A libertação Pessoal

Quem nunca escutou uma frase dessas… Sou tímido, desastrado, medroso, inseguro… Para começar não acredito que nos rotulando estejamos fazendo algo positivo. O rótulo é uma forma de limitar e muito a percepção que temos de nós, e também a forma como os outros nos veem. Ninguém é igual a ninguém, mas os rótulos, onde estão inclusos os “estereótipos sociais” podem até ser considerados uma forma de discriminação.

Entendo que quando as pessoas se auto intitulam de uma forma, não possibilitam que este lado seu, na sua ótica, não muito explorado, seja desenvolvido e potencializado, por exemplo: sou tímido, logo, não tenho interesse em fazer um curso de teatro.

Pessoal ai esta o equívoco, se você, se julga de uma forma, e isto de certa forma incomoda você, por que não trabalhar e desenvolver esta habilidade? Temos potencial para fazer qualquer coisa, basta acreditar e trabalhar para que este potencial seja efetivamente explorado.

Agora alguns vão dizer… Não é fácil! Concordo em gênero, número e grau, no entanto, o que você prefere, explorar e trabalhar esta “dificuldade” ou ficar se rotulando, limitando seu crescimento tanto pessoal como profissional?

Não me entendam mal, não estou dizendo que não temos características marcantes, que tanto nós como os outros percebem, e sim, apenas que estas características podem mudar e evoluir. Penso que não somos chatos, tristes, mal humorados, mas ficamos assim em determinado momento, acredito que ninguém é na verdade, todo mundo está.

Estamos em constante transformação, não paramos de crescer e evoluir, para isso é preciso força de vontade e coragem em superar nossos medos e fraquezas. Não se assustem todo mundo tem os seus, a questão é saber trabalhá-los da melhor forma.

E ai qual sua escolha, ficar na comodidade de seus rótulos? Ou trabalhar seu potencial, enfrentar e superar seus medos e conquistar o mundo?

Frederico da Luz – 01-11-2010

Amor e Paixão!

Qual a diferença entre amor e paixão? Entendo que o primeiro é um sentimento puro, tranquilizador, equilibra, faz bem para o corpo, alma, é um estado de “zen” total, um estilo de vida, quem é feliz ama e muito.

Já a paixão é impulsiva, emocional, sem razão, uma loucura, o querer estar junto toda hora, algo que modifica todo o sistema biológico, o batimento acelera e suamos frio, algo demasiadamente intenso. Não lembro onde li, que não sobreviveríamos se ficássemos mais de 2 anos apaixonados, nosso corpo não agüentaria, já o amor é algo que deve ser buscado para a eternidade (que filósofo, não?).

Há várias formas de amor, amor de mãe, de filho, de amigo, e o de homem e mulher (e também o de duas pessoas do mesmo sexo). Esse amor faz muito bem, gera um equilíbrio, um dos pilares para uma vida saudável e feliz, quem ama, vive melhor, não sobrevive como os que não trazem amor no coração, sobre essas nem vou falar.

A paixão mesmo sendo um sentimento bom, ao mesmo tempo é ruim, nos faz sofrer demasiadamente, nosso corpo fica a mil, querendo de todas as formas suprir e contentar aquele desejo intenso. Faz um bem e um mal enlouquecedor, mas faz parte da vida.

Algumas pessoas dizem: ninguém me ama, ninguém me quer, ficam enumerando defeitos que em principio têm, que não são necessariamente verdadeiros, são apenas percepções. No entanto, tornam aquilo realidade e acreditam nisso, nós somos o que queremos ser, então, já viram o resultado. Só que isso pode mudar, basta mudar a atitude (essa palavra é mágica), ao invés de reclamar, agir! Tentar melhorar o que incomoda, se por um acaso não conseguir, sua consciência vai estar tranqüila. Não desanime no primeiro obstáculo, a graça da vida esta aí. Podemos constantemente crescer e ultrapassá-los, isso dá uma energia absurda e faz um bem imensurável!

Vou ser um pouco polêmico, mas acredito nisso então ai vai: Aos casados/namorados/ficantes, hoje há tantas definições para isso, mas acho que me fiz entender. Senão estão felizes com a relação por que não mudar? Na verdade primeiro aconselho conversar (outra palavra mágica), seja sincero, a pessoa com quem você convive gosta de você, senão gosta, um dia gostou, então…Resolva coloque os pingos nos ”is” como se fala. Se por acaso não resolver, parta para outra, mude. Já passamos do tempo que mulher separada era excluída da sociedade, estamos evoluindo, ainda bem.

Mais uma coisa, se seu Amor ou Paixão já for comprometido, avalie se ele não tem o direito de saber desse seu sentimento…Ou então fique imaginando, e nunca saberá o que a vida te espera. Isso é uma decisão sua de mais ninguém, qual vai ser sua atitude?

Frederico da Luz – 16-12-2010

Texto publicado no Diário Catarinense dia 18/11/2010!

18 de novembro de 2010 | N° 8994

 

Cuidamos do seu dinheiro

 

O trabalho de um auditor interno do Poder Executivo do Estado de Santa Catarina poderia ser definido da seguinte forma: somos responsáveis pela fiscalização da aplicação dos recursos financeiros do Estado (do dinheiro público), temos competência para fiscalizar qualquer despesa pública do Poder Executivo do governo do Estado de Santa Catarina. Não nos confundam com os competentes colegas auditores fiscais, que atuam em outra frente, tão importante quanto a nossa: a da fiscalização da receita. O trabalho deles é prover o Estado de recursos, e o nosso é fiscalizar a correta aplicação destes. Lotados na Secretaria de Estado da Fazenda, fazemos parte das chamadas carreiras de Estado.
Nosso trabalho é um dos pilares do equilíbrio financeiro, tão necessário para que ocorra a potencialidade das ações que a população catarinense necessita, como saúde, educação e segurança. Se os recursos não forem devidamente fiscalizados e controlados, possivelmente, poderá ocorrer a falta para aplicação nessas áreas essenciais. O papel do controle interno ganha cada vez mais importância, pois, se a sociedade entende que a carga tributária já é alta, qual a forma que possibilitaria uma maior disponibilidade de recursos para o Estado? Nosso trabalho é essencial na resposta a essa questão. Enquanto ele for realizado com eficiência, mais recursos serão aplicados corretamente, e o “seu” dinheiro estará, efetivamente, sendo usado de forma adequada.
Santa Catarina conta com 68 auditores internos, cujo trabalho tem apresentado resultados em diversas áreas, atingindo, de forma efetiva, o objetivo definido tanto na Constituição Estadual, quanto na Federal. Estamos em busca de um objetivo, que é propiciar a otimização da aplicação correta e efetiva dos recursos. A população catarinense será a maior beneficiária de nosso trabalho, pois através da correta aplicação dos recursos, o Estado poderá oferecer mais serviços públicos de qualidade.

Patagônia Argentina – INDESCRITÍVEL

Hoje contarei sobre a viagem que fiz à Patagônia Argentina, na primeira semana de novembro de 2010. Chegamos em Buenos Aires, no domingo a noite, apreciamos uma ótima parilla em Puerto Madero, esticando depois até o cassino, onde reforçamos nosso orçamento da viagem. Na segunda pela manhã, pegamos um voo para El Calafate, ai começou realmente a viagem.

O roteiro era o seguinte: El Calafate, El Chalten e Ushuaia tínhamos uma semana para conhecer o máximo que pudéssemos. Tive como companheiro de viagem um colega de trabalho e amigo Leandro Luis Daros, um cara excêntrico, de coração bom, muito pão duro, cada um com seus problemas, temos que saber aceitar e conviver com as diferenças.

Voltando a viagem. Chegamos em El Calafate após às 3 da tarde, realizamos o check-in no Hostel e fomos almoçar, conhecer a cidade. Programamos tudo o que iríamos fazer de terça até quinta. Segunda, somente fizemos o reconhecimento do território, El Calafate é uma cidade pequena e aconchegante, lembra Gramado e Canela no RS. É a cidade da atual presidente da Argentina Christina Kirchner, tem um povo muito educado e acolhedor.

Ushuaia – Glaciar Perito Moreno

A paisagem ao redor da cidade impressionava, altas montanhas e ao fundo uma parte da Cordilheira dos Andes. Na terça começamos a cumprir nosso cronograma. Neste dia iríamos conhecer o Glaciar Perito Moreno, um aglomerado de gelo que se forma devido à caída da neve das montanhas que o rodeiam. Algo impressionante são colunas de gelos que chegam a ter 100 metros de altura.

Entramos no Parque dos Glaciares onde ele se encontra, realizamos uma pequena trilha, nesta não resisti e entrei na água para pegar um Iceberg (na verdade, um pequeno bloco de gelo que estava próximo à margem… a água estava extremamente gelada).

Após a pequena trilha, começamos a caminhar pelas passarelas, estas possibilitam uma visão mais próxima do Glaciar. Este é um dos poucos no mundo que seu tamanho tem se mantido constante ao longo dos anos, o normal é que os Glaciares em geral diminuam devido ao aquecimento global (tem gente que não acredita nisso ainda).

Presenciamos o desprendimiento de um enorme pedaço de gelo, o barulho impressiona, parece uma bomba, conseguimos filmar, aqui é um evento corriqueiro, mas para nós totalmente novo. Depois das passarelas, realizamos um passeio de barco, chegamos bem próximos ao outro lado do Glaciar, o frio era intenso, a cor do gelo é algo muito diferente, são várias tonalidades, sendo que quanto mais azul, mais compacto. Neste dia, voltamos para o Hostel e saímos para apreciar uma pizza e tomar uma Quilmes.

El Chalten – Glaciar Viedma

Na quarta fomos para El Chalten, um pequeno povoado com apenas 25 anos, após conversas com a população descobrimos que foi criado a fim de prevenir uma possível ocupação Chilena. Acordamos cedo e fomos pegar a embarcação que nos levaria ao Glaciar Viedma, onde realizaríamos um Trekking (caminhada sobre o gelo). A Embarcação demorou uma hora para chegar ao Glaciar, apreciamos um pouco a paisagem e o grupo desceu para começar a aventura.

Caminhamos primeiro sobre algumas rochas, não sei qual sua composição, sua tonalidade era marrom meio avermelhado. Depois de uns 15 minutos paramos para colocar os grampones um calçado com grampos, para caminhar na neve. As guias eram duas hermanas explicaram que era obrigatório o uso de óculos e luvas. O Leandro querendo mostrar-se prestativo começou a calçar os grampones recebeu a primeira de muitas repreensões das guias, que ao final, uma demonstrou uma admiração especial por ele.

Com todo mundo pronto e preparado, começamos a caminhada pelo gelo, antes ficou definido que iríamos sempre em fila indiana, pisando sempre com força para evitar qualquer risco. Caminhamos durante 2 horas, as paisagens são indescritíveis (desculpem a redundância, mas não há como descrever em palavras), a sensação de integração com a natureza é absurda, a beleza do lugar, do gelo, tudo se encaixa.
Pegamos a embarcação de volta, e nos dirigimos ao Hostel que iríamos ficar em El Chalten. No outro dia o que nos aguardava era o temido sandero (trilha) do Fitz Roy.

Sandero – Fitz Roy

Acordamos cedo, eram 7 horas quando saímos do Hostel em direção ao início do sandero. A ida levaria umas 5 horas, são 13 KM de subidas e descidas, um trilha classificada como difícil.

Começava com uma subida íngreme de 30 minutos, após mais 2 horas de solo plano, chegamos onde se separa o guri dos homens (como diria um autêntico gaúcho). Uma subida extremamente íngreme que exige muito esforço físico, levamos 1 hora e meia para superá-la, mas valeu cada suor de esforço. Quando alcançamos o topo, conseguimos avistar a base do Fitz Roy, uma montanha de granito de 3400 metros de altura, não há palavras para descrever aquele momento é algo único que não pode ser descrito, deve ser vivenciado, sentido. Na base da montanha, há um lago que nesta época do ano esta totalmente congelado, não resisti e fui caminhar sobre ele, não antes sem verificar se estava realmente totalmente congelado. Uma sensação única.

Após contemplarmos a paisagem e comermos nosso almoço (um sanduiche com pão duro), começamos a descida, já era meio dia passado e começava a ventar forte. Sabíamos que o caminho de volta não era curto. Quando chegamos à base do morro decidimos fazer uma parada, constatamos que estávamos encharcados de suor, meia, calça, casado, tudo estava úmido. Decidimos descansar um pouco e aproveitamos para dar uma boa “lagartiada” (banho de sol). Com as roupas secas, recomeçamos a volta. Chegamos no Hostel passado das 16, nosso ônibus que nos levaria de volta a El Calafate sairia às 18, só que um banho era mais que necessário.

Infelizmente, o Hostel estava lotado e não conseguiríamos tomar um banho, pelo menos não ali, então fomos a outro Hostel. Quase sofri um grave acidente, estava eu tomando meu banho merecido, após mais de 8 horas de trilha, quando após terminar o mesmo e abrir a porta para sair, escorreguei… Fiquei com a porta em uma mão, e a outra segurando a base que segura uma cortina usada para não molhar o banheiro, me bati às costas no lugar usado para abrir o chuveiro, me via, equilibrando a porta, com ambas as mãos ocupadas e fazendo malabarismo para não cair. Devo ter ficado assim durante alguns segundos, pensando como sair daquela inusitada situação.

Suportei o difícil sandero do Fitz Roy e iria me lesionar tomando um banho? Não iria suportar tamanha humilhação, então recuperei o equilíbrio, coloquei a porta no lugar com dificuldade e me livrei da inusitada e perigosa situação. Relatei o fato ao Leandro que não se furtou de dar seu comentário.
Retornamos para El Calafate, a viagem pra mim não existiu, entrei no ônibus e apaguei, estava realmente muito cansado.

Ushuaia – A Terra de fogo – O Fim do Mundo

Na sexta iríamos pegar o voo que nos levaria a Ushuaia, a chamada Terra do Fogo, ou o Fim do Mundo. Nosso voo atrasou 4 horas, aproveitei para recuperar as energias, dei uma cestiada básica no salão de embarque do aeroporto.

Já em Ushuaia chegamos ao Hostel, fomos conhecer a cidade e ver a programação do outro dia. Neste dia batemos uma bolinha com lós Hermanos sendo que após uma cobrança de falta perfeita realizada por mim, um não se conteve e me aplaudiu, o Leandro é testemunha do fato.
Sábado acordamos e nos dirigimos até o porto, pegamos um catamara que nos levaria até a Ilha dos Pinguins. Navegamos pelo Canal Beagle, este tem acesso tanto ao Oceano Pacífico como Atlântico, de um lado temos a Argentina do outro o Chile. Paramos em pequenas ilhas, onde avistamos diversos animais, como: pinguins, leões marinhos e diversas aves.

Chegamos ao destino final, a Ilha dos Pinguins, só que esqueceram de avisá-los que iríamos visitá-los, para nossa surpresa avistamos no máximo uns 20 pinguins, a guia explicou que nesta época eles estão chegando, a maior concentração se dá em dezembro e janeiro, eles usam a ilha como território de reprodução.

Após retornarmos a cidade, resolvemos ir ao topo de uma montanha, onde há um teleférico que possibilita uma vista muito bonita. No entanto, o mesmo estava parado para manutenção. Eu decidi não subir até o mirante, estava com meu calcanhar acabado devido ao Sandero do Fitz Roy. O Leandro encarou mais uma subida e após 1 hora chegou a uma bela vista da cidade, como pude ver através dos vídeos e fotos tirados por ele.

Durante esse tempo fiz amizade com um perro (cachorro), muito inteligente por sinal, no entanto, não consegui que ele me devolvesse o pedaço de pau que eu atirava para ele buscar. No local, alugavam bicicletas para quem quisesse, resolvi pegar uma e descer a montanha de bike, decisão mais que acertada. Adrenalina total, várias curvas e para melhorar, eu estava filmando tudo (na filmagem parece sem graça alguma, mas o momento foi show).

Decidi conhecer o Museu do presídio, não tinha entrado em nenhum museu ainda, resolvi encarar este. Os presos de Buenos Aires eram mandados para cá, o local era grande e bem conservado, sentia-se o clima pesado, mesmo ele estando totalmente desativado, já há algum tempo.

Para finalizar fomos apreciar mais uma ótima parilla que pelos meus cálculos era a quarta da viagem. Agora, domingo dia 7 de novembro de 2010, estou aqui no voo de volta escrevendo um pouco dessa viagem INDESCRITÍVEL…

Frederico da Luz – 07-11-2010

Política, a gente tem que entender!

Em tempo de eleições o assunto é este, então não tenho como não me posicionar. Qual o objetivo de um partido? De um candidato a presidência? Entendo que o objetivo final é o mesmo, independentemente do partido e /ou candidato, obviamente estou pressupondo que eles buscam uma melhora da sociedade como um todo, criem oportunidades para um desenvolvimento sustentável (é a palavra do momento, por que será? Será que estão querendo os votos da Marina?), invistam em educação, segurança e saúde.

Eu tenho uma opinião pessoal, em relação a isto. Acho que a educação é a base de tudo, povo sem educação, não visualiza as oportunidades e quanto estas aparecem, não tem a possibilidade de aproveitá-las justamente porque não tem a base. Como um povo que não conhece o porquê do momento que vivenciamos vai ter coerência e possibilidade de ter uma saúde adequada, o termo saúde é usado aqui não só como saúde física e mental, mas sim no sentido mais amplo de bem estar social. Já a segurança no meu entendimento tem como suas principais causas à falta de educação que diminuem as oportunidades e que só potencializam ainda mais a violência.

Eu pessoalmente sempre me considerei um simpatizante do PT, até pela questão familiar, meu Pai (Guto Nadal) foi um dos fundadores do partido em Quaraí-RS e teve importante papel na estruturação do mesmo na fronteira-oeste do RS. No entanto, hj não me considero simpatizante de nenhum partido, corrigindo, posso dizer que tenho uma simpatia pelo PV, considero que ainda o mesmo não foi contaminado pelo sistema (pode ser ingenuidade minha, mas…).

Bem agora entrando mais especificamente na eleição presidencial deste ano. Como cidadão me sinto extremamente decepcionado com ambos os candidatos, a propaganda eleitoral na minha opinião é a mais fraca desde 94, foi quando comecei acompanhar as eleições. Vocês conseguem ver as propostas? Os programas de governo?

Eu pelo menos não. São só ataques pessoais, um tentando denegrir e prejudicar o outro de todas as formas, e nós os eleitores como ficamos nessa história? Me sinto num circo, só que não como expectador e sim fazendo papel de palhaço, perdendo meu tempo em debates e programas eleitorais que não me dão nenhuma perspectiva quanto ao futuro de nosso País, o maravilhoso Brasil.

Um País como o nosso merecia algo melhor, temos um vasto e rico território, uma natureza privilegiada, um povo trabalhador e batalhador. Voltemos à realidade, estava sinceramente inclinado a votar nulo, mas não estava me sentindo bem com isso, parecia que estava fugindo da responsabilidade “tirando o corpo fora”, então decidi, coloquei os prós e contras dos dois candidatos e optei, obviamente não me sinto no direito de expor meu voto, até porque este espaço não é para isso. Mas tentem fazer esse exercício, comparem os prós e contras de ambos candidatos e decidam, não se eximam dessa responsabilidade, votem no menos pior, é o que vou fazer.

 

Frederico da Luz – 20-10-2010

                                                                                                                          

A teoria da pedrinha

Nos tempos atuais, onde a correria e a falta de tempo são uma reclamação de grande parte da população, coisas simples poderiam facilitar e ajudar a minimizar essa sensação que algumas pessoas sentem. Quando existem problemas a resolver, devido ao contexto em que estamos inseridos no momento, não é raro que tenhamos dificuldade para encontrar uma solução prática e eficiente. Várias vezes há um desgaste físico e psicológico muito grande em busca da solução, e mesmo assim, nem sempre a alcançamos.

Quando estamos inseridos no problema então, a dificuldade para resolvê-lo é ainda maior. Isso acontece, pois estamos envolvidos dentro do processo e não conseguimos “enxergar” todo o contexto em que o problema esta inserido.

A teoria da pedrinha é uma técnica que possibilita rapidamente entender e perceber o contexto do problema, e conseqüentemente, ajuda na sua resolução. A teoria é muito simples.

Vamos materializar o problema como se o mesmo fosse uma pedrinha, do tamanho de uma bola de gude (no meu tempo chamávamos também de “bolita”). Feito isso, imagine que a pedra está colocada muito próxima ao nosso olho, praticamente tapando nossa visão, dessa forma não conseguimos ver nada, ficamos cegos. No entanto, se fosse possível pegar essa pedra e atirá-lá longe, em um lugar que se tornasse difícil de enxergá-la, o que aconteceria?

Fazendo isso não conseguiríamos visualizar todo o contexto no qual o problema está inserido? No entanto, sei que atirar a pedrinha longe, não é uma tarefa tão simples assim. Ai entra o papel dos amigos, pois normalmente o amigo, desde que não esteja envolvido no problema, não precisa atirar a pedra longe, ele já a vê longe e, por isso, para ele fica mais fácil visualizar todo problema.

Então, quando nos encontramos em uma situação difícil e com pouca força para atirar a pedrinha longe, procure um amigo, ele ajudará a atirá-lá longe, fazendo-a desaparecer de nosso campo de visão.

Frederico da Luz – 23-09-2010

Problemas: será que eles existem?

Você percebe o quanto as pessoas, hoje em dia, dizem estar sem tempo para nada. Justificam esta afirmação, atribuindo aos vários problemas que elas entendem que tenham que enfrentar em seus cotidianos. Por exemplo: no trabalho há muita cobrança e não remunera adequadamente, o carro que passa na oficina, a gasolina que não para de subir, o marido/esposa que não dá atenção… Será realmente que existe essa enorme quantidade de problemas? Ou talvez, isso não esteja sendo potencializado pela forma como as pessoas estão encarando suas dificuldades?
O que na verdade é um problema? Tente utilizar o seguinte raciocínio, para elucidar esta questão: partindo da seguinte premissa de que todo problema tem uma solução, ou seja, há uma forma de resolver a situação problemática não seria mais adequado apenas visualizar a palavra “problema” como uma meta difícil, mas possível de ser alcançada? Isso não nos levaria a perceber que podemos encontrar uma “resolução” da situação que definimos como um problema?

Dessa forma, percebendo que é verdadeira a premissa de que o problema necessariamente deve ter uma solução, o mesmo não deixaria de ser um problema? Então qual a vantagem de ficar preocupado ou desgastado, devido aos problemas já que estes pelo exposto na verdade não existem? No caso de todo problema ter uma solução, ao obter-se esta, aquele deixa de existir, ficando resolvido, momento que se vê a importância de procurarmos a solução no lugar de lamentar os problemas.

Agora analise outra situação, há “problemas” em que a solução não depende da nossa vontade, ou não esta a nosso alcance a resolução. Deve se ter serenidade e compreensão para aceitar que existem coisas que fogem a nossa capacidade, e isso faz parte da vida. Se não fosse assim com certeza meu time de futebol seria campeão todo o ano, só pela minha vontade.

As pessoas são capazes de enfrentar e superar problemas, ou melhor, obstáculos que são de difícil superação, mas que não são impossíveis de serem ultrapassados. No final das contas, devemos ter em mente que a real importância está na satisfação obtida ao resolver um desses “grandes problemas”, essa conquista é algo que deve ser apreciado e valorizado.

Então por que não focar no lado positivo do problema?
Não tenham dúvida, ele existe.

Frederico da Luz – 02-09-2010

A crítica útil

Você já parou para pensar quanto tempo perdemos no dia reclamando e fazendo críticas? Essa atitude apesar de parecer ruim pode ter um lado positivo, se ela propiciar visualizar uma possível solução para aquele “problema” que a nossa percepção detectou.

 

A crítica útil ou construtiva, além de apontar e demonstrar uma insatisfação pessoal em relação a alguma coisa ou pessoa nos faz pensar e criar alternativas para que esta seja “resolvida”. Aí esta o detalhe que diferencia a crítica que gera o crescimento e aperfeiçoamento (defino-a como útil ou construtiva), das que tem apenas o intuito negativo, não dando margem a possibilidade de resolução e crescimento.

 

Estas, além de não acrescentar nada, deixam a pessoa criticada em uma situação muito delicada. A mesma fica sem “um caminho” para lidar com aquela situação, já que o atual não é suficiente e a visualização de uma alternativa que possa suprir essa lacuna, fica imposta a ela. Geralmente isso é um complicador, pois em princípio o problema não existia, ou, pelo menos, não era percebido.

 

Parto da premissa de que, se há gasto de energia e tempo criticando algo, deve se gastar, no mínimo, a mesma quantidade tentando criar alternativas para solucionar o problema levantado. Se não for assim, qual seria a real função da crítica? Se criticar não gerar um “salto” ou melhora em relação a alguma coisa, para que existe ela?

 

Isso nos faz refletir, sobre muitas coisas que passam despercebidas durante o corre-corre do dia a dia. Por que fulano não faz isso diferente? Será que ele não percebe que existe uma forma mais “correta’ para esta situação?

 

Além do seu criar alternativas, a crítica útil deve ser também trabalhada para que a pessoa que a receber  perceba que a intenção do crítico é o crescimento do criticado ou aperfeiçoamento de determinada situação. Isso só é possível, se quem realiza a crítica consegue deixar claro a sua intenção. Isso não é tarefa fácil.

 

Infelizmente, em algumas situações, as pessoas não recebem bem a crítica, e não raro, interpretam-na como uma afronta pessoal. Ter a sensibilidade de expor e se expressar, na hora de fazer uma crítica, é uma habilidade interpessoal a ser trabalhada, para tudo existem formas, e formas de se fazer.

Então, criticar é útil, ou não?

 

 Frederico da Luz – 22-08-2010

O valor da intenção

A intenção com que tomamos determinadas atitudes deve ser considerada na avaliação do alcance ou não do fim almejado. Se por algum motivo, a atitude que você ou alguém teve, resultou em um resultado “negativo”, não desejado, devemos ter consciência e serenidade para poder enxergar a intenção que motivou tal atitude, pois só esta pode nos tranquilizar em relação aos possíveis resultados não previstos e indesejáveis.

 

Visualizar a intenção que esta por trás de determinada atitude do outro, não é tarefa fácil, é necessário empatia. Hoje, grande parte da população está estressada e com pouco tempo para parar e refletir. O tempo é um fator chave para poder visualizar a intenção de determinada atitude.

 

Esse ponto é essencial para evitar desavenças e brigas desnecessárias, pois devemos sempre partir do princípio que as pessoas agem pensando no bem do próximo, tenho certeza que a maioria das pessoas são assim. Infelizmente, no contexto atual, não é fácil pensar dessa maneira, por todos fatos negativos que são expostos e explorados pela mídia.

 

Não sou contra a divulgação de fatos e do trabalho da imprensa, mas sim, apenas tento verificar o que isso realmente nos agrega como pessoas. Que benefícios temos em saber o que um “famoso” fez ou deixou de fazer? Se for um escândalo ou crime então, nem se fala. A notícia é explorada diariamente pelos noticiários e jornais, só cessando, no surgimento de outro caso, que consiga gerar mais repercussão.

 

Por que não divulgar ações e atitudes positivas de um “anônimo”? Não seria mais interessante e útil? Isso não criaria um movimento para uma mudança de atitude em um contexto mais amplo? Não faria as pessoas refletirem a respeito do outro?

 

Mudanças sempre geram . O mundo está em constante transformação, fica complicado se adaptar, mas isso tudo é um processo, em que podemos crescer, ou não? Depende de nossas intenções que norteiam nossas atitudes.

 

Entretanto, se por algum motivo, a atitude que tomamos pensando em um resultado positivo para muitos, e por algum imprevisto não atingiu seu fim, ou pior, prejudicou alguém. Só conseguiremos estar com a consciência tranqüila, sabendo que a intenção por trás da atitude era positiva, isso trará o conforto necessário para reavaliar a atitude e visualizar o porquê do não alcance de seu fim.

 

Agora, com certeza, é mais cômodo não fazer, pois a mudança assusta, e o resultado dela, mesmo que possamos projetar, pode às vezes não ser o esperado.

Então é melhor deixar como está? Ou correr o risco de acertar ou errar tendo a consciência tranquila?

Frederico da Luz – 14-08-2010

A ficção do dinheiro

Nos tempos atuais, onde as coisas mudam a cada segundo, o que nos faz estar em constante atualização, o tempo sempre parece escasso. Não conseguimos tempo pra mais nada, e pra que tudo isso? Para podermos ganhar mais? Será que isso irá nos trazer algum real benefício?

Essa vida “louca” que aparentemente o mundo nos impõe, decorre principalmente dessa inquietação que o dinheiro gera, quem tem pouco, quer mais, quem já tem algum, julga que não é suficiente, e que tem muito, não se contenta e busca sempre uma forma de aumentar sua riqueza. E mais uma vez para quê? Temos algum objetivo que nos move para isso, ou simplesmente o ter é o fim?

Isso ocorre, pois não conseguimos parar para refletir sobre algumas coisas, nosso tempo é raro, e quando percebemos estamos indo para um caminho que não leva a lugar nenhum.

Dinheiro é bom? Não tenho dúvida que sim, mas será que deve ser o objetivo de uma vida? Acho que devemos valorizar o que realmente de bom e de útil ele pode nos proporcionar, e não o que podemos adquirir com ele, ai esta o ponto.

Essa corrida em busca dele, faz cada vez mais isolarmos uns dos outros, pois cada um quer saber do seu, dos seus problemas, e a coletividade, onde fica nessa história? Já tenho muitos problemas, não quero mais uma responsabilidade.

Se minha família e meus amigos estão bem e com dinheiro, está tudo ótimo. É essa filosofia de vida que queremos passar para nossos filhos? Ela esta certa?

O Conceito de certo e errado varia conforme o pensamento de cada um, no entanto, temos que nos olhar como seres únicos em que os parâmetros e comparações com os outros, só nos levam a constante insatisfação, pois NUNCA seremos igual a ninguém, o parâmetro se for usado deve ser você, devemos ser o melhor do que podemos ser.

E onde o dinheiro se encaixa nessa história? Você sabe?

Frederico da Luz – 08-08-2010