Mulher trai, homem se distrai


Você já escutou essa frase? Fiquei refletindo a respeito. E de certa forma, concordo. Por favor, calma. Deixem tentar explicar, não estou incitando nada.
Vejo isso da seguinte forma. Nós, homens, temos a questão primitiva mais aflorada, a questão animal. Necessitamos estar nos reafirmando constantemente, e uma forma de fazermos isso é nos “distraindo”.
Entendo que a maioria das mulheres, está em uma fase mais evoluída, não gosto de criar rótulos e padrões. Mulher é santa, homem cafajeste. No entanto, percebo essas diferenças. Talvez seja apenas uma percepção equivocada, confesso que não tenho argumentos que justifiquem isso.
As mulheres são mais seguras, mais decididas, não precisam dessa constante necessidade de reafirmação. Entendo que são mais evoluídas. Nós homens, devido a certa insegurança, necessitamos estar nos reafirmando constantemente e uma forma de fazer isto, é pegando todo mundo, sendo o garanhão, o macho alfa.
Os homens tentam preencher o vazio da insegurança assim, enquanto a mulher, quando o faz não busca afirmação e sim carinho, atenção. Mulher quando se envolve, dificilmente é apenas atração física, sexo.
Hoje vejo que essa diferença esta sendo cada vez menor, a uma tendência cada vez maior da igualdade, e isso implica na masculinização feminina em alguns aspectos. O mundo de hoje requer isso das mulheres, triste, mas é fato.
Não sei se o que escrevi é realidade, ou apenas mais de uma de minhas “viagens”. Se é “certo” que os homens se “distraiam” às vezes desde que a mulher não saiba. Isso é discussão para outro texto…O que os olhos não vêem o coração não sente?

Frederico A. S. da Luz – 09-05-2012

Queria ser burro!

Não que eu me ache inteligente. Apenas tive a sorte de ter oportunidades e as aproveitei.
Queria ser burro, para não ficar praticamente 24 horas por dia conectado.
Queria ser burro, para poder acordar a hora que bem quisesse.
Queria ser burro, para não ter responsabilidade, a não ser com minhas necessidades vitais.
Queria ser burro, para sonhar e não criticar meus sonhos colocá-los em prática, sem rodeios.
Queria ser burro, para me permitir sentir mais, ser mais afetivo, mais romântico, intenso.
Queria ser burro, para não precisar agendar todos meus compromissos, limitando se a dizer foda-se.
Queria ser burro, para não distinguir o certo do errado, para viver a vida de forma leve, sem preocupações.
Queria ser burro, para rir e chorar quando tiver vontade, sem me importar com status ou posição social.
Queria ser burro, para curtir a natureza, a maioria das coisas que temos nos é dada de graça, ou o ar que respiramos é cobrado?
Queria ser burro, para abraçar, beijar, ficar perto, pouco me importando sobre o que as pessoas vão pensar sobre isso.
Queria ser burro, para simplesmente viver a vida. Sentir os sentimentos da forma mais intensa e primitiva que existe, fazendo apenas…
Você não queria ser burro?

Frederico A. S. da Luz – 07-05-2012

O SE, não existe

Quem nunca alguma vez na vida se percebeu pensando da seguinte forma:

– SE eu tivesse feito isso…

– SE eu tivesse feito aquilo…

Algumas pessoas tentando justificar seu momento atual alimentam e reforçam decisões que hoje avaliam não terem sido as mais adequadas à época.

Não podemos de forma alguma, nos cobrar que tenhamos tido uma decisão diversa, baseado nas experiências e vivências, após a decisão tomada, ou seja, com a experiência de vida que obtivemos posteriormente.

Não é melhor, ao invés de lamentar a decisão, hoje entendida como equivocada, aprender com toda experiência que ela proporcionou? Crescer, evoluir, subir mais um degrau, estamos aqui para isso, seja no aspecto, pessoal, profissional, espiritual. Cada um respeitando seu tempo.

Não podemos voltar no tempo, então é bola pra frente. A vida é assim, feita de erros, acertos, vitórias, derrotas, momentos felizes, tristes, faz parte. Ficar lutando contra fatos que não temos como mudar é perda de tempo, desgaste de energia. Saia deste ciclo aproveite a situação para crescer, ficar mais forte.

Falando parece simples, sei que não é. Me considero um ótimo teórico. Quando falamos de sentimentos, sensações, não podemos usar a matemática, não existe conta exata, são vários fatores, e a ordem destes influencia e modifica o produto.

Só que temos, mesmo que não seja simples, muito menos fácil, aprender com tudo que a vida nos ensina. As coisas que acontecem a nossa volta e nos fazem refletir, pensar, ficar triste, recluso, na verdade são apenas gatilhos, esses sentimentos que elas ressaltam estão em nós, o fato ou situação só fez aflorar aquilo que temos que resolver internamente.

Não somos perfeitos, e sim humanos, suscetíveis a erros, falhas, desencontros. Viemos para esta vida, para evoluir, ser feliz, mesmo que às vezes não pareça muito bom, e até péssimo. Tudo serve para alguma coisa, que com o tempo irá ser compreendida. Isso é uma crença minha, me ajuda a superar os momentos difíceis.

Frederico A. S. da Luz – 09-05-2012

Esclarecimentos do texto – Relacionamentos, ou “propaganda de margarina”?

Esse texto, até o momento foi o que mais obtive retorno, tanto em acessos ao Blog, como conversas, email, enfim, foi o que fez mais barulho. Confesso que gostei. Senti uma sensação muito boa com esse retorno. Apesar de achar que escrevo mais para mim do que pra qualquer pessoa. Meus textos não são indiretas para ninguém, quem me conhece sabe que se tenho algo a resolver falo olhando no olho, acho que é assim que devem ser resolvido os problemas.

Vejo que algumas pessoas entenderam o texto de uma forma que não foi a qual me propus quando o escrevi. Quando citei o exemplo dos meus avôs com mais de 50 anos de casados, de forma alguma estou condicionando a felicidade de um relacionamento estar diretamente relacionada ao tempo de duração do mesmo. Entendo que há sentimentos que por mais breves que tenham sido, sejam superiores a relacionamentos de longos anos, não é essa a questão.

Hoje mesmo entendendo e percebendo que a vida mudou e consequentemente os relacionamentos mudaram, é difícil desfazer o sonho ideal de um relacionamento, digamos “propaganda de margarina”, sempre na vida estamos em busca de um ideal, seja no lado, profissional, pessoal ou espiritual é isso com que faz que as pessoas se mexam, corram atrás de seus sonhos e desejos, ou seja, o alcance do ideal.

Apesar dos textos serem de minha autoria, no momento que cada um lê, não fazem mais parte só de mim, pois quem o lê se projeta ali, não são as experiências de vida do Frederico que estão sendo ressaltadas e sim a experiência de cada um identificada, ou não com o que está escrito.

Por favor, não queiram que eu esteja escrevendo o “certo”. Não tenho, nem vou ter essa pretensão, só que se de alguma forma o texto mexeu com você, ele apenas foi o gatilho, isso que surgiu já estava em você, o que você faz com isso é responsabilidade sua.

Escrevo por que me dá prazer e acho que mais ajudo do que atrapalho, mas sei das minhas limitações e imperfeições. Tenho 30 anos, acho que já aprendi bastante coisa nessa vida, mas cada dia vejo o quanto que tenho que aprender. Estamos aqui para isso, para um constante aprendizado, sempre tendo em mente, que ninguém é melhor do que ninguém, todos somos importantes na sua forma e atribuições, cabe a cada um procurar isso dentro de si, ou não, a escolha é pessoal.

Abraços e uma ótima semana!

Frederico A. S. da Luz – 07-05-2012

Relacionamentos, ou “propaganda de margarina”?

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Atualmente tudo muda em um piscar de olhos, o que antes levava séculos, hoje alguns anos são mais que suficientes. A informação é global, se acontece algo em algum lugar há reflexo imediato em todo mundo, praticamente no mesmo instante. Todo esse contexto, correria, transformação e constante mudança, afetaram os relacionamentos. A relação homem mulher, melhor dizendo, a relação de amor entre duas pessoas, independentemente de sua opção sexual.

Atualmente é mais fácil, trocar, mudar do que consertar. E isso se reflete nas relações, há algumas décadas atrás, conseguir pegar na mão da menina levava alguns meses, hoje para transar não precisa mais que algumas horas de conversa, em algumas situações nem isso. Em que parte da “evolução” (ou melhor, desevolução – não sei se existe essa palavra) esquecemos da afetividade, do carinho, da conquista, do andar de mãos dadas?

As relações entre as pessoas tornam-se frias e distantes. Senão rolar o sexo do prazer total, se ambos não forem sarados, felizes, realizados, não vale, não basta, falta algo… no outro. E ai o que acontece? Como se fosse um objeto qualquer trocamos, a culpa não é minha e sim do outro que não serve, e segue-se no ciclo, não deu, joga fora, tem outro logo ali.

Entendo que o Amor hoje em dia é uma escolha entre duas pessoas. Antes dele acontecer, ambas precisam ser felizes, se bastarem para si próprias, se amarem, apesar dos defeitos que cada um trás consigo, somos humanos, logo essa condição da imperfeição é comum a todos, senão estaríamos em outro plano, não aqui.

Ainda hoje nos surpreendemos como alguns relacionamentos duram tanto tempo. Falando um pouco de mim, tenho o privilégio de ter todos meus avôs vivos, casados e felizes. Ambos têm mais de 50 anos de casados, fora o tempo de namoro. Tenho certeza que durante esse tempo tiveram crises, dificuldades, mas também muitos momentos de felicidade e alegria. Uma frase que li no facebook, me chamou a atenção e me tocou. Perguntaram a um casal com mais de 60 anos de casados, como a relação deles dura tanto tempo? Eles responderam:

– No nosso tempo quando as coisas se estragavam, ou não iam bem, a gente consertava.

Fiquei alguns minutos refletindo sobre isso, e concluí o quanto de verdade há nesta frase. Hoje ao menor dos problemas, nos desfazemos das pessoas. É mais fácil, mais conveniente. Se enxergar e perceber que provavelmente o problema não esteja no outro e talvez em si próprio não seja algo agradável de fazer, tão pouco sentir as sensações que isso provoca. A reflexão inquieta, às vezes deprime, dói olhar lá no fundo, mas vale à pena encarar, isso gera descobertas incríveis.

Enfim, nos venderam, pelo menos na minha infância, os relacionamentos “propaganda de margarina” família feliz ao redor da mesa, todos lindos, cheirosos e felizes. Sabemos que as coisas não são sempre assim, mas mesmo não sendo, eu contínuo acreditando no Amor, pois acredito nas pessoas…

Frederico A. S. da Luz – 03-05-2012

Largue o controle

Você já se enxergou na seguinte situação, de muita irritação devido às coisas não terem saído conforme o planejado. Mesmo fazendo tudo “certo” para aquilo acontecer? Não raro, isso acontece. E às vezes, não há culpados. Simplesmente a vida, por um motivo ou outro, não o quis assim.

Adianta espernear, ficar bravo, irritado, estressado com o fato que não ter acontecido o planejado? Entendo sinceramente que não. Óbvio que temos o direito de sentir algum tipo de frustração quando algo que planejamos e trabalhamos para tornar realidade não acontece, ou não sai como gostaríamos que saísse.

Entendo, no entanto, que esse fato ou situação não ocorre por uma simples, ou mera coincidência, acredito que isso acontece, para aprendermos alguma coisa. A ótica com que visualizamos as situações sempre têm dois polos, o positivo e o negativo, mesmo em casos de extrema felicidade e tristeza, sempre podemos colher algo, seja bom ou ruim, a opção do que potencializar é nossa.

A vida nos mostra que por mais perfeito que possamos ser, temos que ter sempre a consciência e serenidade para compreender que não controlamos a vida. Temos que ter a humildade de aprender isso, ou senão, como diz uma expressão gaúcha, é seguir dando murro em ponta de faca.

Frederico A. S. da Luz – 01-05-2012

Pedalada na europa – Via Claudia Augusta

Quem quiser acompanhar a aventura é só acompanhar o Blog:

http://www.viaclaudiaaugusta2012.blogspot.com.br

Há cerca de 2.000 anos, os romanos abriram esta rota para ligar o centro do império às ricas províncias no norte através dos Alpes. Durante séculos ela foi a principal ligação entre o centro do império e as ricas províncias germânicas da baviera. Só para se ter uma idéia, o caminho tinha um movimento diário de 300 carroças por dia.
Agora, a rota foi transformada em uma enorne ciclovia que parte de Donauwört (Alemanhã) e vai até a Itália, cruzando os Alpes pela Austria e Suiça. Pedalaremos cerca de 550km até a cidade de Roveretto, logo após Trento em aproximadamente 9 dias.

Fazer, ou não fazer?

O quê fazer? Na verdade essa é a questão.
Me sinto às vezes paralisado, só que ao mesmo tempo inquieto. Sinto que devo dar uma grande guinada na vida, só não sei qual.
A ansiedade com minha inércia, me angustia, sufoca, chego a literalmente paralisar.
O racional tenta encontrar alguma saída, o emocional se expande e eu paro, congelo, fico imóvel.
O que será isso?
O que devo fazer para me livrar dessa sensação tão ruim.
Tento ficar tranquilo, pensando da seguinte forma:
No momento certo saberei o que e quando fazer.
O problema é a ansiedade, essa não me larga, ela sou eu literalmente.
Quero que as coisas aconteçam pra ontem, só que lutar contra o tempo e a vida é algo que não se deve fazer, até por que não há vencedores nesta situação, apenas derrotados e estes já são conhecidos.
Por que temos ansiedade? Por que não conseguimos viver no agora, ou sofremos com os erros do passado, ou nos angustiamos, com a incerteza do futuro. E esquecemos de viver a única coisa que realmente existe, o presente.
Simples assim, devemos viver o presente, o momento, o agora, o resto não existe, o passado já foi, o futuro ainda virá, o concreto é o hoje.
Compreender que existem coisas que não são racionais, lógicas é um passo a ser dado, difícil, no entanto, necessário. Aceitar as coisas que não podemos mudar é algo complicado, nos sentir de certa forma impotente é alto frustrante, só que entender e perceber aquilo, faz bem.
Temos limites, eles são feitos para compreendermos certas coisas, que a vida quer nos ensinar.
Não estamos no controle, reconhecer isso, é um bom começo.
Tá…então, resumindo o que fazer?

Frederico A. S. da Luz – 19-10-2011

Alguém

Tu sabe? Se sabes me conta? Fala, não esconda nada? O quê? Tens certeza? Absoluta?
Bem, então tudo bem, fiz a coisa certa.
Estava inseguro na hora da decisão, estas palavras, acalmaram …
E agora o que resta? Não, isso não, não pode ser verdade?
Disseram que nunca isso iria acontecer. Bem, eu sabia, nunca diga nunca.
E agora, o que fazer? Essa alternativa não existia, e algo realmente existe, antes de acontecer?
Acho que não, ou …
Certo ou errado?
Que, tens razão? Absoluta certeza?
Tudo bem, agora sei, que não sabes nada, certeza não existe, ninguém a tem.
O que? Não, isso outra vez?
Não a mais o que fazer, é…
Opa…claro, era isso, como pude não perceber, tudo se encaixa, se resolve, com certeza, tudo…
Certeza, que falta tu me faz, e que bom que não existas, sem ti, consigo relaxar, viver, sonhar, sentir…
Quero, sim, eu quero, posso?
O que, como assim? Tens certeza? Claro…sim, eu sei.
Então tudo bem, tudo certo, nós…
Nós? Quem nós?
Hum…entendi, agora sim, entendi com certeza.
Obrigado.

Pedalada nos Andes – http://cruce-de-los-andes.blogspot.com/

A expedição Cruce de los Andes é uma travessia ciclística que partirá de Mendoza (Argentina) no dia 31 de outubro de 2011 e pretende chegar em Santiago (Chile) em 05 de novembro. Os 350 km serão percorridos em 6 dias por César Fernando Cavalli, Frederico Augusto Silva da Luz e Leandro Luis Daros. Cruzar a Cordilheira do Andes é um desafio que inclui distância, altitude superior da 4 mil metros, vento (viento blanco) e um roteiro com muitas inclinações. Utilizaremos a rota tradicional pela Ruta Internacional 07 e o paso del Cristo Redentor, que esperamos que não esteja cerrado.

O blog terá atualizações diárias desde a Cordilheira dos Andes, com fotos e filmagens. A intenção do blog é apresentar detalhes sobre a preparação, equipamentos, participantes e diário de bordo da expedição.

http://cruce-de-los-andes.blogspot.com/