Natal e Ano Novo!

Natal e Ano novoFim de ano, época de festas e confraternizações. Período que avaliamos o que fizemos ou deixamos de fazer. Mais um ano se encerra e o que plantamos gerou frutos? Ou a colheita não foi das melhores?

Em épocas de facebook pretendo em 2013 propor aos leitores, familiares e amigos, menos “curtir” e mais agir…menos “compartilhar” e mais realizar. Sair da frente do computador e viver a vida, interagir virtualmente é bom, viver e se relacionar presencialmente é muito melhor.

Que 2013 os objetivos saiam do campo do planejamento e se tornem realidade. Que possamos compartilhar sim… sentimentos, emoções e muito amor. Por que qual é o significado da vida senão vivenciar efetivamente isso.

Espero e desejo um ótimo natal a todos!

Que 2013 seja um ótimo ano!

“A vida é responsabilidade pessoal e intransferível, crie a vida e o mundo que você quer, comece a transformação através de suas próprias atitudes”

Frederico A. S. da Luz

Meus votos para o Ano Novo!

Festas
Enfim, estamos finalizando mais um ano!

Antes de sair para minhas desejadas férias, em que vou dar um respiro total a minha mente, vou fazer uma breve análise do ano!
Para uns o melhor ano; para outros um ano de grandes desafios… emoções melhores, poucas emoções… o meu posso dizer que foi um ano para lá de intenso! E tenso também! Fortes emoções em ambos aspectos: momentos de verdadeiro desespero e pavor.. momentos outros de realização! De sonho, e, posso dizer, de verdadeiros milagres!

Este ano eu compreendi com profundidade aquela famosa frase de que “A fé move montanhas”! Incrivelmente, move mesmo! Realizei coisas que queria muito… mas que eram sim impossíveis aos meus olhos! Apenas insisti em acreditar muito no que queria.. e, para minha grata surpresa, realizei! Um misto de alegria e espanto!

Mas antes da realização, tiveram momentos de muita, muita tensão, medo e pavor! Mas eu vinha de um momento tranquilo… tranquilo até demais para ser sincera, de modo que hoje compreendo que o cultivar constante de uma Fé derrama sobre nós forças impressionantes nos momentos que mais precisamos! Não era um momento nada desejado, mas eu não reclamava. Não sei se era meu desejo, ou minha intuição, mas eu simplesmente sentia que eu precisava transpor aquelas barreiras, para que meu objetivo se realizasse!

E hoje, findando o ano, vejo que não, não colhi tudo que desejava não, estou sendo bem sincera. Queria ter colhido mais! Santa impaciência.. uma parte dos frutos ficará para o ano que vem, fazer o que! Mas… em compensação.. o fruto que veio… foi sem dúvida o melhor que poderia ter vindo! Minto, foi muito mais! Foi verdadeiramente muito melhor do que eu havia imaginado.

E depois disso tudo, quando vem o momento de desejar boas festas, eu paro para refletir as palavras que direi aos meus afetos. Gosto que minhas palavras tenham um significado a mais, e retratam aquilo que realmente quero dizer, e não apenas o que a praxe diz.

Em regra, desejamos paz, felicidades, amor.. realização, sucesso.. e
tudo tudo de muito bom para o próximo ano!
Desta vez, entretanto, vou ousar quebrar a praxe. Isso tudo muita gente vai falar!

Eu vou então desejar apenas Equilíbrio e Discernimento, para que você, e eu, e minhas queridas pessoas saibamos enfrentar com sabedoria as encruzilhadas da vida! Sim, sinceramente, não desejo que seu ano seja completamente de paz. Paz em excesso também cansa! Gera monotonia! Não nos dá motivo para lutar, vencer, comemorar e evoluir!

Temos medo dos problemas.. mas depois que superamo-os, vemos o quanto eles foram necessários em nosso caminho!
Por isso, desta vez, vou desejar a todos um ano temperado com desafios e dificuldades suficientes para fazer florescecer equilíbrio, luz e Fé e para que, cada um, ano final do ano, possa se surpreender com a força que incrivelmente pode surgir de dentro de seu ser!

Feliz Natal e um Surpreendente 2013!

E, por fim, muito obrigada a todos pela companhia da leitura e pelas palavras de incentivo neste projeto gostoso!

Um grande abraço!

Josi Sonagli

Fim do mundo?

Recomeço
Em época de fim dos tempos podemos refletir sobre alguns aspectos. Apesar de não acreditar, muitas vezes acho que estamos próximos disso. Inúmeras coisas que estão erradas seguem acontecendo, e desde que não nos prejudiquem, não fizemos nenhum movimento para mudá-las. É melhor fingir que elas não existem, e simplesmente ignorar.

Explorar o planeta até o seu limite em prol do chamado desenvolvimento econômico é normal, as muitas reuniões que visam brecar essa exploração desenfreada não conseguem atingir seus objetivos. A economia vale mais que o bem do planeta? Realmente acho que às vezes pensamos assim.

A fome é a dura realidade de parte significativa da população e o que fazemos para mudar isso? Mudar hábitos, se engajar em causas sociais são realidade, ou um mero passatempo? Você faz sua parte?

Coisas simples, como o convívio diário com nossos familiares, amigos e colegas de trabalho somos realmente humanos? Nos importamos com nosso semelhante? Você dá um bom dia automático, ou aquele olhando no olho da pessoa e transmitindo energia positiva?

O mundo hoje carece de atenção, carinho e amor. Vivemos numa correria, e o pior de tudo, não sabemos porque corremos, para onde queremos ir. Parar, pensar, refletir são bobagens, coisa de gente desocupada, não é? O negócio é curtir, aproveitar, responsabilidade pra quê?

Em tempos de fim do mundo seria bom refletir no nosso modo de vida, qual seu objetivo? Comprar o último lançamento do iphone? Viajar para a Europa? Ou simplesmente contemplar as coisas que realmente são importantes, como a natureza, os amigos e o amor sentimento que penso estar tão esquecido. Isso tudo é de graça.

Não é o fim do mundo, é sim o fim do vazio, da fuga e falsidade. É o recomeço de uma era movida pelo ser HUMANO em sua essência, que possamos resgatar tudo que realmente importa que são coisas simples.

Frederico A. S. da Luz – 20-12-2012

Armadilha do Sucesso!

sucesso
Dizem que em time que esta vencendo, não se mexe.
Creio eu, entretanto, que esta máxima deveria ser revisada. O sucesso, a realização em qualquer campo da vida traz como consequência, além da maravilhosa sensação de vitória e desejo de comemoração, o conforto e a ideia de que “chegou o momento de usufrui”.

E é justamente neste momento – penso eu – que nos deparamos com uma grande armadilha da continuidade do sucesso: o próprio sucesso.
O contentamento absoluto, enquanto meta, é a força propulsora da luta. Mas, quando vira realidade… traz consigo o indesejado comodismo.

Reconhecer os próprios méritos, comemorar as boas colheitas e se permitir relaxar é sim, preciso. Porém, assim como no caminho da luta deve-se dedicar um tempo ao descanso, também no momento do conforto da vitória é importante dedicar uma atenção a luta.

O mundo é literalmente um círculo em momento. E diga-se, em alta velocidade. Mudam-se os hábitos. Muda a cultura. É preciso que estejamos atentos às mudanças, para não perdemos a percepção da realidade em que vivemos. E isso vale tanto para o campo das relações pessoais como na área dos negócios profissionais.

O que deu certo em determinado momento, pode tornar-se ultrapassado e sem efeito, em instantes seguintes. E então, continua-se a fazer as mesmas coisas, agir da mesma maneira, observar o mesmo processo.. sem colher os mesmos frutos! E daí vem o desespero, as dúvidas, a busca por respostas inexistente: é simplesmente o momento que clama por novas atitudes.

No campo dos negócios, vemos diversas empresas que um dia dominaram o
mercado por determinado período, cujo sucesso encheu o brio e os olhos dos administradores a ponto de não enxergarem o momento de inovar. Decaíram, porque insistiram em continuar com os métodos defasados… por orgulho diante da necessidade de mudar; de seguir novas ideias.

Também assim nos relacionamentos afetivos, muitas vezes reclamam os pares que o outro mudou, que não é mais o mesmo, por isso as coisas esfriaram e acabaram. De fato, todo aquele que busca evoluir vai modificando certos comportamentos ao longo do tempo. Apenas estátuas não mudam. Esperar que o outro atenda ao longo da vida sempre as nossas expectativa, e seja sempre aquilo que sonhamos é se confortar demais com o sucesso alcançado no amor, e deixar que o comodismo nos engesse, nos cegue, e nos impeça de evoluirmos.

Por isso, ao atingirmos o sucesso, brindemos, louvemos e continuemos o movimento, atentos às mudanças que ocorrem a nossa volta, e que exigem de nós inovações de comportamento e atitude para realizá-las.

Josi Sonagli

Relações – O poder que não temos

Relações
Vivemos em sociedade, temos relações com diversas pessoas família, amigos, conhecidos, enfim todo tipo de gente. Quando nos relacionamos, algumas “divergências” acontecem, somos diferentes, pensamos de forma diferente.

Entendo que estas “divergências” surgem porque normalmente gostaríamos que as pessoas agissem de determinada maneira. De certa forma queremos ter um tipo de poder, para que façam o que gostaríamos. Não percebemos o lado positivo de tudo isso, as pessoas crescem e aprendem justamente por serem diferentes, por pensarem diferentes, isso nos permite ver as situações de outro ponto de vista.

Algumas vezes, amigos ficam chateados por determinado fato, isso é normal. Só que entendo que a verdadeira a amizade não é esperar do outro o que a gente quer, e sim o que ele pode nos dar, e sem expectativas ou cobranças. A amizade é um sentimento nobre e deve ser vivenciado de forma plena, respeitando o outro, sua individualidade e característica, não querendo moldá-lo a um padrão que achamos o ideal.

Temos o direito de ficar chateado com determinada atitude e situação? Talvez sim, mas vale todo o dispêndio de energia ruim, ao invés de potencializarmos algo positivo, e crescermos com tal acontecimento?

Ser humilde e entender, que não temos todo esse poder é algo positivo e agregador. Estando ciente de nossa capacidade e incapacidade, podemos crescer com as diferenças, ser surpreendidos pela individualidade e feliz pela vida nos proporcionar tudo isso, simplesmente com o convívio com o outro.

Frederico A. S. da Luz – 07-12-2012

REFORMA DO CÓDIGO PENAL: o problema está na lei ou na educação?

Cadeia
Um tema que atualmente tem sido objeto de discussões na mídia, nos meios acadêmicos e sociais, é a necessidade de reforma do Código Penal.

Muito estudiosos do tema debruçam-se sobre um amplo estudo sociológico e jurídico, com o objetivo de introduzir na ordem jurídica leis que possam efetivamente reduzir a criminalidade.

Afirma-se que o Brasil “é o país da impunidade”, motivo pelo qual a criminalidade é crescente! A partir de tal constatação, o poder público, juntamente com a sociedade, mobiliza-se para promover mudanças legislativas, e aplicar uma punição mais severa.

Porém, neste quadro, ocorre-me um questionamento? É de fato a impunidade o elemento principal do avanço da criminalidade? Quais as reais razões que levam um indivíduo a praticar uma conduta criminosa?

Suponhamos que eu ou você estejamos diante de uma pessoa de quem temos uma raiva absurda, e esta pessoa faz uma provocação ou pratica diversas condutas que nos causam prejuízos e dissabores. A nossa reação imediata, muitas vezes, é querer dar uma surra ou um sumiço na pessoa!

Porém, se consideramos que somos pessoas bem instruídas, e como consequência temos diversos planos de vida, de viajar, de adquirir coisas, bem viver.. nós teremos um controle imediato sobre nossos instintos, pois sabemos que há coisas muito melhores a serem vivenciadas.

É verdade que pessoas bem instruídas também cometem crimes, bem sabemos. Porém, o que leva uma pessoa que tem um mínimo de cultura e visão social deixar de praticar crimes: o medo efetivo da reprimenda ou o temor de ter que mudar todos os planos de vida?

A educação, a cultura, instigam a atividade criativa; despertam as pessoas para idealizar metas, desejar determinado estilo de vida, e isso independentemente no nível socioeconômico: cada qual idealiza as metas que bem entende, e segue atrás do seu caminho.
Porém, um indivíduo sem a menor cultura, sem qualquer objetivo de vida, vai temer o que?

Por mais rígidas que sejam as leis penais, mas diante da intensificação das campanhas em prol dos Direito Humanos de todas as pessoas, dificilmente um indivíduo vai sofrer as reprimendas em grau máximo, sempre sendo possível, ainda, favorecer sua condição por um benefício aqui e outro ali.

Sem educação, um indivíduo não tem a percepção de desejar um nome limpo; não tem uma concepção moral formada a ponto de compreender que praticando um crime (seja homicídio, seja tráfico de drogas, etc, etc), estará destruindo a vida de muitas pessoas relacionadas com a vítima direta de sua conduta….

Sem educação e cultura… o indivíduo não tem percepção do que significa respeito… mas principalmente.. não tem um objetivo de vida a ser alcançado.

E se não há ideais e sonhos a serem perseguidos, não tem nada a perder. Não fará diferença responder um ou mais processos, ou passar um tempo a mais privado da liberdade, já que não terá mesmo nada mais interessante para fazer…

E se desafiar a lei e a sociedade podem trazer alguma satisfação pessoal , ainda que apenas pelo gosto do desafio.. a tendência é que o indivíduo continue a delinquir até que desenvolva uma percepção de que existem coisas muito mais prazerosas a serem feitas. Pois bem, eis a questão: como um indivíduo vai aprimorar a sua percepção sem um mínimo de cultura e educação?

As pessoas movem-se por aquilo que lhes desperta o interesse! O medo punição pode fazer com que as pessoas cuidem mais de suas ações… mas enquanto a prática do crime for a única coisa que desperta emoção no indivíduo, será, um lei mais severa, capaz de fazer alguma diferença?

Josi Sonagli