O “cárcere” feminino

A mulher ganha cada vez mais espaço na sociedade, conquista cada vez mais lugar de destaque nas organizações. A mulher tem uma sensibilidade, um “feeling” que, normalmente, o homem não o tem; também uma empatia muito mais desenvolvida que possibilita um grande diferencial.

Atualmente, quem não souber se relacionar com pessoas esta fora do mercado. Apesar da sociedade atual gerar ilhas individuais devido à tecnologia e uso excessivo do computador, as grandes decisões são tomadas em grupo, felizmente à máquina nunca substituirá o discernimento e a capacidade do homem.

Devido a esse espaço que a mulher vem conquistando, seu tempo se tornou cada vez mais raro. Além de ter que disponibilizá-lo para suas conquistas recentes, como trabalho, desenvolvimento pessoal e profissional, ela também tem que cuidar da casa, dos filhos e de si própria.

Esse é o ponto. Hoje cada vez mais a questão estética tem grande peso, ou seja, é exigido e cobrado das mulheres que estejam sempre lindas e impecáveis. Qual o real preço disso? A mídia exulta e potencializa as mulheres lindas, perfeitas, malhadas, felizes. Elas existem realmente? Mesmo as mulheres que estão no meio artístico – e por questão profissional devem estar em forma – não têm essa perfeição que a mídia e a sociedade vendem como ideal, no fundo, são mulheres simples, que também têm obrigações com a família.

O tempo que as mulheres investem para estarem sempre lindas e perfeitas é algo a ser repensado: horas de academia e salão não seriam melhor aproveitadas de forma diferente?

Não me entendam mal, acho que as mulheres devem se arrumar e se preocupar com a beleza, o que me preocupa, é o tempo excessivo que algumas gastam com isso, buscando a perfeição vendida pela mídia e sociedade, que na verdade não existe. Nem mesmo as atrizes e modelos que vivem disso recorrem ao hoje tão famoso FotoShop, porque a mulher de “verdade” não aceita suas características e sua individualidade única?

A beleza da mulher não é apenas física, e sim composta de sua personalidade única, que cada uma tem, pelo seu senso de humor, sensibilidade, carisma, seu trato com as pessoas; tudo isso reflete no seu aspecto físico, hoje tão cobrado. Quando as mulheres descobrirem e visualizarem que cada uma tem uma beleza única e que não necessita desse parâmetro vendido pela sociedade, elas estarão livres do “cárcere” a que hoje estão impostas.

Frederico da Luz – 22-11-2010

Você é feliz?

O que você entende por felicidade? No dicionário, esta definido da seguinte forma: Qualidade ou estado de feliz; Contentamento; Sucesso; Êxito. Na minha opinião felicidade é um estado de espírito, uma filosofia de vida. Tudo depende da forma como encaramos as coisas, a forma de lidar com as situações sejam elas boas, ou ruins, o chamado “jogo de cintura”.

Vejo muitas pessoas condicionando sua felicidade a uma meta ou objetivo, escuto às vezes, vou ser feliz quando me formar… Quando comprar um carro…Quando tiver um filho… Quando mudar de emprego. Ao conquistarem o que almejavam se dão conta que não era isso. A felicidade esta no caminho não no destino final. Curtir a vida a cada momento como se fosse único, porque a final ele realmente é. Se você deixou de fazer alguma coisa que queria hoje, esqueça, o tempo não volta, perdeste a oportunidade.

Percebo também que há pessoas que condicionam sua felicidade ao outro, seja a pessoa amada, seja ao pai, ou a mãe, ao filho, ao neto. Essas pessoas ao invés de viverem a sua vida, tendem a viver a vida do outro, limitando seu crescimento e colocando um peso muito grande sobre a outra pessoa. Temos que entender que não temos o poder de transformar as pessoas, entendo que podemos sim sugerir, instigar, provocar, tentar ampliar a visão com que estás visualizam o mundo, mas a transformação senão for interna, não ocorrerá.

Fico assustado com a preocupação e culpa que alguns pais tem em relação aos filhos, se culpam, que se tivessem feito de forma diferente os filhos não estariam passando por situações difíceis e complicadas. No entanto, entendo que infelizmente, ou felizmente depende do ponto de vista, os pais não tem o poder sobre a vida dos filhos, por mais que queiram ou façam movimentos para encaminhar seus filhos da melhor forma, eles não terão garantia de que seus amados descendentes seguirão o caminho sugerido.

Em relação a isso, também ocorre o lado inverso, a culpa que os filhos carregam por não conseguir alcançar e chegar aos objetivos traçados pelos seus pais para suas vidas. Na verdade, o que entendo como ideal, seria tanto pais e filhos conversassem mais a respeito sobre suas vidas e seus objetivos, porque o que importa realmente é cada um estar bem, e tranqüilo consigo mesmo, a paz de espírito e o equilíbrio são facilitadores para encontrar a tão falada felicidade.

A chave da felicidade é o equilíbrio, ou seja, é conseguir que tanto seu lado pessoal como o profissional estejam bem, não vejo como encontrar a tão famosa felicidade de outra forma.

Frederico da Luz – 01-12-2010

Meu “inimigo”, o meu espelho

Você tem alguém que considere inimigo? Talvez não seja essa a palavra, que não tenha simpatia por determinada pessoa, devido a algum ou vários motivos? Entendo que dificilmente alguém não visualize uma pessoa que se encaixe nesse perfil, ou você ama todo mundo? Como gostaria de ser assim, mas não consigo, tem pessoas que eu não gosto, não sei explicar o porquê.

Hoje já consigo identificar a real função dessas pessoas em minha vida. Vamos pensar assim, sigam meu raciocínio, tenho muito claro isso. As pessoas com quem não temos afinidade retratam algo que não conseguimos trabalhar em nós mesmos, simplificando, elas têm uma característica que não temos, algo que gostaríamos de ter. Reflitam a respeito, isso não acontece com você?

Na minha infância brigava muito com um primo, às vezes ele dava motivo, outras não, minha tolerância em relação a ele era mínima, já em relação a outras pessoas não. Hoje consigo visualizar o porquê de minha atitude. Eu gostaria de ter o jeito descolado que ele levava a vida, eu queria ser assim no fundo, mas não conseguia, já ele era assim. Vejo que isso era a tão falada inveja, eu queria aquilo, mas não sabia como, e minha revolta não era em relação a ele, e sim em relação a mim mesmo, interessante não?

Mais uma vez reforço e acho importante salientar, que meus textos não são científicos, ou seja, não sei se estou “certo” ou “errado”, são apenas reflexões minhas a respeito da vida e do cotidiano, que gosto de expor, se ajudar alguém com isso, estou realizado.

Frederico da Luz – 16-11-2010

Eleições brasileiras de 2100!

Hoje, um dia agradável de primavera, último domingo de outubro de 2100. Acordo cedo, como de costume. Tomo meu café e me dirijo a minha seção eleitoral. Esse ano haverá segundo turno, tanto para presidente, como governador. Os candidatos mostraram-se muito qualificados e preparados para a função, ambos com pós-doutorado em gestão pública e experiência comprovada na área.

Após refletir e analisar as propostas decidi votar em Augusto para presidente e em Vitória para governador. Seus planos de governo são semelhantes, o foco de ambos é a educação. A candidata a governadora quer qualificar os professores que trabalham nas séries inicias. Estes trabalham a criança, no seu primeiro contato com a sociedade entendo que este profissional, apesar de sua crescente qualificação nos últimos anos, deve ser mais valorizado, pois tem um papel decisivo na formação do cidadão.

Já o candidato Augusto tem um plano interessantíssimo para a educação superior, há uma grande fuga de pesquisadores atualmente. O plano contempla a valorização destes profissionais, incentiva suas pesquisas e proporciona a permanência dessas mentes brilhantes no Brasil.

Nosso País tem uma taxa de alfabetização muito próxima dos 100%, não existem analfabetos praticamente, todos os alunos antes dos 15 anos falam fluentemente duas línguas (espanhol e inglês), sendo que já estudaram 6 meses no exterior no país de sua escolha. A educação de nível superior é reconhecida internacionalmente pela sua qualidade.

Estava tranquilo e consciente de ter feito a melhor escolha, mesmo sabendo que os candidatos que concorriam com os que eu escolhi também eram bem preparados e tinham propostas interessantes, mas não com o foco em educação que para mim é o cerne da questão e causa principal de todos os problemas do País.

A taxa de violência vinha em queda e a saúde já era referência. Na verdade nosso país era o mais destacado no cenário mundial, estava faltando apenas a cereja no bolo, o ajuste fino na questão educacional. No meu entendimento, era apenas qualificar ainda mais os professores das séries iniciais e evitar a saída dos cientistas e pesquisadores para o exterior, pois no geral o Brasil estava muito bem, temos um dos melhores IDH do mundo.

Os debates do segundo turno foram de alto nível, debates de ideias inteligentes e interessantes sobre vários pontos cruciais para o Brasil. Bem acabo de votar, antes de sair, minha mulher convidou para irmos votar na seção dela e prontamente aceitei. O sistema de votação possibilita que o voto seja realizado em qualquer seção, há apenas a sugestão da mesma, nosso sistema eleitoral é referência a mais de século.

Após um domingo agradável em família, às 17 horas a votação é encerrada. Exatamente às 18 horas, para minha alegria meus candidatos se elegem. Nos seus primeiros discursos, convidam os candidatos derrotados para participarem do governo, com suas ideias e ambos aceitam o desafio.

Bem, você acha que isso é um filme de ficção? Ou um sonho muito distante? Eu não! Eu acredito no meu País, o Brasil. Temos um potencial incrível, um povo trabalhador e alegre, com um vasto território e beleza naturais únicas, por que não lutar por uma transformação? Vamos sair do comodismo, parar de reclamar, buscar alternativas para o que consideramos que não está certo. Vamos viver, lutar pelo que acreditamos.

Eu não me arrependo de tentar, fazer, ter atitudes, de viver… Me arrependo sim, do que eu penso e não faço, a inércia me agonia. E você se arrepende de quê?

Frederico da Luz – 31-10-2010

Grenal dos sonhos

Domingo, 24 de outubro de 2010, estava em Porto Alegre em um dia agradável de primavera, na expectativa de assistir meu primeiro Grenal ao lado de meu irmão. Era o primeiro Grenal dele, eu já tinha alguns no currículo.

Eu e minha namorada conversávamos tranquilamente pela manhã quando surgiu o assunto, qual o motivo da impossibilidade de ver o jogo no estádio ao lado de um gremista ou colorado? Nós, gaúchos não nos consideramos ser o povo mais culto e educado do Brasil? Então eu me via argumentando os motivos que possibilitariam isso e minha namorada de imediato comentou… Tu quer ver briga? Quer que as torcidas se matem?

Minha real intenção não era essa. Pensei… quando vou poder ver um Grenal com ela ao lado, ela é colorada e privá-la de comemorar um gol, seria justo? Hoje em dia só se um de nós assistir ao Grenal infiltrado em uma das torcidas, pois outra forma não há.

Bem, segui refletindo e pensando, se por “azar” ou “sorte” depende do ponto de vista de cada um, eu vier a ter um filho colorado, nunca vou ter esse prazer, não que eu torça por isso, mas não temos o poder de determinar certas coisas. Meu pai é colorado e felizmente deixou aberta a possibilidade de me tornar gremista para minha sorte.

Voltando ao começo, será que nunca vou poder ir a um Grenal e poder desfrutar deste clássico em família? Lá em casa somos 3 gremistas e 2 colorados, mas grande parte de minha família (avós, tios e primos) é colorada. Será que não somos educados suficientes para poder conviver socialmente em um estádio de futebol?

A dura realidade

Combinei de encontrar com meu irmão, assim que ele chegasse em Porto Alegre. Lá pelas 16:00 estávamos nos preparando pra entrar no Olímpico e encontrei um grande amigo que já fazia algum que não o via, como o futebol oportuniza coisas maravilhosas, além da emoção do jogo em si.

Antes disso, fui surpreendido pela chegada da torcida do Inter ao estádio, nunca tinha presenciado a forma como os torcedores adversários são conduzidos. Desculpem o termo, mas parece um rebanho, sendo tocado pela polícia. No dia era a torcida do Inter, mas se o Grenal fosse no Beira Rio seria a do tricolor, e mais uma vez pensei a que ponto chegamos… não somos capazes de respeitar a opinião e manifestação pessoal de alguém por um clube de futebol? A sociedade atual evolui na velocidade da luz em vários aspectos e em outros volta à idade da pedra. Bem, vamos ao jogo.

Entramos tranquilamente, bem nem tão tranquilo assim, antes de entrar no estádio me senti entrando em um presídio (na verdade, nunca entrei em um, mas imagino como deve ser), levava uma mochila com algumas coisas que acabara de comprar. O policial pediu para que abrisse a mochila e mostrasse o que havia dentro, prontamente atendi sua solicitação, que apesar de todo desconforto da situação foi muito educado. Ele verificou que não portava nada demais, e após uma revista pessoal liberou minha entrada.

Já fazia algum tempo que não via meu irmão e estávamos conversando já devidamente acomodados quando começa uma briga na torcida do Inter. Notei que ele ficou assustado, eu como infelizmente esse fato não é novidade, não dei muita importância. A polícia teve que intervir e a confusão estava formada. Fiquei ao mesmo tempo pensativo e triste, no começo do dia filosofava com a possibilidade de integração das torcidas e me deparava com o fato que nem as torcidas dos próprios times se entendem, falo assim porque sei que na torcida do grêmio isso ocorre também.

Tenho uma opinião pessoal sobre isso. Avalio que os “brigões” são pessoas frustradas e mal resolvidas, e externam todas suas frustrações em um estádio de futebol, pois para elas o clube é sua vida. O grêmio para mim é muito importante, mas não é minha vida, e sim faz parte dela.

Voltando ao jogo… o grenal foi o melhor grenal que já assisti, foi extremamente disputado e muito técnico, este em especial tinha um fato marcante, era o último clássico de Simon, que apesar de todas contestações que sofre é inegável sua qualidade.

Após uns 10 minutos de domínio do Inter o Grêmio tomou conta do jogo e marcou seu gol, poderia ter matado o jogo e não o fez, e grenal é grenal. O inter empatou, após o pênalti que deixou o grêmio com um jogador a menos. Mesmo assim o Imortal fez mais um, e o Inter buscou o resultado mais uma vez.

Fim de jogo, a nação tricolor sai do jogo com um gostinho de derrota, mas o resultado não freia a arrancada firme do Imortal rumo ao título na minha avaliação (não estou louco, eu acredito). E a torcida colorada comemora o resultado como se fosse uma vitória e segue sua preparação para o mundial.

Eu, após esse grande jogo e minhas reflexões estou aqui escrevendo esse texto, pensando… será que quando eu tiver meus netos, independentemente se sua escolha clubística vou poder acompanhá-los e curtir um Grenal ao lado deles? Ou isso só será um sonho…

Frederico da Luz – 25-10-2010

Política, a gente tem que entender!

Em tempo de eleições o assunto é este, então não tenho como não me posicionar. Qual o objetivo de um partido? De um candidato a presidência? Entendo que o objetivo final é o mesmo, independentemente do partido e /ou candidato, obviamente estou pressupondo que eles buscam uma melhora da sociedade como um todo, criem oportunidades para um desenvolvimento sustentável (é a palavra do momento, por que será? Será que estão querendo os votos da Marina?), invistam em educação, segurança e saúde.

Eu tenho uma opinião pessoal, em relação a isto. Acho que a educação é a base de tudo, povo sem educação, não visualiza as oportunidades e quanto estas aparecem, não tem a possibilidade de aproveitá-las justamente porque não tem a base. Como um povo que não conhece o porquê do momento que vivenciamos vai ter coerência e possibilidade de ter uma saúde adequada, o termo saúde é usado aqui não só como saúde física e mental, mas sim no sentido mais amplo de bem estar social. Já a segurança no meu entendimento tem como suas principais causas à falta de educação que diminuem as oportunidades e que só potencializam ainda mais a violência.

Eu pessoalmente sempre me considerei um simpatizante do PT, até pela questão familiar, meu Pai (Guto Nadal) foi um dos fundadores do partido em Quaraí-RS e teve importante papel na estruturação do mesmo na fronteira-oeste do RS. No entanto, hj não me considero simpatizante de nenhum partido, corrigindo, posso dizer que tenho uma simpatia pelo PV, considero que ainda o mesmo não foi contaminado pelo sistema (pode ser ingenuidade minha, mas…).

Bem agora entrando mais especificamente na eleição presidencial deste ano. Como cidadão me sinto extremamente decepcionado com ambos os candidatos, a propaganda eleitoral na minha opinião é a mais fraca desde 94, foi quando comecei acompanhar as eleições. Vocês conseguem ver as propostas? Os programas de governo?

Eu pelo menos não. São só ataques pessoais, um tentando denegrir e prejudicar o outro de todas as formas, e nós os eleitores como ficamos nessa história? Me sinto num circo, só que não como expectador e sim fazendo papel de palhaço, perdendo meu tempo em debates e programas eleitorais que não me dão nenhuma perspectiva quanto ao futuro de nosso País, o maravilhoso Brasil.

Um País como o nosso merecia algo melhor, temos um vasto e rico território, uma natureza privilegiada, um povo trabalhador e batalhador. Voltemos à realidade, estava sinceramente inclinado a votar nulo, mas não estava me sentindo bem com isso, parecia que estava fugindo da responsabilidade “tirando o corpo fora”, então decidi, coloquei os prós e contras dos dois candidatos e optei, obviamente não me sinto no direito de expor meu voto, até porque este espaço não é para isso. Mas tentem fazer esse exercício, comparem os prós e contras de ambos candidatos e decidam, não se eximam dessa responsabilidade, votem no menos pior, é o que vou fazer.

 

Frederico da Luz – 20-10-2010

                                                                                                                          

A busca constante, a luta contra a inércia

Quem nunca escutou uma crítica antes mesmo de sugerir ou conseguir expor sua ideia ou trabalho de modo completo. Muitas pessoas têm esse “dom” de criticar tudo que as tire da inércia que normalmente mantém em suas vidas. Não tenho nada contra as pessoas que pensam e agem dessa forma, no entanto, esse estilo de vida para mim não serve, e para você?

Sou funcionário público e no trabalho escuto cada justificativa para não mudar procedimentos e métodos que entendo ultrapassados que beiram ao ridículo. Algumas pessoas têm aversão a mudanças, não querem evoluir, e qual o motivo disso? Entendo que há um comodismo demasiado, uma certa resignação e até mesmo uma inércia contagiosa.
Estas pensam… ”Mudar para quê? Isso não vai resolver mesmo… não vai dar em nada… sempre foi assim…

Por favor, gente! Acordem! O que vocês vieram fazer aqui (neste planeta)? Ganhar dinheiro, casar e ter filhos, isso basta? Não estou dizendo que isso não é importante, acho muito importante, e é um de meus objetivos pessoais de vida, mas isso é o fim? O objetivo maior? Existe objetivo maior?

Eu não tenho dúvida que sim, acho que isso é uma constante busca. Não esperem que chegue alguém e bata na sua porta, Sr. Fulano(a) seu objetivo de vida é o seguinte… favor cumpri-lo, ou senão, queimarás no inferno.

Não, não, não… Não funciona assim, o objetivo de cada um é uma busca pessoal, cada um tem o poder de descobrir qual será o seu objetivo de vida, e este pode ser mudado, adequado durante a vida, não há rigidez nesse sentido, só que a busca deve existir, devemos lutar contra a inércia.

Pessoal, mais uma vez esclareço. Escrevo o que penso, são percepções minhas, não tenho o poder de dizer a verdade, nem tenho essa pretensão, até por que a minha verdade, pode não ser a sua. Quero “tentar” ao menos, ajudar vocês a se “encontrarem” se ainda estão um pouco perdidos.

Frederico da Luz – 07-10-2010

A teoria da pedrinha

Nos tempos atuais, onde a correria e a falta de tempo são uma reclamação de grande parte da população, coisas simples poderiam facilitar e ajudar a minimizar essa sensação que algumas pessoas sentem. Quando existem problemas a resolver, devido ao contexto em que estamos inseridos no momento, não é raro que tenhamos dificuldade para encontrar uma solução prática e eficiente. Várias vezes há um desgaste físico e psicológico muito grande em busca da solução, e mesmo assim, nem sempre a alcançamos.

Quando estamos inseridos no problema então, a dificuldade para resolvê-lo é ainda maior. Isso acontece, pois estamos envolvidos dentro do processo e não conseguimos “enxergar” todo o contexto em que o problema esta inserido.

A teoria da pedrinha é uma técnica que possibilita rapidamente entender e perceber o contexto do problema, e conseqüentemente, ajuda na sua resolução. A teoria é muito simples.

Vamos materializar o problema como se o mesmo fosse uma pedrinha, do tamanho de uma bola de gude (no meu tempo chamávamos também de “bolita”). Feito isso, imagine que a pedra está colocada muito próxima ao nosso olho, praticamente tapando nossa visão, dessa forma não conseguimos ver nada, ficamos cegos. No entanto, se fosse possível pegar essa pedra e atirá-lá longe, em um lugar que se tornasse difícil de enxergá-la, o que aconteceria?

Fazendo isso não conseguiríamos visualizar todo o contexto no qual o problema está inserido? No entanto, sei que atirar a pedrinha longe, não é uma tarefa tão simples assim. Ai entra o papel dos amigos, pois normalmente o amigo, desde que não esteja envolvido no problema, não precisa atirar a pedra longe, ele já a vê longe e, por isso, para ele fica mais fácil visualizar todo problema.

Então, quando nos encontramos em uma situação difícil e com pouca força para atirar a pedrinha longe, procure um amigo, ele ajudará a atirá-lá longe, fazendo-a desaparecer de nosso campo de visão.

Frederico da Luz – 23-09-2010

Problemas: será que eles existem?

Você percebe o quanto as pessoas, hoje em dia, dizem estar sem tempo para nada. Justificam esta afirmação, atribuindo aos vários problemas que elas entendem que tenham que enfrentar em seus cotidianos. Por exemplo: no trabalho há muita cobrança e não remunera adequadamente, o carro que passa na oficina, a gasolina que não para de subir, o marido/esposa que não dá atenção… Será realmente que existe essa enorme quantidade de problemas? Ou talvez, isso não esteja sendo potencializado pela forma como as pessoas estão encarando suas dificuldades?
O que na verdade é um problema? Tente utilizar o seguinte raciocínio, para elucidar esta questão: partindo da seguinte premissa de que todo problema tem uma solução, ou seja, há uma forma de resolver a situação problemática não seria mais adequado apenas visualizar a palavra “problema” como uma meta difícil, mas possível de ser alcançada? Isso não nos levaria a perceber que podemos encontrar uma “resolução” da situação que definimos como um problema?

Dessa forma, percebendo que é verdadeira a premissa de que o problema necessariamente deve ter uma solução, o mesmo não deixaria de ser um problema? Então qual a vantagem de ficar preocupado ou desgastado, devido aos problemas já que estes pelo exposto na verdade não existem? No caso de todo problema ter uma solução, ao obter-se esta, aquele deixa de existir, ficando resolvido, momento que se vê a importância de procurarmos a solução no lugar de lamentar os problemas.

Agora analise outra situação, há “problemas” em que a solução não depende da nossa vontade, ou não esta a nosso alcance a resolução. Deve se ter serenidade e compreensão para aceitar que existem coisas que fogem a nossa capacidade, e isso faz parte da vida. Se não fosse assim com certeza meu time de futebol seria campeão todo o ano, só pela minha vontade.

As pessoas são capazes de enfrentar e superar problemas, ou melhor, obstáculos que são de difícil superação, mas que não são impossíveis de serem ultrapassados. No final das contas, devemos ter em mente que a real importância está na satisfação obtida ao resolver um desses “grandes problemas”, essa conquista é algo que deve ser apreciado e valorizado.

Então por que não focar no lado positivo do problema?
Não tenham dúvida, ele existe.

Frederico da Luz – 02-09-2010

A crítica útil

Você já parou para pensar quanto tempo perdemos no dia reclamando e fazendo críticas? Essa atitude apesar de parecer ruim pode ter um lado positivo, se ela propiciar visualizar uma possível solução para aquele “problema” que a nossa percepção detectou.

 

A crítica útil ou construtiva, além de apontar e demonstrar uma insatisfação pessoal em relação a alguma coisa ou pessoa nos faz pensar e criar alternativas para que esta seja “resolvida”. Aí esta o detalhe que diferencia a crítica que gera o crescimento e aperfeiçoamento (defino-a como útil ou construtiva), das que tem apenas o intuito negativo, não dando margem a possibilidade de resolução e crescimento.

 

Estas, além de não acrescentar nada, deixam a pessoa criticada em uma situação muito delicada. A mesma fica sem “um caminho” para lidar com aquela situação, já que o atual não é suficiente e a visualização de uma alternativa que possa suprir essa lacuna, fica imposta a ela. Geralmente isso é um complicador, pois em princípio o problema não existia, ou, pelo menos, não era percebido.

 

Parto da premissa de que, se há gasto de energia e tempo criticando algo, deve se gastar, no mínimo, a mesma quantidade tentando criar alternativas para solucionar o problema levantado. Se não for assim, qual seria a real função da crítica? Se criticar não gerar um “salto” ou melhora em relação a alguma coisa, para que existe ela?

 

Isso nos faz refletir, sobre muitas coisas que passam despercebidas durante o corre-corre do dia a dia. Por que fulano não faz isso diferente? Será que ele não percebe que existe uma forma mais “correta’ para esta situação?

 

Além do seu criar alternativas, a crítica útil deve ser também trabalhada para que a pessoa que a receber  perceba que a intenção do crítico é o crescimento do criticado ou aperfeiçoamento de determinada situação. Isso só é possível, se quem realiza a crítica consegue deixar claro a sua intenção. Isso não é tarefa fácil.

 

Infelizmente, em algumas situações, as pessoas não recebem bem a crítica, e não raro, interpretam-na como uma afronta pessoal. Ter a sensibilidade de expor e se expressar, na hora de fazer uma crítica, é uma habilidade interpessoal a ser trabalhada, para tudo existem formas, e formas de se fazer.

Então, criticar é útil, ou não?

 

 Frederico da Luz – 22-08-2010