O botãozinho

 

A vida é uma caixinha de surpresas. Quando pensamos que tudo esta no lugar, como sempre queríamos, algo acontece e nossa vida muda totalmente. Amamos, nos apaixonamos, sofremos e a vida segue. Não entendo o porquê de toda essa caminhada, que às vezes machuca e muito.

Não seria mais fácil se pudéssemos escolher quem gostaríamos de amar? Tenho certeza que seria, mas e onde estaria a graça da vida? Onde ficariam guardadas nossas emoções, nossos sentimentos? Não sei por que amo alguém, ou não amo, minha capacidade intelectual e cognitiva não me dão razões suficientes que possam justificar, ou não isso.

As relações humanas me intrigam, não compreendo porque temos que passar por tanto desgaste emocional para sermos felizes. Quando perdemos uma pessoa querida fica um vazio enorme dentro da gente, aquele espaço que tinha dono, hoje não tem mais, esse nunca mais será preenchido, as pessoas são únicas e ninguém é igual a ninguém, ficam as lembranças, os momentos felizes, e temos que aprender a conviver com esse vazio.

Às vezes gostaria de ter um botãozinho que funcionasse assim: agora quero amar determinada pessoa, bastava apertá-lo e imediatamente estaria morrendo de amores. Se acontecesse de a outra pessoa não corresponder a esse sentimento, simplesmente, apertaria novamente o botãozinho e tudo estaria resolvido, o amor estaria “desligado”, não existiria mais.

Pergunto, iríamos ser felizes se tivéssemos tal botãozinho? Sinceramente acredito que não. A vida seria racional demais. É certo que os relacionamentos que temos servem para crescermos, nos conhecermos melhor, ver que somos humanos, temos falhas, erramos, sofremos, amamos há uma confusão de sentimentos em cada relação, por que, de fato, elas não tem parâmetro. Cada pessoa é única e, por isso, um relacionamento, a não ser que seja entre os mesmos envolvidos, sempre não terá parâmetro.

Na vida sempre tento agregar o que vejo de bom nas pessoas, nos relacionamentos também faço isso, ficam os momentos, as lembranças e o amor que sempre existiu só que as vezes se transforma em algo que não temos controle, que falta faz o botãozinho…

Frederico da Luz 22-01-2011

Ano Novo? Só depende de você.

No fim do ano, onde famílias se reúnem, amigos se encontram há um ar de festividade e fraternidade no ar. Criam-se muitas expectativas sobre o que o próximo ano trará de diferente, eu não sou diferente, também as crio.

Agora vamos analisar a postura que tomamos para que as coisas que queremos ou almejamos se tornem realidades. Muitas pessoas traçam como objetivos, trocar de carro, comprar uma casa, trocar de emprego, entre outras. No entanto, quais movimentos efetivamente as pessoas fazem para tornar isso realidade, será que se esforçam, se empenham o suficiente?

Costumo planejar o que espero do próximo ano, metas simples e complexas, como as que citei: trocar de carro, melhorar de cargo, viajar, coisas simples, entretanto, faço movimentos para que meus objetivos se tornem realidade. Não estou aqui querendo ser exemplo de me achar “o bom”, apenas, exemplifico, para mostrar que tudo esta a nosso alcance, basta você querer, se empenhar, lutar por isso, a limitação das pessoas esta na sua própria cabeça, todos sem exceção tem capacidades únicas, basta apenas potencializarem isso para um lado positivo que propicie as conquistas e os objetivos que desejam.

Para alguns o caminho é bem mais difícil, mas a gratificação da conquista para estes será maior. O prazer que se sente quando se consegue algo por seus méritos, trabalho e esforço é algo único, não há como descrever. No meu caso, fico em estado êxtase, me sinto flutuando literalmente, senti essa sensação algumas vezes na minha vida.

Então, faço um questionamento a você. Verifique se suas metas e objetivos ao longo dos anos não se repetem, não que eu veja problema nisso. O problema esta se elas se repetem, porque não foram atendidas, ai sim, eu me preocuparia, traçar metas e objetivos e esperar que “papai do céu” venha aqui te pegue no colo e coloque as coisas embaixo do queixo é fácil, felizmente a vida não é assim.

Bem desejo a todos um Feliz Ano Novo! Gostaria que todos sonhassem, lutassem-se para conseguir alcançar seus objetivos e concretizar seus sonhos, a única limitação que temos é nossa própria consciência, lutem sejam felizes, isso é o que realmente importa.

Frederico da Luz – 07-12-2010

A libertação Pessoal

Quem nunca escutou uma frase dessas… Sou tímido, desastrado, medroso, inseguro… Para começar não acredito que nos rotulando estejamos fazendo algo positivo. O rótulo é uma forma de limitar e muito a percepção que temos de nós, e também a forma como os outros nos veem. Ninguém é igual a ninguém, mas os rótulos, onde estão inclusos os “estereótipos sociais” podem até ser considerados uma forma de discriminação.

Entendo que quando as pessoas se auto intitulam de uma forma, não possibilitam que este lado seu, na sua ótica, não muito explorado, seja desenvolvido e potencializado, por exemplo: sou tímido, logo, não tenho interesse em fazer um curso de teatro.

Pessoal ai esta o equívoco, se você, se julga de uma forma, e isto de certa forma incomoda você, por que não trabalhar e desenvolver esta habilidade? Temos potencial para fazer qualquer coisa, basta acreditar e trabalhar para que este potencial seja efetivamente explorado.

Agora alguns vão dizer… Não é fácil! Concordo em gênero, número e grau, no entanto, o que você prefere, explorar e trabalhar esta “dificuldade” ou ficar se rotulando, limitando seu crescimento tanto pessoal como profissional?

Não me entendam mal, não estou dizendo que não temos características marcantes, que tanto nós como os outros percebem, e sim, apenas que estas características podem mudar e evoluir. Penso que não somos chatos, tristes, mal humorados, mas ficamos assim em determinado momento, acredito que ninguém é na verdade, todo mundo está.

Estamos em constante transformação, não paramos de crescer e evoluir, para isso é preciso força de vontade e coragem em superar nossos medos e fraquezas. Não se assustem todo mundo tem os seus, a questão é saber trabalhá-los da melhor forma.

E ai qual sua escolha, ficar na comodidade de seus rótulos? Ou trabalhar seu potencial, enfrentar e superar seus medos e conquistar o mundo?

Frederico da Luz – 01-11-2010