considero tanto, tenho outros, e com certeza não consigo elencá-los apenas com os dedos das mãos, não estou falando de conhecidos, mas sim daquelas pessoas que se pode contar a qualquer hora, em qualquer situação, eu sei que posso, sorte a minha, agradeço por isso. E você tem amigos?

Pessoas com quem você pode contar a qualquer hora e em qualquer situação?
Feliz aqueles que os têm, não precisam ser muitos, apenas verdadeiros. Uma amizade não é como uma paixão ou um romance, a amizade é eterna, quem dera que o amor fosse assim…Talvez seja, no entanto, às vezes eles se transforma, neste caso, feliz são aqueles, que conseguem torná-lo numa eterna amizade.

Frederico da Luz – 17-02-2011

Você é feliz?

O que você entende por felicidade? No dicionário, esta definido da seguinte forma: Qualidade ou estado de feliz; Contentamento; Sucesso; Êxito. Na minha opinião felicidade é um estado de espírito, uma filosofia de vida. Tudo depende da forma como encaramos as coisas, a forma de lidar com as situações sejam elas boas, ou ruins, o chamado “jogo de cintura”.

Vejo muitas pessoas condicionando sua felicidade a uma meta ou objetivo, escuto às vezes, vou ser feliz quando me formar… Quando comprar um carro…Quando tiver um filho… Quando mudar de emprego. Ao conquistarem o que almejavam se dão conta que não era isso. A felicidade esta no caminho não no destino final. Curtir a vida a cada momento como se fosse único, porque a final ele realmente é. Se você deixou de fazer alguma coisa que queria hoje, esqueça, o tempo não volta, perdeste a oportunidade.

Percebo também que há pessoas que condicionam sua felicidade ao outro, seja a pessoa amada, seja ao pai, ou a mãe, ao filho, ao neto. Essas pessoas ao invés de viverem a sua vida, tendem a viver a vida do outro, limitando seu crescimento e colocando um peso muito grande sobre a outra pessoa. Temos que entender que não temos o poder de transformar as pessoas, entendo que podemos sim sugerir, instigar, provocar, tentar ampliar a visão com que estás visualizam o mundo, mas a transformação senão for interna, não ocorrerá.

Fico assustado com a preocupação e culpa que alguns pais tem em relação aos filhos, se culpam, que se tivessem feito de forma diferente os filhos não estariam passando por situações difíceis e complicadas. No entanto, entendo que infelizmente, ou felizmente depende do ponto de vista, os pais não tem o poder sobre a vida dos filhos, por mais que queiram ou façam movimentos para encaminhar seus filhos da melhor forma, eles não terão garantia de que seus amados descendentes seguirão o caminho sugerido.

Em relação a isso, também ocorre o lado inverso, a culpa que os filhos carregam por não conseguir alcançar e chegar aos objetivos traçados pelos seus pais para suas vidas. Na verdade, o que entendo como ideal, seria tanto pais e filhos conversassem mais a respeito sobre suas vidas e seus objetivos, porque o que importa realmente é cada um estar bem, e tranqüilo consigo mesmo, a paz de espírito e o equilíbrio são facilitadores para encontrar a tão falada felicidade.

A chave da felicidade é o equilíbrio, ou seja, é conseguir que tanto seu lado pessoal como o profissional estejam bem, não vejo como encontrar a tão famosa felicidade de outra forma.

Frederico da Luz – 01-12-2010