Hoje já consigo identificar a real função dessas pessoas em minha vida. Vamos pensar assim, sigam meu raciocínio, tenho muito claro isso. As pessoas com quem não temos afinidade retratam algo que não conseguimos trabalhar em nós mesmos, simplificando, elas têm uma característica que não temos, algo que gostaríamos de ter. Reflitam a respeito, isso não acontece com você?
Na minha infância brigava muito com um primo, às vezes ele dava motivo, outras não, minha tolerância em relação a ele era mínima, já em relação a outras pessoas não. Hoje consigo visualizar o porquê de minha atitude. Eu gostaria de ter o jeito descolado que ele levava a vida, eu queria ser assim no fundo, mas não conseguia, já ele era assim. Vejo que isso era a tão falada inveja, eu queria aquilo, mas não sabia como, e minha revolta não era em relação a ele, e sim em relação a mim mesmo, interessante não?
Mais uma vez reforço e acho importante salientar, que meus textos não são científicos, ou seja, não sei se estou “certo” ou “errado”, são apenas reflexões minhas a respeito da vida e do cotidiano, que gosto de expor, se ajudar alguém com isso, estou realizado.
Frederico da Luz – 16-11-2010
Texto publicado no Diário Catarinense dia 18/11/2010!
18 de novembro de 2010 | N° 8994
Cuidamos do seu dinheiro
Patagônia Argentina – INDESCRITÍVEL
O roteiro era o seguinte: El Calafate, El Chalten e Ushuaia tínhamos uma semana para conhecer o máximo que pudéssemos. Tive como companheiro de viagem um colega de trabalho e amigo Leandro Luis Daros, um cara excêntrico, de coração bom, muito pão duro, cada um com seus problemas, temos que saber aceitar e conviver com as diferenças.
Voltando a viagem. Chegamos em El Calafate após às 3 da tarde, realizamos o check-in no Hostel e fomos almoçar, conhecer a cidade. Programamos tudo o que iríamos fazer de terça até quinta. Segunda, somente fizemos o reconhecimento do território, El Calafate é uma cidade pequena e aconchegante, lembra Gramado e Canela no RS. É a cidade da atual presidente da Argentina Christina Kirchner, tem um povo muito educado e acolhedor.
Ushuaia – Glaciar Perito Moreno
A paisagem ao redor da cidade impressionava, altas montanhas e ao fundo uma parte da Cordilheira dos Andes. Na terça começamos a cumprir nosso cronograma. Neste dia iríamos conhecer o Glaciar Perito Moreno, um aglomerado de gelo que se forma devido à caída da neve das montanhas que o rodeiam. Algo impressionante são colunas de gelos que chegam a ter 100 metros de altura.
Entramos no Parque dos Glaciares onde ele se encontra, realizamos uma pequena trilha, nesta não resisti e entrei na água para pegar um Iceberg (na verdade, um pequeno bloco de gelo que estava próximo à margem… a água estava extremamente gelada).
Após a pequena trilha, começamos a caminhar pelas passarelas, estas possibilitam uma visão mais próxima do Glaciar. Este é um dos poucos no mundo que seu tamanho tem se mantido constante ao longo dos anos, o normal é que os Glaciares em geral diminuam devido ao aquecimento global (tem gente que não acredita nisso ainda).
Presenciamos o desprendimiento de um enorme pedaço de gelo, o barulho impressiona, parece uma bomba, conseguimos filmar, aqui é um evento corriqueiro, mas para nós totalmente novo. Depois das passarelas, realizamos um passeio de barco, chegamos bem próximos ao outro lado do Glaciar, o frio era intenso, a cor do gelo é algo muito diferente, são várias tonalidades, sendo que quanto mais azul, mais compacto. Neste dia, voltamos para o Hostel e saímos para apreciar uma pizza e tomar uma Quilmes.
El Chalten – Glaciar Viedma
Na quarta fomos para El Chalten, um pequeno povoado com apenas 25 anos, após conversas com a população descobrimos que foi criado a fim de prevenir uma possível ocupação Chilena. Acordamos cedo e fomos pegar a embarcação que nos levaria ao Glaciar Viedma, onde realizaríamos um Trekking (caminhada sobre o gelo). A Embarcação demorou uma hora para chegar ao Glaciar, apreciamos um pouco a paisagem e o grupo desceu para começar a aventura.
Caminhamos primeiro sobre algumas rochas, não sei qual sua composição, sua tonalidade era marrom meio avermelhado. Depois de uns 15 minutos paramos para colocar os grampones um calçado com grampos, para caminhar na neve. As guias eram duas hermanas explicaram que era obrigatório o uso de óculos e luvas. O Leandro querendo mostrar-se prestativo começou a calçar os grampones recebeu a primeira de muitas repreensões das guias, que ao final, uma demonstrou uma admiração especial por ele.
Com todo mundo pronto e preparado, começamos a caminhada pelo gelo, antes ficou definido que iríamos sempre em fila indiana, pisando sempre com força para evitar qualquer risco. Caminhamos durante 2 horas, as paisagens são indescritíveis (desculpem a redundância, mas não há como descrever em palavras), a sensação de integração com a natureza é absurda, a beleza do lugar, do gelo, tudo se encaixa.
Pegamos a embarcação de volta, e nos dirigimos ao Hostel que iríamos ficar em El Chalten. No outro dia o que nos aguardava era o temido sandero (trilha) do Fitz Roy.
Sandero – Fitz Roy
Acordamos cedo, eram 7 horas quando saímos do Hostel em direção ao início do sandero. A ida levaria umas 5 horas, são 13 KM de subidas e descidas, um trilha classificada como difícil.
Começava com uma subida íngreme de 30 minutos, após mais 2 horas de solo plano, chegamos onde se separa o guri dos homens (como diria um autêntico gaúcho). Uma subida extremamente íngreme que exige muito esforço físico, levamos 1 hora e meia para superá-la, mas valeu cada suor de esforço. Quando alcançamos o topo, conseguimos avistar a base do Fitz Roy, uma montanha de granito de 3400 metros de altura, não há palavras para descrever aquele momento é algo único que não pode ser descrito, deve ser vivenciado, sentido. Na base da montanha, há um lago que nesta época do ano esta totalmente congelado, não resisti e fui caminhar sobre ele, não antes sem verificar se estava realmente totalmente congelado. Uma sensação única.
Após contemplarmos a paisagem e comermos nosso almoço (um sanduiche com pão duro), começamos a descida, já era meio dia passado e começava a ventar forte. Sabíamos que o caminho de volta não era curto. Quando chegamos à base do morro decidimos fazer uma parada, constatamos que estávamos encharcados de suor, meia, calça, casado, tudo estava úmido. Decidimos descansar um pouco e aproveitamos para dar uma boa “lagartiada” (banho de sol). Com as roupas secas, recomeçamos a volta. Chegamos no Hostel passado das 16, nosso ônibus que nos levaria de volta a El Calafate sairia às 18, só que um banho era mais que necessário.
Infelizmente, o Hostel estava lotado e não conseguiríamos tomar um banho, pelo menos não ali, então fomos a outro Hostel. Quase sofri um grave acidente, estava eu tomando meu banho merecido, após mais de 8 horas de trilha, quando após terminar o mesmo e abrir a porta para sair, escorreguei… Fiquei com a porta em uma mão, e a outra segurando a base que segura uma cortina usada para não molhar o banheiro, me bati às costas no lugar usado para abrir o chuveiro, me via, equilibrando a porta, com ambas as mãos ocupadas e fazendo malabarismo para não cair. Devo ter ficado assim durante alguns segundos, pensando como sair daquela inusitada situação.
Suportei o difícil sandero do Fitz Roy e iria me lesionar tomando um banho? Não iria suportar tamanha humilhação, então recuperei o equilíbrio, coloquei a porta no lugar com dificuldade e me livrei da inusitada e perigosa situação. Relatei o fato ao Leandro que não se furtou de dar seu comentário.
Retornamos para El Calafate, a viagem pra mim não existiu, entrei no ônibus e apaguei, estava realmente muito cansado.
Ushuaia – A Terra de fogo – O Fim do Mundo
Na sexta iríamos pegar o voo que nos levaria a Ushuaia, a chamada Terra do Fogo, ou o Fim do Mundo. Nosso voo atrasou 4 horas, aproveitei para recuperar as energias, dei uma cestiada básica no salão de embarque do aeroporto.
Já em Ushuaia chegamos ao Hostel, fomos conhecer a cidade e ver a programação do outro dia. Neste dia batemos uma bolinha com lós Hermanos sendo que após uma cobrança de falta perfeita realizada por mim, um não se conteve e me aplaudiu, o Leandro é testemunha do fato.
Sábado acordamos e nos dirigimos até o porto, pegamos um catamara que nos levaria até a Ilha dos Pinguins. Navegamos pelo Canal Beagle, este tem acesso tanto ao Oceano Pacífico como Atlântico, de um lado temos a Argentina do outro o Chile. Paramos em pequenas ilhas, onde avistamos diversos animais, como: pinguins, leões marinhos e diversas aves.
Chegamos ao destino final, a Ilha dos Pinguins, só que esqueceram de avisá-los que iríamos visitá-los, para nossa surpresa avistamos no máximo uns 20 pinguins, a guia explicou que nesta época eles estão chegando, a maior concentração se dá em dezembro e janeiro, eles usam a ilha como território de reprodução.
Após retornarmos a cidade, resolvemos ir ao topo de uma montanha, onde há um teleférico que possibilita uma vista muito bonita. No entanto, o mesmo estava parado para manutenção. Eu decidi não subir até o mirante, estava com meu calcanhar acabado devido ao Sandero do Fitz Roy. O Leandro encarou mais uma subida e após 1 hora chegou a uma bela vista da cidade, como pude ver através dos vídeos e fotos tirados por ele.
Durante esse tempo fiz amizade com um perro (cachorro), muito inteligente por sinal, no entanto, não consegui que ele me devolvesse o pedaço de pau que eu atirava para ele buscar. No local, alugavam bicicletas para quem quisesse, resolvi pegar uma e descer a montanha de bike, decisão mais que acertada. Adrenalina total, várias curvas e para melhorar, eu estava filmando tudo (na filmagem parece sem graça alguma, mas o momento foi show).
Decidi conhecer o Museu do presídio, não tinha entrado em nenhum museu ainda, resolvi encarar este. Os presos de Buenos Aires eram mandados para cá, o local era grande e bem conservado, sentia-se o clima pesado, mesmo ele estando totalmente desativado, já há algum tempo.
Para finalizar fomos apreciar mais uma ótima parilla que pelos meus cálculos era a quarta da viagem. Agora, domingo dia 7 de novembro de 2010, estou aqui no voo de volta escrevendo um pouco dessa viagem INDESCRITÍVEL…
Frederico da Luz – 07-11-2010
Eleições brasileiras de 2100!
Após refletir e analisar as propostas decidi votar em Augusto para presidente e em Vitória para governador. Seus planos de governo são semelhantes, o foco de ambos é a educação. A candidata a governadora quer qualificar os professores que trabalham nas séries inicias. Estes trabalham a criança, no seu primeiro contato com a sociedade entendo que este profissional, apesar de sua crescente qualificação nos últimos anos, deve ser mais valorizado, pois tem um papel decisivo na formação do cidadão.
Já o candidato Augusto tem um plano interessantíssimo para a educação superior, há uma grande fuga de pesquisadores atualmente. O plano contempla a valorização destes profissionais, incentiva suas pesquisas e proporciona a permanência dessas mentes brilhantes no Brasil.
Nosso País tem uma taxa de alfabetização muito próxima dos 100%, não existem analfabetos praticamente, todos os alunos antes dos 15 anos falam fluentemente duas línguas (espanhol e inglês), sendo que já estudaram 6 meses no exterior no país de sua escolha. A educação de nível superior é reconhecida internacionalmente pela sua qualidade.
Estava tranquilo e consciente de ter feito a melhor escolha, mesmo sabendo que os candidatos que concorriam com os que eu escolhi também eram bem preparados e tinham propostas interessantes, mas não com o foco em educação que para mim é o cerne da questão e causa principal de todos os problemas do País.
A taxa de violência vinha em queda e a saúde já era referência. Na verdade nosso país era o mais destacado no cenário mundial, estava faltando apenas a cereja no bolo, o ajuste fino na questão educacional. No meu entendimento, era apenas qualificar ainda mais os professores das séries iniciais e evitar a saída dos cientistas e pesquisadores para o exterior, pois no geral o Brasil estava muito bem, temos um dos melhores IDH do mundo.
Os debates do segundo turno foram de alto nível, debates de ideias inteligentes e interessantes sobre vários pontos cruciais para o Brasil. Bem acabo de votar, antes de sair, minha mulher convidou para irmos votar na seção dela e prontamente aceitei. O sistema de votação possibilita que o voto seja realizado em qualquer seção, há apenas a sugestão da mesma, nosso sistema eleitoral é referência a mais de século.
Após um domingo agradável em família, às 17 horas a votação é encerrada. Exatamente às 18 horas, para minha alegria meus candidatos se elegem. Nos seus primeiros discursos, convidam os candidatos derrotados para participarem do governo, com suas ideias e ambos aceitam o desafio.
Bem, você acha que isso é um filme de ficção? Ou um sonho muito distante? Eu não! Eu acredito no meu País, o Brasil. Temos um potencial incrível, um povo trabalhador e alegre, com um vasto território e beleza naturais únicas, por que não lutar por uma transformação? Vamos sair do comodismo, parar de reclamar, buscar alternativas para o que consideramos que não está certo. Vamos viver, lutar pelo que acreditamos.
Eu não me arrependo de tentar, fazer, ter atitudes, de viver… Me arrependo sim, do que eu penso e não faço, a inércia me agonia. E você se arrepende de quê?
Frederico da Luz – 31-10-2010
Grenal dos sonhos
Eu e minha namorada conversávamos tranquilamente pela manhã quando surgiu o assunto, qual o motivo da impossibilidade de ver o jogo no estádio ao lado de um gremista ou colorado? Nós, gaúchos não nos consideramos ser o povo mais culto e educado do Brasil? Então eu me via argumentando os motivos que possibilitariam isso e minha namorada de imediato comentou… Tu quer ver briga? Quer que as torcidas se matem?
Minha real intenção não era essa. Pensei… quando vou poder ver um Grenal com ela ao lado, ela é colorada e privá-la de comemorar um gol, seria justo? Hoje em dia só se um de nós assistir ao Grenal infiltrado em uma das torcidas, pois outra forma não há.
Bem, segui refletindo e pensando, se por “azar” ou “sorte” depende do ponto de vista de cada um, eu vier a ter um filho colorado, nunca vou ter esse prazer, não que eu torça por isso, mas não temos o poder de determinar certas coisas. Meu pai é colorado e felizmente deixou aberta a possibilidade de me tornar gremista para minha sorte.
Voltando ao começo, será que nunca vou poder ir a um Grenal e poder desfrutar deste clássico em família? Lá em casa somos 3 gremistas e 2 colorados, mas grande parte de minha família (avós, tios e primos) é colorada. Será que não somos educados suficientes para poder conviver socialmente em um estádio de futebol?
A dura realidade
Combinei de encontrar com meu irmão, assim que ele chegasse em Porto Alegre. Lá pelas 16:00 estávamos nos preparando pra entrar no Olímpico e encontrei um grande amigo que já fazia algum que não o via, como o futebol oportuniza coisas maravilhosas, além da emoção do jogo em si.
Antes disso, fui surpreendido pela chegada da torcida do Inter ao estádio, nunca tinha presenciado a forma como os torcedores adversários são conduzidos. Desculpem o termo, mas parece um rebanho, sendo tocado pela polícia. No dia era a torcida do Inter, mas se o Grenal fosse no Beira Rio seria a do tricolor, e mais uma vez pensei a que ponto chegamos… não somos capazes de respeitar a opinião e manifestação pessoal de alguém por um clube de futebol? A sociedade atual evolui na velocidade da luz em vários aspectos e em outros volta à idade da pedra. Bem, vamos ao jogo.
Entramos tranquilamente, bem nem tão tranquilo assim, antes de entrar no estádio me senti entrando em um presídio (na verdade, nunca entrei em um, mas imagino como deve ser), levava uma mochila com algumas coisas que acabara de comprar. O policial pediu para que abrisse a mochila e mostrasse o que havia dentro, prontamente atendi sua solicitação, que apesar de todo desconforto da situação foi muito educado. Ele verificou que não portava nada demais, e após uma revista pessoal liberou minha entrada.
Já fazia algum tempo que não via meu irmão e estávamos conversando já devidamente acomodados quando começa uma briga na torcida do Inter. Notei que ele ficou assustado, eu como infelizmente esse fato não é novidade, não dei muita importância. A polícia teve que intervir e a confusão estava formada. Fiquei ao mesmo tempo pensativo e triste, no começo do dia filosofava com a possibilidade de integração das torcidas e me deparava com o fato que nem as torcidas dos próprios times se entendem, falo assim porque sei que na torcida do grêmio isso ocorre também.
Tenho uma opinião pessoal sobre isso. Avalio que os “brigões” são pessoas frustradas e mal resolvidas, e externam todas suas frustrações em um estádio de futebol, pois para elas o clube é sua vida. O grêmio para mim é muito importante, mas não é minha vida, e sim faz parte dela.
Voltando ao jogo… o grenal foi o melhor grenal que já assisti, foi extremamente disputado e muito técnico, este em especial tinha um fato marcante, era o último clássico de Simon, que apesar de todas contestações que sofre é inegável sua qualidade.
Após uns 10 minutos de domínio do Inter o Grêmio tomou conta do jogo e marcou seu gol, poderia ter matado o jogo e não o fez, e grenal é grenal. O inter empatou, após o pênalti que deixou o grêmio com um jogador a menos. Mesmo assim o Imortal fez mais um, e o Inter buscou o resultado mais uma vez.
Fim de jogo, a nação tricolor sai do jogo com um gostinho de derrota, mas o resultado não freia a arrancada firme do Imortal rumo ao título na minha avaliação (não estou louco, eu acredito). E a torcida colorada comemora o resultado como se fosse uma vitória e segue sua preparação para o mundial.
Eu, após esse grande jogo e minhas reflexões estou aqui escrevendo esse texto, pensando… será que quando eu tiver meus netos, independentemente se sua escolha clubística vou poder acompanhá-los e curtir um Grenal ao lado deles? Ou isso só será um sonho…
Frederico da Luz – 25-10-2010
Política, a gente tem que entender!
Em tempo de eleições o assunto é este, então não tenho como não me posicionar. Qual o objetivo de um partido? De um candidato a presidência? Entendo que o objetivo final é o mesmo, independentemente do partido e /ou candidato, obviamente estou pressupondo que eles buscam uma melhora da sociedade como um todo, criem oportunidades para um desenvolvimento sustentável (é a palavra do momento, por que será? Será que estão querendo os votos da Marina?), invistam em educação, segurança e saúde.
Eu tenho uma opinião pessoal, em relação a isto. Acho que a educação é a base de tudo, povo sem educação, não visualiza as oportunidades e quanto estas aparecem, não tem a possibilidade de aproveitá-las justamente porque não tem a base. Como um povo que não conhece o porquê do momento que vivenciamos vai ter coerência e possibilidade de ter uma saúde adequada, o termo saúde é usado aqui não só como saúde física e mental, mas sim no sentido mais amplo de bem estar social. Já a segurança no meu entendimento tem como suas principais causas à falta de educação que diminuem as oportunidades e que só potencializam ainda mais a violência.
Eu pessoalmente sempre me considerei um simpatizante do PT, até pela questão familiar, meu Pai (Guto Nadal) foi um dos fundadores do partido em Quaraí-RS e teve importante papel na estruturação do mesmo na fronteira-oeste do RS. No entanto, hj não me considero simpatizante de nenhum partido, corrigindo, posso dizer que tenho uma simpatia pelo PV, considero que ainda o mesmo não foi contaminado pelo sistema (pode ser ingenuidade minha, mas…).
Bem agora entrando mais especificamente na eleição presidencial deste ano. Como cidadão me sinto extremamente decepcionado com ambos os candidatos, a propaganda eleitoral na minha opinião é a mais fraca desde 94, foi quando comecei acompanhar as eleições. Vocês conseguem ver as propostas? Os programas de governo?
Eu pelo menos não. São só ataques pessoais, um tentando denegrir e prejudicar o outro de todas as formas, e nós os eleitores como ficamos nessa história? Me sinto num circo, só que não como expectador e sim fazendo papel de palhaço, perdendo meu tempo em debates e programas eleitorais que não me dão nenhuma perspectiva quanto ao futuro de nosso País, o maravilhoso Brasil.
Um País como o nosso merecia algo melhor, temos um vasto e rico território, uma natureza privilegiada, um povo trabalhador e batalhador. Voltemos à realidade, estava sinceramente inclinado a votar nulo, mas não estava me sentindo bem com isso, parecia que estava fugindo da responsabilidade “tirando o corpo fora”, então decidi, coloquei os prós e contras dos dois candidatos e optei, obviamente não me sinto no direito de expor meu voto, até porque este espaço não é para isso. Mas tentem fazer esse exercício, comparem os prós e contras de ambos candidatos e decidam, não se eximam dessa responsabilidade, votem no menos pior, é o que vou fazer.
Frederico da Luz – 20-10-2010
A busca constante, a luta contra a inércia
Sou funcionário público e no trabalho escuto cada justificativa para não mudar procedimentos e métodos que entendo ultrapassados que beiram ao ridículo. Algumas pessoas têm aversão a mudanças, não querem evoluir, e qual o motivo disso? Entendo que há um comodismo demasiado, uma certa resignação e até mesmo uma inércia contagiosa.
Estas pensam… ”Mudar para quê? Isso não vai resolver mesmo… não vai dar em nada… sempre foi assim…
Por favor, gente! Acordem! O que vocês vieram fazer aqui (neste planeta)? Ganhar dinheiro, casar e ter filhos, isso basta? Não estou dizendo que isso não é importante, acho muito importante, e é um de meus objetivos pessoais de vida, mas isso é o fim? O objetivo maior? Existe objetivo maior?
Eu não tenho dúvida que sim, acho que isso é uma constante busca. Não esperem que chegue alguém e bata na sua porta, Sr. Fulano(a) seu objetivo de vida é o seguinte… favor cumpri-lo, ou senão, queimarás no inferno.
Não, não, não… Não funciona assim, o objetivo de cada um é uma busca pessoal, cada um tem o poder de descobrir qual será o seu objetivo de vida, e este pode ser mudado, adequado durante a vida, não há rigidez nesse sentido, só que a busca deve existir, devemos lutar contra a inércia.
Pessoal, mais uma vez esclareço. Escrevo o que penso, são percepções minhas, não tenho o poder de dizer a verdade, nem tenho essa pretensão, até por que a minha verdade, pode não ser a sua. Quero “tentar” ao menos, ajudar vocês a se “encontrarem” se ainda estão um pouco perdidos.
Frederico da Luz – 07-10-2010
A teoria da pedrinha
Quando estamos inseridos no problema então, a dificuldade para resolvê-lo é ainda maior. Isso acontece, pois estamos envolvidos dentro do processo e não conseguimos “enxergar” todo o contexto em que o problema esta inserido.
A teoria da pedrinha é uma técnica que possibilita rapidamente entender e perceber o contexto do problema, e conseqüentemente, ajuda na sua resolução. A teoria é muito simples.
Vamos materializar o problema como se o mesmo fosse uma pedrinha, do tamanho de uma bola de gude (no meu tempo chamávamos também de “bolita”). Feito isso, imagine que a pedra está colocada muito próxima ao nosso olho, praticamente tapando nossa visão, dessa forma não conseguimos ver nada, ficamos cegos. No entanto, se fosse possível pegar essa pedra e atirá-lá longe, em um lugar que se tornasse difícil de enxergá-la, o que aconteceria?
Fazendo isso não conseguiríamos visualizar todo o contexto no qual o problema está inserido? No entanto, sei que atirar a pedrinha longe, não é uma tarefa tão simples assim. Ai entra o papel dos amigos, pois normalmente o amigo, desde que não esteja envolvido no problema, não precisa atirar a pedra longe, ele já a vê longe e, por isso, para ele fica mais fácil visualizar todo problema.
Então, quando nos encontramos em uma situação difícil e com pouca força para atirar a pedrinha longe, procure um amigo, ele ajudará a atirá-lá longe, fazendo-a desaparecer de nosso campo de visão.
Frederico da Luz – 23-09-2010
Problemas: será que eles existem?
O que na verdade é um problema? Tente utilizar o seguinte raciocínio, para elucidar esta questão: partindo da seguinte premissa de que todo problema tem uma solução, ou seja, há uma forma de resolver a situação problemática não seria mais adequado apenas visualizar a palavra “problema” como uma meta difícil, mas possível de ser alcançada? Isso não nos levaria a perceber que podemos encontrar uma “resolução” da situação que definimos como um problema?
Dessa forma, percebendo que é verdadeira a premissa de que o problema necessariamente deve ter uma solução, o mesmo não deixaria de ser um problema? Então qual a vantagem de ficar preocupado ou desgastado, devido aos problemas já que estes pelo exposto na verdade não existem? No caso de todo problema ter uma solução, ao obter-se esta, aquele deixa de existir, ficando resolvido, momento que se vê a importância de procurarmos a solução no lugar de lamentar os problemas.
Agora analise outra situação, há “problemas” em que a solução não depende da nossa vontade, ou não esta a nosso alcance a resolução. Deve se ter serenidade e compreensão para aceitar que existem coisas que fogem a nossa capacidade, e isso faz parte da vida. Se não fosse assim com certeza meu time de futebol seria campeão todo o ano, só pela minha vontade.
As pessoas são capazes de enfrentar e superar problemas, ou melhor, obstáculos que são de difícil superação, mas que não são impossíveis de serem ultrapassados. No final das contas, devemos ter em mente que a real importância está na satisfação obtida ao resolver um desses “grandes problemas”, essa conquista é algo que deve ser apreciado e valorizado.
Então por que não focar no lado positivo do problema?
Não tenham dúvida, ele existe.
Frederico da Luz – 02-09-2010
A crítica útil
A crítica útil ou construtiva, além de apontar e demonstrar uma insatisfação pessoal em relação a alguma coisa ou pessoa nos faz pensar e criar alternativas para que esta seja “resolvida”. Aí esta o detalhe que diferencia a crítica que gera o crescimento e aperfeiçoamento (defino-a como útil ou construtiva), das que tem apenas o intuito negativo, não dando margem a possibilidade de resolução e crescimento.
Estas, além de não acrescentar nada, deixam a pessoa criticada em uma situação muito delicada. A mesma fica sem “um caminho” para lidar com aquela situação, já que o atual não é suficiente e a visualização de uma alternativa que possa suprir essa lacuna, fica imposta a ela. Geralmente isso é um complicador, pois em princípio o problema não existia, ou, pelo menos, não era percebido.
Parto da premissa de que, se há gasto de energia e tempo criticando algo, deve se gastar, no mínimo, a mesma quantidade tentando criar alternativas para solucionar o problema levantado. Se não for assim, qual seria a real função da crítica? Se criticar não gerar um “salto” ou melhora em relação a alguma coisa, para que existe ela?
Isso nos faz refletir, sobre muitas coisas que passam despercebidas durante o corre-corre do dia a dia. Por que fulano não faz isso diferente? Será que ele não percebe que existe uma forma mais “correta’ para esta situação?
Além do seu criar alternativas, a crítica útil deve ser também trabalhada para que a pessoa que a receber perceba que a intenção do crítico é o crescimento do criticado ou aperfeiçoamento de determinada situação. Isso só é possível, se quem realiza a crítica consegue deixar claro a sua intenção. Isso não é tarefa fácil.
Infelizmente, em algumas situações, as pessoas não recebem bem a crítica, e não raro, interpretam-na como uma afronta pessoal. Ter a sensibilidade de expor e se expressar, na hora de fazer uma crítica, é uma habilidade interpessoal a ser trabalhada, para tudo existem formas, e formas de se fazer.
Então, criticar é útil, ou não?
Frederico da Luz – 22-08-2010