Relações – O poder que não temos

Relações
Vivemos em sociedade, temos relações com diversas pessoas família, amigos, conhecidos, enfim todo tipo de gente. Quando nos relacionamos, algumas “divergências” acontecem, somos diferentes, pensamos de forma diferente.

Entendo que estas “divergências” surgem porque normalmente gostaríamos que as pessoas agissem de determinada maneira. De certa forma queremos ter um tipo de poder, para que façam o que gostaríamos. Não percebemos o lado positivo de tudo isso, as pessoas crescem e aprendem justamente por serem diferentes, por pensarem diferentes, isso nos permite ver as situações de outro ponto de vista.

Algumas vezes, amigos ficam chateados por determinado fato, isso é normal. Só que entendo que a verdadeira a amizade não é esperar do outro o que a gente quer, e sim o que ele pode nos dar, e sem expectativas ou cobranças. A amizade é um sentimento nobre e deve ser vivenciado de forma plena, respeitando o outro, sua individualidade e característica, não querendo moldá-lo a um padrão que achamos o ideal.

Temos o direito de ficar chateado com determinada atitude e situação? Talvez sim, mas vale todo o dispêndio de energia ruim, ao invés de potencializarmos algo positivo, e crescermos com tal acontecimento?

Ser humilde e entender, que não temos todo esse poder é algo positivo e agregador. Estando ciente de nossa capacidade e incapacidade, podemos crescer com as diferenças, ser surpreendidos pela individualidade e feliz pela vida nos proporcionar tudo isso, simplesmente com o convívio com o outro.

Frederico A. S. da Luz – 07-12-2012

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Sexo, amor ou esporte?

Como as coisas mudam ao longo do tempo. Hoje o apelo sexual que principalmente a mídia impõe é algo impressionante. Os homens devem ser sarados têm que terem um desempenho na cama digno de atletas olímpicos. Já as mulheres têm que ser gostosas, bunda, peito, tudo no seu devido lugar, e também serem totalmente liberais. Hoje em dia pessoas que não se conheciam transam e se “entregam” de uma forma difícil de acreditar.

Aonde esta o tempo da conquista? O jogo de olhares? O namoro de mãos dadas? Será que isso não existe mais?

Me assusta essa forma como algumas pessoas encaram o sexo. Entendo que para elas deve ser como ir a uma acadêmia, ou praticar um esporte, não precisa de envolvimento, e nem, estou falando de amor, mas de um simples conhecer o outro.

Sexo é algo tão íntimo que devia ser mais valorizado. Em uma relação devia ao menos existir carinho, não falo nem de amor. Já transei com mulheres que não conhecia e nunca mais vi, e sabem o que senti? Um vazio, nem bom, nem ruim, algo que não me acrescentou nada. No entanto, precisei ter a experiência para saber.

Hoje sexo para mim tem outro significado, senão existir, no mínimo carinho, não é algo que busque. Talvez a vida que levamos hoje seja a responsável por esse cenário nada romântico e vazio. Entendo que antes de transar as pessoas deveriam fazer amor, algo muito maior e melhor que simplesmente sexo.

Frederico da Luz – 04-03-2011