Largue o controle

Você já se enxergou na seguinte situação, de muita irritação devido às coisas não terem saído conforme o planejado. Mesmo fazendo tudo “certo” para aquilo acontecer? Não raro, isso acontece. E às vezes, não há culpados. Simplesmente a vida, por um motivo ou outro, não o quis assim.

Adianta espernear, ficar bravo, irritado, estressado com o fato que não ter acontecido o planejado? Entendo sinceramente que não. Óbvio que temos o direito de sentir algum tipo de frustração quando algo que planejamos e trabalhamos para tornar realidade não acontece, ou não sai como gostaríamos que saísse.

Entendo, no entanto, que esse fato ou situação não ocorre por uma simples, ou mera coincidência, acredito que isso acontece, para aprendermos alguma coisa. A ótica com que visualizamos as situações sempre têm dois polos, o positivo e o negativo, mesmo em casos de extrema felicidade e tristeza, sempre podemos colher algo, seja bom ou ruim, a opção do que potencializar é nossa.

A vida nos mostra que por mais perfeito que possamos ser, temos que ter sempre a consciência e serenidade para compreender que não controlamos a vida. Temos que ter a humildade de aprender isso, ou senão, como diz uma expressão gaúcha, é seguir dando murro em ponta de faca.

Frederico A. S. da Luz – 01-05-2012

Fazer, ou não fazer?

O quê fazer? Na verdade essa é a questão.
Me sinto às vezes paralisado, só que ao mesmo tempo inquieto. Sinto que devo dar uma grande guinada na vida, só não sei qual.
A ansiedade com minha inércia, me angustia, sufoca, chego a literalmente paralisar.
O racional tenta encontrar alguma saída, o emocional se expande e eu paro, congelo, fico imóvel.
O que será isso?
O que devo fazer para me livrar dessa sensação tão ruim.
Tento ficar tranquilo, pensando da seguinte forma:
No momento certo saberei o que e quando fazer.
O problema é a ansiedade, essa não me larga, ela sou eu literalmente.
Quero que as coisas aconteçam pra ontem, só que lutar contra o tempo e a vida é algo que não se deve fazer, até por que não há vencedores nesta situação, apenas derrotados e estes já são conhecidos.
Por que temos ansiedade? Por que não conseguimos viver no agora, ou sofremos com os erros do passado, ou nos angustiamos, com a incerteza do futuro. E esquecemos de viver a única coisa que realmente existe, o presente.
Simples assim, devemos viver o presente, o momento, o agora, o resto não existe, o passado já foi, o futuro ainda virá, o concreto é o hoje.
Compreender que existem coisas que não são racionais, lógicas é um passo a ser dado, difícil, no entanto, necessário. Aceitar as coisas que não podemos mudar é algo complicado, nos sentir de certa forma impotente é alto frustrante, só que entender e perceber aquilo, faz bem.
Temos limites, eles são feitos para compreendermos certas coisas, que a vida quer nos ensinar.
Não estamos no controle, reconhecer isso, é um bom começo.
Tá…então, resumindo o que fazer?

Frederico A. S. da Luz – 19-10-2011

A certeza, ela existe?

Durante grande parte da vida, quis ter certeza das coisas, saber se o que fazia estava certo, se era realmente o que queria, se as coisas que almejava eram o que deveria batalhar.

 Queria a certeza, o caminho, e sabe o que descobri?

 A certeza não existe, não sabemos o que a vida nos reserva, sonhamos, lutamos e almejamos coisas, e não temos garantias. Estamos no caminho certo? Fazemos as coisas da melhor forma? Talvez isso sirva para compreender que a vida não dá garantias, nem certezas, apenas caminhos, possibilidades, oportunidades, e estas significam, tanto perdas, como ganhos, não se pode ter tudo, felizmente.

Errar, todo mundo erra, enfrentar e tentar mudar, com a experiência que o aprendizado que o “erro” proporciona, não é algo tão simples de fazer. Se considerarmos algo como “erro”, não devemos avaliá-lo, a partir da experiência posterior a ele. Na época, senão houve má intenção, o correto era aquilo, entendo que ninguém quer errar.

Pensando de outra forma, na verdade, não existem “erros”, ou “acertos”, e sim escolhas, tudo faz parte de um aprendizado que a vida nos oferece, para uns mais dolorosos, mas sempre um eterno aprendizado, só para de aprender quem morreu e ainda não sabe.

Então viva intensamente, sinta e escute seu coração, pondere com a razão, o resto, não depende de você, isso é viver, pelo menos penso assim. Tenha tranquilidade e serenidade para aceitar as falhas e dificuldades, somos acima de tudo humanos.

Frederico A. S. da Luz – 03-10-2011

A volta

Se afastar do mundo, de todos, é a pior coisa que alguém pode fazer. A vida é troca, se fossemos feitos para viver isolados, cada um teria seu mundo. Na verdade, cada um tem o seu, cada um cria e vivência o que planta, aceitar que precisamos dos outros é algo que requer humildade.

Respeitar e aceitar que não somos perfeitos, erramos, fraquejamos, permite que o “outro” possa estar ali para ajudar a nos reerguer. Ele não pode nos carregar no colo, apenas sim, possibilitar o reequilíbrio, estender a mão para que possamos levantar e seguir em frente.

O mundo atual é uma corrida frenética, só que não há ponto de chegada. Corremos em busca de status, dinheiro, reconhecimento e chegaremos aonde com isso? Parar para pensar e refletir aonde tudo isso nos levará assusta, não?

Valorizar as pequenas coisas, como a natureza que todo dia nos proporciona grandes espetáculos, esta ai de graça para todos, temos tempo de curti-lá? Temos tempo para nossos amigos? Temos amigos? Ou vivemos numa ilha individual?

A sociedade que vivemos enaltece o melhor, o diferente, requer que sejamos algo que é praticamente impossível se tornar. Isso não passa de pura ilusão e fuga, não estamos aqui para ganhar de ninguém, a vida não é uma competição, mas sim uma escola, onde a escolha de viver bem ou mal depende de cada um, da forma com que cada um reage frente aos obstáculos que ela no impõe.

Aceitar a vida, nossas limitações são o primeiro passo para ser feliz. Isso não significa ficar parado, passivo a realidade, e sim aceitar o que não podemos mudar e lutar para modificar o possível. Apesar de não entendermos determinadas situações que vivenciamos, estas servem para que possamos crescer.

Não fique paralisado fazendo perguntas do tipo:
Para onde vamos? O que viemos fazer aqui? Para que serve tudo isso?

Estas perguntas não têm respostas racionais, científicas, no tempo e na hora devida elas serão respondidas, ou tudo não tem sentido?

Paciência

Como é difícil ter paciência. Falo isso, pois acho que cada vez é mais raro conseguir exercitá-la. Vejamos o transito atual, se cada motorista tivesse um pouco mais de paciência será que o mesmo não seria menos estressante?

Vivemos numa época em que sempre queremos as coisas para ontem, nosso imediatismo é algo incomum. Não conseguimos relaxar, esperar, aguardar, temos que aprender que as coisas não acontecem quando queremos, acontecem, sim no momento que elas têm que acontecer, quando a vida assim determina.

Lutar contra isso é algo desgastante que não agrega em nada. Estou com uma lesão no pé desde dezembro, que me impede de praticar uma das coisas que mais gosto de fazer. Não posso jogar futebol. Confesso a vocês que ter paciência para encarar quase que diariamente a sessão de fisioterapia não tem sido fácil, mesmo contando com toda a atenção das fisioterapeutas, apelei até para uma “benzedeira” mãe de uma amiga minha, faço de tudo para voltar a bater minha bolinha.

Exercitar a paciência é um exercício diário, que só trás benefícios. Ela é com certeza uma das melhores coisas contra a ansiedade. Ser paciente é ser mais tolerante, mais gentil, mais humano. Acho que na verdade, a maioria das pessoas tem consciência disso, o problema é colocar em prática esse conhecimento.

Como seria melhor o mundo se todos nós fossemos mais pacientes e tolerantes, sem desgastes emocionais desnecessários. Compreender que determinada situação serve para algum aprendizado, que talvez no momento em que estejamos passando por ela não tenhamos a compreensão do motivo.

Eu acredito nisso, não sei o porquê, nem tenho argumentos para convencer você, talvez seja apenas uma forma de enfrentar os acontecimentos com um pouco mais tranqüilidade e aceitação, me faz bem agir assim, mas confesso que às vezes não é nada fácil.

Frederico A. S. da Luz – 18-03-2011

O Escritor

Hoje vou escrever o que sinto ao ler meus textos após algum tempo, ou depois que recebo algum comentário. Sinto que muitos dos meus textos são construções de um ideal, ou seja, de algo que eu gostaria muito de conseguir “ser”, infelizmente, ou felizmente não consigo, e algumas vezes consigo em parte.

Recebo alguns comentários sobre o que escrevo, e me pergunto. Como é mágico o poder da escrita e o grande poder que o leitor tem em se identificar, trazendo a sua experiência de vida para dentro do texto, construindo algo que só ele pode ver. Relendo meus textos pela ótica dos comentários, visualizo coisas que antes nem imaginava. Aprendo com isso, às vezes reavaliando o que pensava a respeito de determinado assunto.

Mudar de ideia e opinião não é nenhuma vergonha, e sim uma demonstração de humildade, ter consciência que não somos o dono da verdade, nos torna mais humano. Como já escrevi em alguns textos, o que escrevo são apenas percepções, nada definitivo, apenas divagações que faço sobre alguns aspectos que me intrigam e chamam minha atenção.

Confesso que escrever é algo que me faz bem, não sei explicar o motivo. Talvez seja a forma mais fácil que encontro de visualizar e encontrar um “caminho”. Partilhar meus textos com vocês é muito bom, receber um elogio é ótimo e a crítica também tem seu ponto positivo, ela me faz ver a vida de outra forma. A vida tem tantos momentos positivos, de felicidade e alegria, como momentos de tristezas e decepções, mas tudo isso nos faz crescer e ser mais HUMANOS.

Disciplina, Paciência e Amor

Hoje estava refletindo sobre a vida e pensei nessas três simples palavras, como sendo uma espécie de “fórmula” para levar uma vida feliz. Entendo que se conseguirmos colocar em prática e exercitá-las tudo se torna mais fácil.

Por que disciplina? Sem ela dificilmente conseguimos as coisas. Toda conquista requer certo esforço, e os obstáculos com certeza existirão, para superá-los só mantendo a disciplina. Não a interpretem como sendo algo rígido e imutável e sim, como algo que reforça nossa vontade de vencer e superar obstáculos, talvez a palavra certa fosse persistência, para lutar e conseguir o que se deseja.

Paciência é uma qualidade que confesso que muitas vezes me falta. Mesmo fazendo tudo certo, mantendo a disciplina e persistência, pode ser que não se consiga alcançar o que se deseja. A vida é assim, enquanto não entendermos que não temos o poder e controle sobre ela, normalmente sofremos, seria tão mais fácil, simplesmente aceitar as coisas como elas são, tendo a consciência tranquila de ter feito o que estava ao seu alcance, aceitar nossa limitação.

O amor é o sentido de tudo. Uma vida sem ele é uma vida sem vida, perdoem a redundância. Amar e aceitar as pessoas como são, é um constante exercício, algo que só fornece mais energia, para seguirmos cada dia em frente. Somos humanos e isso significa que acertos e erros serão uma constante em nossas vidas, aceitar isso em você e nos outros facilitaria muito.

Disciplina para lutar, paciência para aceitar e amor para compartilhar, será que não conseguiríamos exercitar?

Frederico A. S. da Luz –03-04-2011

Sexo, amor ou esporte?

Como as coisas mudam ao longo do tempo. Hoje o apelo sexual que principalmente a mídia impõe é algo impressionante. Os homens devem ser sarados têm que terem um desempenho na cama digno de atletas olímpicos. Já as mulheres têm que ser gostosas, bunda, peito, tudo no seu devido lugar, e também serem totalmente liberais. Hoje em dia pessoas que não se conheciam transam e se “entregam” de uma forma difícil de acreditar.

Aonde esta o tempo da conquista? O jogo de olhares? O namoro de mãos dadas? Será que isso não existe mais?

Me assusta essa forma como algumas pessoas encaram o sexo. Entendo que para elas deve ser como ir a uma acadêmia, ou praticar um esporte, não precisa de envolvimento, e nem, estou falando de amor, mas de um simples conhecer o outro.

Sexo é algo tão íntimo que devia ser mais valorizado. Em uma relação devia ao menos existir carinho, não falo nem de amor. Já transei com mulheres que não conhecia e nunca mais vi, e sabem o que senti? Um vazio, nem bom, nem ruim, algo que não me acrescentou nada. No entanto, precisei ter a experiência para saber.

Hoje sexo para mim tem outro significado, senão existir, no mínimo carinho, não é algo que busque. Talvez a vida que levamos hoje seja a responsável por esse cenário nada romântico e vazio. Entendo que antes de transar as pessoas deveriam fazer amor, algo muito maior e melhor que simplesmente sexo.

Frederico da Luz – 04-03-2011

Tempo, uma mera ilusão

Curioso de ver como avaliamos determinadas situações. Nos relacionamentos parece que damos mais valor para quanto tempo ele dura, hoje acho isso estranho. Entendo que o tempo é um detalhe, nesse contexto, o que vale realmente é a intensidade do sentimento.

Sobre isso vejo as pessoas dizendo, quando eu tiver tantos anos vou poder fazer, então questiono, e porque não agora? O que te impede hoje de fazer o que almejas no futuro?

Talvez estejam me achando imediatista, até certo ponto sim, hoje procuro viver e aproveitar a vida da forma mais intensa possível, até porque o “tempo” talvez um dia acabe. Ninguém na verdade, sabe o quanto tempo ainda temos.

Interessante essa forma de pensar. Viajando um pouco agora, o tempo dependendo da forma como encaramos é bom, podemos desfrutá-lo da melhor forma possível. Viajando, conhecendo novos lugares, novas pessoas, descobrindo o mundo, saindo um pouco de nosso cotidiano, oportunizando uma nova visão de vida.

Apesar de saber da importância que o tempo tem, e por acreditar que o nosso “tempo” não se restringe ao aqui (planeta terra), consigo levar a vida hoje de uma forma mais tranquila, “light”. Não temos tempo para fazer tudo, e escolher entre as várias possibilidades, incorre em abrir mão de certas coisas. Como tudo na vida há ganhos e perdas, tudo depende de como encaramos as situações.

Então viva a vida de forma plena, sabendo que toda escolha implica em renúncias e não se preocupe em acertar sempre, ninguém consegue isso, aprenda com os erros e aproveite os acertos, simplesmente seja feliz, isso é o que realmente importa.

Frederico da Luz – 20-02-2011

Silêncio

Você sabe silenciar?

Hoje com a vida que o mundo atual nos induz a levar, são raras às vezes, que temos tempo para simplesmente ficar quieto, silenciar, escutar o silêncio, louco isso não? Escutar o silêncio, vocês devem pensar o que esse maluco está escrevendo…Vou tentar explicar.

Esse exercício nada mais é, do que tentar escutar-se a si próprio, escutar o que você sente, o momento que você está, tudo anda bem? Ou queres que alguma mudança ocorra? Essa mudança depende de você?

Refletir sobre a vida é algo que realmente gosto de fazer, mas lembro que pensamento não gera mudança. Apenas a atitude tem esse poder. Claro que não podemos tornar tudo o que temos vontade em realidade, no entanto, várias coisas estão ao nosso alcance, só depende de uma mudança de atitude. Fácil não é, mas vale a pena, podem ter certeza.

Essa reflexão só é possível, se tivermos um tempo reservado para nós, que possibilite escutarmos o nosso “silêncio”. Não aconselho, entretanto, um longo período nesse estado, lembrando mais uma vez, os pensamentos não geram mudança, a palavra mágica que gera transformação é atitude.

Essa semana estava refletindo sobre os textos que escrevo, e em alguns deles me senti de certa forma prepotente, escrevendo de uma forma como se aquilo que escrevo fosse uma verdade absoluta. Tenho plena consciência que não tenho o poder de escrever o “certo”, o “verdadeiro”, minha única intenção é tentar ajudar de alguma forma, que minhas “viagens” (reflexões), sirvam para algo positivo.

Muitas vezes não gosto do que escrevo, esse texto na verdade, não curti muito, mesmo assim, ai esta ele. Podem criticar a vontade, fico extremamente feliz de ter algum retorno sobre eles, até para saber se eles estão alcançando o fim que desejo, obrigado aos que dispendem tempo para ler minhas “viagens”.

Frederico da Luz – 14-02-2011