Gosto do que faço, ou faço o que gosto?

Faço o que gosto

Conversando com um amigo, discorríamos sobre os sonhos e frustrações da vida adulta. Tanto eu, como ele, resolvemos entrar para o serviço público, e obtivemos êxito. Não somos colegas, mas seguimos amigos.

A conversa chegou a um ponto muito interessante. Em alguns casos, muitas vezes temos que fazer coisas que não gostamos no trabalho, até ai nenhum problema, acredito que isso ocorre com praticamente todo mundo, no entanto, algo que ele comentou comigo, foi muito interessante.

Ele em conversa com seu pai, recebeu o seguinte conselho:

– Filho não temos que fazer sempre o que gostamos, e sim aprender a gostar do que formos fazer .

De um problema, saiu à própria solução. Vendo as coisas por este lado, muitas coisas são resolvidas. Se temos que fazer alguma coisa, e não está ao nosso alcance, não fazê-la, não seria melhor fazer com prazer?

Desenvolver um sentimento positivo na ação que deverá ser realizada?

Aquilo ficou na minha cabeça. Hoje dentro do possível aplico ela no meu dia-a-dia.  Óbvio que há coisas que realmente dão pouco, ou nenhum prazer, mas se tivermos uma atitude positiva, e encararmos sobre outra ótica, não se tornaram um fardo, e sim gerar até um pouco de satisfação, senão pelo prazer da atividade em si, mas sim por conseguirmos concretizar ela, de forma positiva.

Frederico da Luz – 03-04-2014

Sempre e nunca

Nunca diga nunca

Palavras fortes têm o poder de transformar o mundo, ou restringir sua complexidade.

Gosto muito do ditado:

– Nunca diga nunca.

Na vida estamos em constante mudança, transformação. O mundo muda, nós mudamos, as relações que temos mudam e esse ciclo é constante, não pára. Temos que estar em constante adaptação.

Muitas vezes tentamos simplificar o complexo com tais expressões:
– Isso nunca aconteceu;
– Sempre vai ser assim.

Qual a base de tais expressões? Estão baseadas numa premissa equivocada, salvo raras exceções, que o mundo é, e sempre será da forma como conhecemos, supõe que sabemos tudo o que virá acontecer. Pretensioso da nossa parte, não?

Temos dificuldade com a mudança, calma, isso não é privilégio seu. O desconhecido assusta, é mais fácil o conforto e a segurança do conhecido, mesmo que este não seja bom.

Então arrisque, tente, crie, faça diferente, e não se deixe influenciar por tais expressões que normalmente escutamos, quando queremos fazer algo diferente. Os loucos não são os que fazem diferente, e sim os que fazem a mesma coisa querendo resultado diferentes.

Sempre esteja em constante adaptação, e nunca pare de sonhar, esse é o segredo…

Frederico da Luz – 29-03-2014

Vida

Vida

A vida é 8 ou 80 e tudo que fica entre ambos.
O que se leva da vida são as sensações, a alegria de um encontro, o momento difícil de dor, o choro, o riso…

A família que nascemos, a família que construirmos, os amigos, os que nos deixam, e os que deixamos. E cada pessoa que passa pela vida da gente, deixando um pouco de si e levando um pouco de nós.

Tudo na vida tem 2 lados, prós e contras, se não podemos controlar o que a vida nos reserva, podemos escolher o que irá ficar guardado em nossa lembrança e coração.

Escolher, o doce, ou o amargo, a delicadeza, ou indiferença, a tolerância, ou a violência… A vida é isso, que colhamos os frutos que plantamos e que possamos continuamente estar plantando, plantando e plantando…

Uma música muito singela e simples consegue sintetizar muito bem a vida, não encontrei o autor, a letra é assim:

“Vida é chuva, é sol, uma fila, um olá
Um retrato, um farol, que será, que será?
Vida é o filho que cresce, uma estrada, um caminho
É um pouco de tudo, é um beijo, um carinho
É um sino tocando, uma fêmea no cio
É alguém se chegando, é o que ninguém viu
É discurso, é promessa, é um mar, é um rio
Vida é revolução, é deixar como está
É uma velha canção, Deus nos deu, Deus dará
Vida é solidão, é a turma do bar
É partir sem razão, é voltar por voltar
Vida é palco, é platéia, é cadeira vazia
É rotina, odisséia, é sair de uma fria
É um sonho tão bom, é a briga no altar
Vida é o grito de gol, é um banho de mar
É inverno, é verão
Vida é mentira, é verdade
E quem sabe a vida, é da vida, a razão”

Frederico da Luz – 17-03-2014

Gaia – Somos todos um só

Gaia

Na mitologia grega, Gaia é o nome da deusa da Terra. Gaia é a personificação do planeta Terra, representada como uma mulher gigantesca e poderosa. Em homenagem à deusa grega, a Teoria de Gaia (também conhecida como Hipótese de Gaia) foi criada pelo cientista britânico James E. Lovelock. Nela o cientista descreve o planeta Terra como um organismo vivo.

A teoria de Gaia nos proporciona reflexões importantes. Sendo a terra considera um organismo vivo, todos nós que fizemos parte dela temos um papel importante para seu funcionamento. Se a teoria estiver correta, e a lógica é muito interessante, teríamos uma função importante e essencial para o bom funcionamento e harmonia do planeta, não sendo mais importante o individual e sim o coletivo.

Não basta que parte da população tenha recursos ilimitados e a maioria sobreviva com dificuldades. Seria como se analisássemos uma pessoa com um coração saudável, mas consumida por um câncer generalizado. O exemplo é absurdo, mas a intenção é retratar o que estamos fazendo com nosso planeta. Extraindo e explorando de tal forma que ele já começa a mostrar sinais de descontentamento. Seriamos nós, os seres humanos, o câncer de nosso planeta?

Acredito que não, mas muitas vezes agimos como se fossemos. Hoje o foco é o individualismo, temos que ser o melhor, o destaque, o todo poderoso, e os outros ficam sempre em segundo plano. Entendo que uma consciência maior de comunidade e de compreensão que fizemos parte do mesmo todo é fundamental para que possamos construir um lugar melhor.

Ou você se sente confortável, em saber que para que alguns estejam bem, há um sacrifício da maioria? E se formos o câncer do planeta, uma hora ele vai querer se curar (nos eliminar), ou simplesmente morrerá… Cabe a nós definirmos que papel nesse grande organismo teremos… Seremos o problema, ou a solução? Com a resposta, vocês…

Frederico da Luz – 27-02-2014

Medo do espelho

Medo do espelho
Vivemos com medo, de não atender as expectativas dos amigos, da família, da sociedade, de sermos simplesmente nós mesmos. Não necessitamos da aprovação de ninguém, a não ser de nossa própria consciência, de estar em paz.

Para estar em paz, é necessário se conhecer, saber quem realmente é, você sabe? Se conhece o suficiente para ser responsável por sua vida, ou sua vida simplesmente é atender expectativas buscando a aceitação que só você pode dar?

Olhar para si requer esforço. Parar, sentir, perceber, observar o que passa dentro de você é essencial e muitas vezes difícil, podemos fazer de nossa vida o que quisermos, mas chegará um momento em que você olhará no espelho, e se não conseguir encarar a pessoa que você vê, será devastador.

Todos erram, temos que aprender com os erros, e todo dia que nasce é tempo de recomeçar. Olhe para dentro e perceba se a vida que você leva é a que deseja, caso não for, é hora de superar o medo, ou se preparar para encarar o espelho.

Frederico da Luz – 09-01-2014

Os verdadeiros ricos

Ricos

Lendo o livro “Armadilhas da Mente” do Augusto Cury, refleti sobre quem é verdadeiramente rico. Quem possui muito dinheiro e pode dispor de todos os bens materiais e recursos que quiser, ou quem consegue sentir, apreciar, as coisas mais singelas da vida, que não custam nada?

Precisamos de dinheiro para atender nossas necessidades, mas o quanto a busca pelo dinheiro nos rouba um tempo precioso. A vida é um show diário, onde as coisas mais belas estão à disposição de todos.
Somos humanos e a vida é sentimento, sensações, o que desperta realmente nosso íntimo, a compra de um carro, ou a experiência de contemplar a beleza única de um por do sol.

Não estou dizendo que comprar um carro, não traga sentimentos bons.Claro que traz, mas se levarmos a vida, curtindo apenas esses momentos, perceberemos que esses sentimentos duram pouco tempo, logo surge um carro melhor, e mais uma vez corremos atrás de mais e mais para que possamos sentir pouco.

Quem vive apreciando esse show diário proporcionado pela natureza, através dos animais, das flores, do dia, da noite, da troca sincera com os outros, com certeza tem uma vida mais feliz e leve.

Existe uma frase muito repetida, e realmente verdadeira:
-A felicidade está nas coisas simples. E felizmente estas são de graça!

Frederico da Luz

Meu apartamento em Miami

Prioridades

Reencontrei um amigo que fazia anos que não o via. Muito bom relembrar coisas da adolescência uma importante fase da vida, nostalgia e saudade não faltaram. Conversamos sobre como mudamos com o passar do tempo. As prioridades e os objetivos se transformam, conforme conquistamos o que almejamos, novos desafios aparecem no horizonte.

Ainda bem, vida é movimento, interação, transformação. Viemos para fazer, não para ficar na frente da televisão vendo a vida passar. Um dos assuntos me marcou bastante.

Falávamos sobre prioridades na vida. Estamos divagando entre um choop e outro e ele me contou uma situação. Um cara referência na área dele, certa vez conversava com mais alguns colegas comentando sobre tudo o que ele tinha conquistado na vida.

A conversa foi mais ou menos assim: Dizia que volta e meia se via pensando se toda essa dedicação ao trabalho, abrindo mão do convívio familiar e dos amigos tinha valido a pena. O cara já tem seus 55 anos e tinha chegado à conclusão que sim, e sabem o por quê? Ele tinha conseguido comprar seu apartamento em Miami.

Fiquei abismado com a resposta. Abriu mão de acompanhar os filhos crescerem, da pelada com os amigos, do carinho da esposa em troca de um apartamento? Seja lá onde ele for, não justifica.
O meu apartamento em Miami é poder ver meus filhos crescerem e acompanhá-los nas descobertas da vida, caso os tenha. É poder jogar meu futebol e comer churrasco com os amigos. É ter tempo para namorar, viajar, ler, escrever, enfim… Simplesmente viver.

Você quer um apartamento em Miami? Está disposto a pagar o real preço dele? Qual o seu apartamento em Miami?

Frederico da Luz – 30-06-2012

O conforto da dor

Conforto da dor

Todos temos dificuldades, alguns mais, outros menos, o que difere uma pessoa da outra é como a enfrentamos, onde guardamos ela. Durante a vida são inúmeras situações que nos fazem sofrer. Somos humanos, perdas, frustrações e desencantos fazem parte da vida.

Algumas pessoas lidam com isso de forma rápida e prática, outras precisam de um tempo maior, outras não querem, ou não permitem perder e se afastar dessa dor. Esse é o ponto aonde quero chegar.

Sabem de uma coisa? Apesar de não ser um lugar bom, a dor é um lugar confortável. Antes de ser linchado, deixem-me explicar. A dor que temos, que guardamos, que não conseguimos largar, superar, é confortável, é um lugar conhecido. Sabemos o que ela gera em nós e normalmente o motivo do que nos leva a sofrer.

Óbvio que essa escolha não é racional, consciente e sim uma forma que nos permite seguir confortável, em um lugar não tão bom, mas conhecido, longe das oportunidades e do desconhecido, do novo, das descobertas, enfim da vida…

A vida é feita de ciclos, ficamos felizes, tristes, conquistamos, perdemos, comemoramos, sofremos, passamos por todo tipo de situação, só que a forma como guardamos ou não, nossa dor é o que nos diferencia.

Não há certo, ou errado há sim os que decidem se arriscar no desconhecido, mas nada confortável lugar das descobertas e da evolução, ou dos não corajosos, que preferem o doce conforto da dor…

Frederico A. S. da Luz – 08-06-2012

“Conhece-te a ti mesmo”

Refletir...
No último final de semana tive uma experiência maravilhosa que preciso compartilhar! Acreditem: uma aula de pós-graduação!
Mas, para mim, não foi uma aula de pós-graduação qualquer: foi sim um incentivo pela busca de si mesmo!

O professor, um mestre na arte da filosofia, tem como objetivo de aula lecionar Noções de Marketing e Relações Humanas, no currículo de uma pós graduação voltada para advogados de empresa. A proposta é ter noções de marketing; de como atingir o outro. E para isso, propôs-nos – nosso nobre professor: para compreendermos os outros, temos que, antes de tudo compreendermos a nós mesmos!

Estamos vivendo num mundo marcado por uma inversão de valores, uma sociedade de massa, em que, ao sermos vistos mais como número, do que como pessoas, acabamos nos perdendo, e não conseguindo muitas vezes nos identificar, e definir o caminho que queremos seguir.

Sabemos o que não queremos, mas evitamos seguir em frente, temendo estar indo para um lugar que não sabemos, ao certo, se é isso mesmo que queremos!

Será que trata-se de um problema atual?
Seguindo assim as tocantes lições da aula, iniciei a leitura da obra recomendada: “O homem a procura de si mesmo” (Rollo May). Um livro de 1953, que retrata o maior problema da época: adivinhe qual é? Um grande descontentamento do homem, ao deparar-se com um vazio que não sabe a origem, diante de uma sociedade conturbada por uma mudança de valores, que faz com que cada um não saiba mais quem é de verdade, e nem para onde deseja segui…

E então? Alguma semelhança? Dei risadas, entre as reflexões, ao perceber que passa-se o tempo, a sociedade evoluiu, mas o maior dilema do ser humano permanece idêntico a cada diferente geração: a dificuldade de compreender a realidade em que vive, pois poucas vezes os bancos escolares e acadêmicos orientam e despertam no aluno o interesse e a importância pela busca de si mesmo!

E agora, filosofei demais? As vezes pode até dar uma tontura.. mas me diga, existe alguma forma de encontrar um caminho, para qualquer problema, sem parar para pensar? Existir, penso que não exista, mas hoje, vivemos numa sociedade tão apressada na colheita de resultados, que muitas vezes já não sabe mais pensar… quer antes seguir os padrões já estabelecidos por uma fonte que sequer é possível identificar. E seguimos regras sem saber porque…em conseqüência, colhemos resultados insatisfatórios… e então, nos perguntamos: porque isso comigo? Segui todas as regras, porque isso não deu certo??

Para responder esta pergunta, creio que permanece atual o milenar conselho de Sócrates “ Conhece-te a si mesmo”!
Realizá-lo não tem me parecido um caminho tão simples! Mas a própria ciência dá sustento à técnica: tudo há de ser uma questão de hábito! Resta simplesmente definir aonde se quer chegar! Eis o grande dilema!

Josi Sonagli

Caminhos e expectativas

Expectativas
Viver sem expectativas é bom? Sim, e não.

Sim, porque vivendo dessa forma o que vier é lucro, usando um ditado popular. Não, porque dessa forma não almejamos nada, ou seja, não nos esforçaríamos para chegar a algum lugar.

Refletindo sobre o tema, acho que como tudo na vida, não é uma resposta de 8, ou 80. A vida apesar de ter extremos, a maior parte do tempo acontece no meio de ambos.

Entendo que seja interessante almejarmos e sonharmos, ou seja, criar algumas expectativas e realizar movimentos para que estas se concretizem. Só temos que saber que apesar de todos os esforços, às vezes elas não acontecem.

E apesar de queremos chegar a determinado lugar, a vida nos leva a outro. Explicação para isso? Não sei se há, acho que tudo que a vida nos proporciona serve para crescer, evoluir e apesar de muitas vezes nossas expectativas não serem atingidas, temos que estar tranquilos que o caminho a seguir foi o correto.

Como teremos segurança em saber isso?
Não teremos, a vida é uma caixinha de surpresa.
Temos que estar preparados e saber lidar com os extremos, bem como as variações mínimas que compreendem nosso cotidiano, trabalho, amigos e família que são as relações que nos dão energia para seguir em frente, mesmo sem saber se o caminho é o correto, e se as expectativas serão alcançadas.

O bom da vida é isso, é termos a certeza da incerteza. E nos permitir curtir e alcançar o esperado às vezes, bem como se surpreender e aproveitar o diferente, o que não estava planejado, sempre trilhando seu próprio caminho.

Frederico da Luz – 26-07-13