Meus votos para o Ano Novo!

Festas
Enfim, estamos finalizando mais um ano!

Antes de sair para minhas desejadas férias, em que vou dar um respiro total a minha mente, vou fazer uma breve análise do ano!
Para uns o melhor ano; para outros um ano de grandes desafios… emoções melhores, poucas emoções… o meu posso dizer que foi um ano para lá de intenso! E tenso também! Fortes emoções em ambos aspectos: momentos de verdadeiro desespero e pavor.. momentos outros de realização! De sonho, e, posso dizer, de verdadeiros milagres!

Este ano eu compreendi com profundidade aquela famosa frase de que “A fé move montanhas”! Incrivelmente, move mesmo! Realizei coisas que queria muito… mas que eram sim impossíveis aos meus olhos! Apenas insisti em acreditar muito no que queria.. e, para minha grata surpresa, realizei! Um misto de alegria e espanto!

Mas antes da realização, tiveram momentos de muita, muita tensão, medo e pavor! Mas eu vinha de um momento tranquilo… tranquilo até demais para ser sincera, de modo que hoje compreendo que o cultivar constante de uma Fé derrama sobre nós forças impressionantes nos momentos que mais precisamos! Não era um momento nada desejado, mas eu não reclamava. Não sei se era meu desejo, ou minha intuição, mas eu simplesmente sentia que eu precisava transpor aquelas barreiras, para que meu objetivo se realizasse!

E hoje, findando o ano, vejo que não, não colhi tudo que desejava não, estou sendo bem sincera. Queria ter colhido mais! Santa impaciência.. uma parte dos frutos ficará para o ano que vem, fazer o que! Mas… em compensação.. o fruto que veio… foi sem dúvida o melhor que poderia ter vindo! Minto, foi muito mais! Foi verdadeiramente muito melhor do que eu havia imaginado.

E depois disso tudo, quando vem o momento de desejar boas festas, eu paro para refletir as palavras que direi aos meus afetos. Gosto que minhas palavras tenham um significado a mais, e retratam aquilo que realmente quero dizer, e não apenas o que a praxe diz.

Em regra, desejamos paz, felicidades, amor.. realização, sucesso.. e
tudo tudo de muito bom para o próximo ano!
Desta vez, entretanto, vou ousar quebrar a praxe. Isso tudo muita gente vai falar!

Eu vou então desejar apenas Equilíbrio e Discernimento, para que você, e eu, e minhas queridas pessoas saibamos enfrentar com sabedoria as encruzilhadas da vida! Sim, sinceramente, não desejo que seu ano seja completamente de paz. Paz em excesso também cansa! Gera monotonia! Não nos dá motivo para lutar, vencer, comemorar e evoluir!

Temos medo dos problemas.. mas depois que superamo-os, vemos o quanto eles foram necessários em nosso caminho!
Por isso, desta vez, vou desejar a todos um ano temperado com desafios e dificuldades suficientes para fazer florescecer equilíbrio, luz e Fé e para que, cada um, ano final do ano, possa se surpreender com a força que incrivelmente pode surgir de dentro de seu ser!

Feliz Natal e um Surpreendente 2013!

E, por fim, muito obrigada a todos pela companhia da leitura e pelas palavras de incentivo neste projeto gostoso!

Um grande abraço!

Josi Sonagli

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Armadilha do Sucesso!

sucesso
Dizem que em time que esta vencendo, não se mexe.
Creio eu, entretanto, que esta máxima deveria ser revisada. O sucesso, a realização em qualquer campo da vida traz como consequência, além da maravilhosa sensação de vitória e desejo de comemoração, o conforto e a ideia de que “chegou o momento de usufrui”.

E é justamente neste momento – penso eu – que nos deparamos com uma grande armadilha da continuidade do sucesso: o próprio sucesso.
O contentamento absoluto, enquanto meta, é a força propulsora da luta. Mas, quando vira realidade… traz consigo o indesejado comodismo.

Reconhecer os próprios méritos, comemorar as boas colheitas e se permitir relaxar é sim, preciso. Porém, assim como no caminho da luta deve-se dedicar um tempo ao descanso, também no momento do conforto da vitória é importante dedicar uma atenção a luta.

O mundo é literalmente um círculo em momento. E diga-se, em alta velocidade. Mudam-se os hábitos. Muda a cultura. É preciso que estejamos atentos às mudanças, para não perdemos a percepção da realidade em que vivemos. E isso vale tanto para o campo das relações pessoais como na área dos negócios profissionais.

O que deu certo em determinado momento, pode tornar-se ultrapassado e sem efeito, em instantes seguintes. E então, continua-se a fazer as mesmas coisas, agir da mesma maneira, observar o mesmo processo.. sem colher os mesmos frutos! E daí vem o desespero, as dúvidas, a busca por respostas inexistente: é simplesmente o momento que clama por novas atitudes.

No campo dos negócios, vemos diversas empresas que um dia dominaram o
mercado por determinado período, cujo sucesso encheu o brio e os olhos dos administradores a ponto de não enxergarem o momento de inovar. Decaíram, porque insistiram em continuar com os métodos defasados… por orgulho diante da necessidade de mudar; de seguir novas ideias.

Também assim nos relacionamentos afetivos, muitas vezes reclamam os pares que o outro mudou, que não é mais o mesmo, por isso as coisas esfriaram e acabaram. De fato, todo aquele que busca evoluir vai modificando certos comportamentos ao longo do tempo. Apenas estátuas não mudam. Esperar que o outro atenda ao longo da vida sempre as nossas expectativa, e seja sempre aquilo que sonhamos é se confortar demais com o sucesso alcançado no amor, e deixar que o comodismo nos engesse, nos cegue, e nos impeça de evoluirmos.

Por isso, ao atingirmos o sucesso, brindemos, louvemos e continuemos o movimento, atentos às mudanças que ocorrem a nossa volta, e que exigem de nós inovações de comportamento e atitude para realizá-las.

Josi Sonagli

REFORMA DO CÓDIGO PENAL: o problema está na lei ou na educação?

Cadeia
Um tema que atualmente tem sido objeto de discussões na mídia, nos meios acadêmicos e sociais, é a necessidade de reforma do Código Penal.

Muito estudiosos do tema debruçam-se sobre um amplo estudo sociológico e jurídico, com o objetivo de introduzir na ordem jurídica leis que possam efetivamente reduzir a criminalidade.

Afirma-se que o Brasil “é o país da impunidade”, motivo pelo qual a criminalidade é crescente! A partir de tal constatação, o poder público, juntamente com a sociedade, mobiliza-se para promover mudanças legislativas, e aplicar uma punição mais severa.

Porém, neste quadro, ocorre-me um questionamento? É de fato a impunidade o elemento principal do avanço da criminalidade? Quais as reais razões que levam um indivíduo a praticar uma conduta criminosa?

Suponhamos que eu ou você estejamos diante de uma pessoa de quem temos uma raiva absurda, e esta pessoa faz uma provocação ou pratica diversas condutas que nos causam prejuízos e dissabores. A nossa reação imediata, muitas vezes, é querer dar uma surra ou um sumiço na pessoa!

Porém, se consideramos que somos pessoas bem instruídas, e como consequência temos diversos planos de vida, de viajar, de adquirir coisas, bem viver.. nós teremos um controle imediato sobre nossos instintos, pois sabemos que há coisas muito melhores a serem vivenciadas.

É verdade que pessoas bem instruídas também cometem crimes, bem sabemos. Porém, o que leva uma pessoa que tem um mínimo de cultura e visão social deixar de praticar crimes: o medo efetivo da reprimenda ou o temor de ter que mudar todos os planos de vida?

A educação, a cultura, instigam a atividade criativa; despertam as pessoas para idealizar metas, desejar determinado estilo de vida, e isso independentemente no nível socioeconômico: cada qual idealiza as metas que bem entende, e segue atrás do seu caminho.
Porém, um indivíduo sem a menor cultura, sem qualquer objetivo de vida, vai temer o que?

Por mais rígidas que sejam as leis penais, mas diante da intensificação das campanhas em prol dos Direito Humanos de todas as pessoas, dificilmente um indivíduo vai sofrer as reprimendas em grau máximo, sempre sendo possível, ainda, favorecer sua condição por um benefício aqui e outro ali.

Sem educação, um indivíduo não tem a percepção de desejar um nome limpo; não tem uma concepção moral formada a ponto de compreender que praticando um crime (seja homicídio, seja tráfico de drogas, etc, etc), estará destruindo a vida de muitas pessoas relacionadas com a vítima direta de sua conduta….

Sem educação e cultura… o indivíduo não tem percepção do que significa respeito… mas principalmente.. não tem um objetivo de vida a ser alcançado.

E se não há ideais e sonhos a serem perseguidos, não tem nada a perder. Não fará diferença responder um ou mais processos, ou passar um tempo a mais privado da liberdade, já que não terá mesmo nada mais interessante para fazer…

E se desafiar a lei e a sociedade podem trazer alguma satisfação pessoal , ainda que apenas pelo gosto do desafio.. a tendência é que o indivíduo continue a delinquir até que desenvolva uma percepção de que existem coisas muito mais prazerosas a serem feitas. Pois bem, eis a questão: como um indivíduo vai aprimorar a sua percepção sem um mínimo de cultura e educação?

As pessoas movem-se por aquilo que lhes desperta o interesse! O medo punição pode fazer com que as pessoas cuidem mais de suas ações… mas enquanto a prática do crime for a única coisa que desperta emoção no indivíduo, será, um lei mais severa, capaz de fazer alguma diferença?

Josi Sonagli

A BELA HISTÓRIA QUE EU QUERIA ESQUECER

Havia uma história que eu queria esquecer.
Não que não fosse uma boa história, mas, como tudo na vida, ela chegara ao fim.
E então, era preciso arrancar as raízes do aterro da alma, para que, livre, a alma pudesse viver novas histórias.

Mas o que fazer, se a história não te liberta? Se as raízes mais parecem feitas de concreto, do que de lembranças?

Desapegar é preciso; porém não é fácil. Decidi utilizar diversos recursos.

Outrora, uma estimada amiga – pessoa de grande espiritualidade – disse-me que nos momentos mais cruéis da vida podemos recarregar as forças com a energia divina, e utilizar, para isso, os recursos da natureza. Disse-me ela para que, quando eu sentisse necessidade, me colocasse em contato com os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar, ao mesmo tempo.

Sim sim, na teoria tudo belo, bonito e interessante. O apreciar a natureza – algo que me é próprio – fez com que eu achasse isso tudo muito lindo. Então.. pensei… “a idéia é boa sim, mas dá muito trabalho”.

A complexidade de cada coisa é algo que a gente define a medida de nossa necessidade. E, sendo assim, no ápice do meu desespero, a ideia já não me pareceu tão trabalhosa assim.

Não era verão ainda, mas morar em uma cidade de praia te deixa pertinho das forças da natureza, em qualquer estação do ano. Fui para uma praia.

“Terei ar, terei terra (areia), terei água”, pensei. O fogo, naquele momento, era o meu principal elemento: reunir as coisas materiais que transformaram em concreto a raiz da história que eu queria esquecer.

E assim, lá fui eu, rumo ao meu último recurso para detonar as belas e cruéis lembranças que me impediam de seguir. Cheguei em uma das lindas praias da cidade, e, como ainda era inverno, o chão de areia era praticamente minha exclusividade. Alguns surfistas pegando onda, raros caminhantes pela praia, e eu, com a história que tinha que apagar.

De posse do material, peguei minha caixinha de fósforo, tentando fortemente acreditar, que alguns simples pedaços de papéis queimados pudessem arrancar do meu coração a história que findara. Fazer uma fogueira na praia não é lá das tarefas mais fáceis. Então, cavei um buraco na areia e lá coloquei tudo aquilo que já me impedia de pensar.

Fogo, para mim, sempre foi sinônimo de pavor. Porém, é incrível como a cada momento, diante de cada necessidade, somos levados a ter uma nova percepção de cada coisa. E então, me vi ali, na imensidão daquela bela praia, sentada naquela areia fina, com uma brisa maravilhosa na face, e minha pequena fogueira, que aos poucos, fazia com que eu descobrisse, no fogo, um instrumento libertador.

Era meio espantoso tudo isso.. de um lado minha alma parecia estar ficando mais leve… de outro… eu parecia uma pessoa muito sem noção, queimando coisinhas em um buraco de areia na praia. Dá para ter noção? Acredite, cheguei até a acender um incenso (sim, consegui) para completar meu ritual! “Se é para apelar, que seja por inteiro”!

Mas, era, simplesmente, uma história que minha mente precisava apagar.

O fogo então acabou… olhei as cinzas das lembranças… imagine… a vontade é querer levar as cinzas embora, junto comigo! Mas olhe, a incoerência! Não fui ali mesmo para apagar? O que mais vou querer carregar, oh céus?!?!

E num ímpeto insano, peguei aquelas cinzas já misturadas com areia, e fui correndo em direção ao mar! Soltei tudo aos ventos, para que a vida levasse o que a alma não deixava, e enfim, me libertasse para o que mais eu ainda ansiava realizar!

Não posso explicar aqui, em palavras, o que senti ao ver o vento levando as cinzas daquelas boas lembranças, mas foi algo surpreendentemente libertador.

Parece sim, coisa louca, uma coisa nada a ver! Sim reconheço! Mas é realmente impressionante o que alguns pequenos gestos podem trazer de revitalizador para nossa alma!

Hoje já não me preocupo mais se as coisas que farei parecerão insanas ou sem sentido; se parecerão perda de tempo ou bobagem! Preocupa-me, apenas, fazer qualquer coisa que traga a paz e o equilíbrio, e que minha alma tenha sempre leveza ao viver!

Josi Sonagli

EXISTE DIREITO A UMA SEGUNDA CHANCE?

Esta semana, uma revista de circulação nacional trouxe como reportagem principal, a análise da vida de pessoas que foram condenadas pela prática de homicídios que chocaram o país, em razão das circunstâncias brutais em que foram cometidos.

Em todos os casos relatados, consta que os indivíduos cumpriram integralmente a reprimenda que lhes fora imposta, considerando-se os benefícios obtidos, de modo que atualmente consideram-se “quitados” com a justiça.

“Paga a dívida”, a reportagem retrata que todos buscaram seguir o rumo, e, após ingressarem no regime semi-aberto, dedicaram-se a caminhos alternativos para reconstruir a vida. Alguns ingressaram na faculdade, formaram-se e seguiram uma profissão; outros converteram-se a uma vida religiosa; alguns com mais facilidades financeiras, outros nem tanto. Mas, em todos os casos, nenhum dos condenados quites com a justiça, voltou a delinquir.

Ao contrário, embora tenham passado mais de 5 anos na prisão, por força do regime fechado, convivendo com vasta gama de marginais, não se contaminaram na universidade da delinquência.

Alguns arrependidos do passado, utilizam-se de recursos para não serem reconhecidos, tais como utilizar sobrenome de casado, ou um segundo sobrenome não divulgado. Outros ouvem silentes as críticas.

Todos, creio eu, gostariam de retirar da alma o fardo que carrega. E assim, buscam, em todos os casos, o recomeçar.

Neste ponto, me ocorre uma necessária análise: é certo que as vítimas não mais retornarão, e por certo a dor das famílias que perderam um ente de forma brutal, jamais cessará. O inconformismo e a revolta poderá, sim, lhes ser uma constante, atingindo inclusive pessoas alheias; pessoas como eu e você, que embora não tenha qualquer envolvimento mais íntimos, toma as dores das famílias das vítimas, e ficam perplexos com a narrativa dos detalhes da cena do crime.

Mas, e quanto aos acusados que cumpriram suas penas, tem estes o direito de recomeçar?

Se a lei dos homens estabeleceu uma reprimenda, de acordo com a estrutura da sociedade, e se o condenado a cumpriu integralmente, qual caminho agora deverá seguir? Pedir para que fique preso perpetuamente? Suicidar-se? Trancafinar-se dentro de casa? Continuar na criminalidade? Ou Recomeçar?

Muitos indivíduos cometem crimes isolados, movidos por um ímpeto de raiva ou de futilidade qualquer, que, após passar o sentimento, podem se arrepender profundamente. Em alguns casos, porém, mesmo cumprida a pena, será impossível retirar da alma toda a dor moral.

E se o indivíduo tenta superar o erro, ressocializando-se, que direito temos de “cutucar” ferida adormecida, para voltar trazer a tona, aquilo que bem queria esquecer? Não seria a dor moral que carregam o suficiente para “puni-los” perpetuamente?

E mesmo carregando o peso de uma culpa, ainda que por um ato insano, não poderá mais a pessoa sorrir? Trabalhar? Deverá sempre esboçar uma figura triste e vazia, com uma placa de arrependimento, para que as pessoas não pensem que não está nem aí?

O que cada um de nós espera, após cometer um erro irremediável: tolerância ou condenação perpétua? Um novo caminho ou o eterno inconformismo?

Penso que em uma sociedade onde a delinquência é quase um hobby, em que muitos entram pela simples emoção de transgredir, e a após, formam-se nas “universidades do crime”, o indivíduo que age em prol de sua ressocialização deve ser visto com outros olhos.

Errar é uma condição inata ao ser humano, tão certa quanto a morte. Desvendar o “porquê” dos erros, pode ser uma missão impossível. Porém, buscar uma solução para contornar o problema será o caminho da evolução.

Longe de ser esta uma manifestação em prol de criminosos – que fique isto bem claro – a proposta é despertar a tolerância e incentivo com aqueles que ousam enfrentar todas as marcas de um crime cometido e se permitiram “recomeçar”.

Afinal, se as pessoas cumpriram a pena que a sociedade lhe impôs, e não voltaram a transgredir, e em especial, buscaram um recomeço longe da delinquência, será necessário reviver por todo o sempre os erros do passado?

Quem nunca errou, que atire a primeira pedra.

Josi Sonagli

QUE TAL UMA VIAGEM?

Para expandir os horizontes da mente… VIAJE!

À medida que se vê quão grande é o mundo… os problemas vão simplesmente reduzindo de tamanho!

Viajar nos coloca em contato com o mundo inteiro, não importa o local para onde estejamos indo! Até mesmo em uma cidade vizinha! E vemos, sempre, muita coisa que nunca vimos… uma correria desenfreada… ou uma quietude que até surpreende,… diferenças culturais que nos trazem uma nova percepção de mundo! Diferentes pessoas, com as quais temos oportunidade de trocar diálogos, ou meras gentilezas, que seja!

E a culinária então.. humm…. adoro muito conhecer novos pratos! É… nisso nem sempre a gente acerta…. mas… faz parte!
Eu particularmente, não desperdiço uma oportunidade de viajar! E se não aparece uma oportunidade, crio uma!

Gosto de unir o útil ao agradável, de modo que adoro viajar tendo um segundo propósito, além do turismo! Mas.. viajar só a turismo… é algo irresistível, não?

Em cada local sempre há um encanto! Uma história ou uma noção de evolução! Um despertar para o progresso ou uma gostosa nostalgia! Um sonho! Não gosto de viajar com roteiro totalmente definido, e muito menos com agência de turismo! Não que não exista um serviço adequado: ao contrário, para quem deixa de viajar por ter medo do novo, se sente inseguro, contratar pacotes é o melhor caminho para fazer algo tão maravilhoso! Mas, o gostoso de viajar é liberdade que isto te proporciona! Um roteiro com algumas ideias é importante.. o resto… a vontade e as emoções vão definindo!

E isso eu digo porque.. bem.. a vida as vezes traz algumas situações que não são exatamente o que desejamos… e cabe a nós a escolha. E, assim sendo, certa vez fui parar em Portugal, por um intercâmbio de um mês! Ocorre que meu maior sonho era conhecer Roma! Ao final do intercâmbio, estávamos livres para viajar. Então, parte do grupo queria ir para Paris, e eu para Roma; eu era um voto totalmente vencido, se quisesse ir em grupo. E assim, quase deixei de realizar meu sonho, porque… imaginem.. eu, na Europa.. andando sozinha por aí… não era algo muito a minha cara! Mas.. sabem o que fiz? Isso mesmo, pensei: “Não estarei feliz subindo na Torre Eiffel, sem antes conhecer o Coliseu”! Nem pensei muito, e fui!

Roma era um sonho que eu nutria desde os 13 anos de idade!! Nunca imaginei que faria isso sozinha! Mas foi uma realização indescritível!!! Uma experiência que incentivo a qualquer um que a vida traga a oportunidade! A vida trouxe o sonhos: era “ir” ou “não ir”… e sendo assim, fiz uma escolha muito feliz!

Mas para que uma viagem seja boa, e engrandecedora, nem precisa ir tão longe! Quantos lugarzinhos maravilhosos há nas proximidades onde moramos, loucos para receber uma visitinha nossa?

Um simples dia em um novo lugar qualquer, pode fazer a alma percorrer milhares de quilômetros!
E não importa quantos dias.. não importa de que modo: de ônibus, de carro, de avião! De moto, ou até bicicleta, por que não?

Se depender de tudo de bom que sempre sinto depois que volto de qualquer viagem, até mesmo das rápidas viagens de final de semana, para assistir as aulas da pós-graduação, minha proposta é apenas esta:

– Permita-se! Ouse! Viaje!

E depois, conte aí.

Josi Sonagli

DECEPÇÃO!


Quantas decepções vamos colecionando ao longo da vida? Quantas pessoas nos decepcionam por suas atitudes, palavras.. ou pela falta de atitude… por simplesmente não atenderem a nossa expectativa?Quantas pessoas acabam nos trazem sofrimento, angústia, tristeza…
Mas este sentimento de frustação que carregamos, é mesmo culpa alheia?

Eu me lembro da ocasião em que, posso dizer, tive a maior decepção da minha vida em relação a uma pessoa! Era uma pessoa muito estimada por mim, muito querida! Pessoa com a qual eu tinha grande afinidade, e nutria grande admiração, não só por ela, mas pela família inteira!

E nisso firmamos uma bonita relação de amizade, até que resolvemos ter um negócio, em parceria! Ocorre que, embora tenha sido um período muito produtivo e feliz, chegou um momento que era necessário cada um seguir o seu caminho. E assim, chegando no momento de romper a parceria, eu espera que a pessoa tivesse determinadas atitudes, que não teve.

Espera que dissesse coisas, que não disse. Esperava que reconhecesse coisas que fiz, e que não fez. E assim.. minha decepção foi tamanha em relação aquela pessoa! Eu não podia acreditar que aquela pessoa fosse incapaz de ter a percepção que eu espera que ela tivesse!

Eu nem queria mais vê-la! Porém, eu, particularmente, sou o tipo de pessoa que gosto de vínculos sólidos, e preso muito pelas pessoas que estimo, de modo que era inaceitável, para mim, naquele momento, não ter mais uma amizade que tanto prezava. E passei a perceber que, se para aquela pessoa estava tudo bem… talvez o problema não estivesse mesmo com ela… talvez o problema do nosso desconforto, decorrente da minha decepção, fosse apenas meu!

E nisso.. parei para fazer algumas reflexões…. e então percebi que a maior decepção era minha, comigo mesmo… pois estava amargurada com uma pessoa, simplesmente porque ela não teve a ousadia de atender as minhas expectativas.

Ou seja… o problema não estava na outra pessoa… estava em mim mesmo. (E, só para registrar, hoje mantemos intocada nossa estimada amizade, pessoa que, diga-se, admiro muito! )

Pois bem, quem é que está nesta vida para viver de acordo com as expectativas alheias? Ninguém! De fato, cada pessoa carrega em si características que as tornam únicas! Toda pessoa tem uma essência que a torna bela! Algumas vezes agradamos.. outras nem tanto… algumas vezes decepcionamos alguém por inteiro!

Mas, se alguém nos decepciona com suas atitudes, a culpa é do outro?
Penso que a culpa seja de quem espera demais, cobrada demais… esquece de si.. esquece simplesmente estimar uma pessoa pelo que ela é, e pelo que lhe faz sentir… sem depositar excesso de expectativas..

As pessoas deixam de nos decepcionar, quando fazemos a gentileza de lhes tirar dos ombros o pesado fardo das nossas expectativas, e estima-las simplesmente pelo que são.

E você, o que espera das pessoas?

Josi Sonagli