Sonhos

O que são sonhos? Me refiro aqui as coisas que almejamos para nossa vida, nossos planos e objetivos. O lugar que gostaríamos de estar daqui um tempo. Pessoas sonham em ter uma família, carro, emprego, status, reconhecimento. Os sonhos nesse sentido, nada mais são que metas que servem de motivação para acordarmos diariamente e lutarmos.

Hoje vejo muita gente correndo e esquecendo de viver, o aqui e agora.
O chamado presente que é o que efetivamente existe, pois o passado já foi e o futuro ainda não existe.

Focar nos sonhos com algo prático, palpável, como ter uma casa, um carro, é algo bom e ao mesmo tempo ruim. Deixem eu explicar. Bom porque gera movimento, atitude, que dão energia para tornar o sonho realidade. Ruim, porque corremos o risco de esquecer de tudo que esta a nossa volta, focado no sonho, naquele momento e daí caímos no erro em não aproveitar o presente.

Não sei de quem é essa frase, mas para mim faz muito sentindo.

– “A felicidade não está no destino final ou meta e sim na caminhada”.

Quem foca seus sonhos em algo material, pontual que irá conquistar em determinado momento da vida, deve estar atento a isso. A vida é um presente diário e a felicidade não se encontra em determinado momento ou fato e sim é uma escolha de vida.

Tenho como meta pessoal, ter uma boa casa, um carro, uma família, ter grana para viajar, são digamos sonhos palpáveis, mas o que mais eu gosto e me motiva a seguir em frente a cada dia, é estar em paz, em harmonia com o todo, pois entendo que tudo está interligado.

Você gostaria de ganhar na mega sena e ter tudo a sua disposição, sem fazer o mínimo esforço? Ou ter cada dia um presente que a vida te oferece e conquistar as coisas por mérito seu? Confesso que depois dessa reflexão vou economizar os pilas ($) da Mega.
E vocês quais são seus sonhos?

Frederico A. S. da Luz – 16-05-2012

Tristeza com hora marcada

Mais de uma vez já li e escutei frases como “só é triste quem quer” ou “as pessoas escolhem se fragilizar”. Admito sentir inveja de pessoas que só são tristes com hora marcada, que escolhem a alegria ao invés da tristeza como quem escolhe beber água a refrigerante, sair a ficar em casa. E não falo aqui daquela tristeza momentânea, que às vezes deixamos entrar simplesmente para manter nosso equilíbrio, e que não exige de nós muito mais do que algumas lágrimas ou um colo de mãe para ir embora. Me refiro àquela tristeza descompensada, que surge geralmente quando não estamos preparados para recebê-la, e que dói, dilacera por dentro, sem folga, todos os dias.

Ninguém escolhe perder pai, mãe, esposo (a), irmãos, amigos, e só quem teve alguma(s) dessas pessoas arrancadas de sua vida sabe o quanto dói perder, ao menos aqui na terra, uma parte de si mesmo. Ninguém, em plenas condições, opta pela miséria, pelo abandono, e devo admitir que considero demonstração pura de ignorância julgar pessoas que vivem em tais condições como portadoras de pleno controle sobre a sua dor e o destino dela.

É claro que, independentemente das consequências que elas venham a trazer, somos nós os responsáveis por nossas atitudes. Tomamos decisões erradas, fazemos mal aos outros e a nós mesmos. Agora a tristeza, verdadeira e gratuita, esta ninguém escolhe.

Felizes aqueles que reconhecem isso, que buscam compreender a tristeza do outro ou que ajudam o outro a compreender sua própria tristeza. Fazem isso, pois talvez já a tenham experimentado em algum momento de sua vida e entendem que, independente de quem se aposse dela, não o faz voluntariamente, e que é nessas horas que a empatia, a compaixão e, porque não o amor, devem se mostrar incansáveis.

Patrícia Pinheiro

Cuidando de Si, Você cuida melhor de seu Amor!

Ei, não estou falando somente para aqueles que, neste momento, têm um companheiro(a)! Eu, aliás, neste momento, nem o tenho! Mas falo do amor de todo o jeito! E vale para o relacionamento com irmãos, pais, filhos, amigos íntimos! Aqueles seus amores que nos vai e vem da vida estão sempre por aí!

Muitas vezes a gente se pega renunciando coisas além do necessário para agradar nossos amores e..o que acontece… é que a gente vai se sufocando…

Não.. não é o outro que nos sufoca! É a gente mesmo! E vai fazendo pelo outro, vai pensando mais no outro do que em si. E de repente, começa a perceber que nada mais do que você faz parece ter sentido, e o pior, não agrada! E então, passamos a pensar que o problema está nos outros que não nos completam, que não nos entendem… pensamos que o problema está fora de nós!

Pois bem.. será que não é a hora de parar e olhar para dentro de si? Quando a gente cuida da gente com todo o carinho que deseja que alguém nos cuide, a gente fica melhor! E se a gente fica melhor… quem é que a gente também deixa melhor? Quem está ao nosso lado!

Somos condicionados, por uma cultura social, a acreditar que bom é aquele que pensa nos outros! Eu mesmo, venho bem deste padrão! De fato, traz paz interior ser solidário, ajudar a todos que pudermos ajudar! Mas… se você não esta bem consigo mesmo, se você não se trata com carinho e atenção, fara isso por alguém, de todo o seu coração?

A proposta aqui não é pensar somente em si! Mas um pouquinho mais! É buscar um equilíbrio entre fazer pelo seus amores, e fazer por si! É se tratar com o mesmo carinho que você dedica ao seu amor!

São coisas as vezes tão pequenas… cada um bem sabe! Mas quantas vezes você quis apenas 20 minutos em um cafezinho, só com você, e não se permitiu… ou 10 minutos contemplando uma paisagem.. ou 1 minuto apenas ouvindo sua música predileta.. alguns instantes que você se privaria de estar com os outros, ou mesmo no seu árduo trabalho… mas que o resultado seria maior felicidade e produtividade! Só por ter se cuidado melhor, e se permitido fazer algo muito simples, que sua alma queria fazer!

Proponho uma experiência! Quanto algo dentro do seu ser tiver lhe incomodando demais, pergunte a si mesmo: “Existe, neste momento, algo de melhor que eu possa fazer por mim mesmo?” Se tiver, o faça! Muitas vezes era apenas um pouquinho mais de amor por si mesmo, que você estava precisando!

Por experiência pessoal, passei a incluir esta prática na minha vida! Quem quiser compreender melhor o que estou falando, sugiro a leitura do livro “Um minuto para mim”. Uma leitura mágica!

Em verdade, estou em meio de um período de turbulência! Todo mundo querendo ajudar! Mas percebi que o que mais precisava era um tempo para mim! Uma semana para eu cuidar de mim e sentir, o que a minha alma quer me dizer!

Achei que minha atitude causaria muita surpresa entre meus amores! Mas… adivinhe! Me senti muito bem em ter feito isso.. e sabe o que aconteceu? Eles perceberam que eu estava melhor.. ficaram melhor, e as coisas passaram a fluir em harmonia!

Hoje, então, lanço a idéia para a semana! Experimente! Se o dia não estiver bom, e as coisas estiverem desandando, faça a pergunta e reserve, sempre, um minuto para si.

Talvez você não encontre, no momento, a resposta que procura! Mas sentirá uma incrível sensação de autocuidado, carinho e bem estar! E aí, o resto, vem em consequência!

Josi Sonagli

Amizade

Que sentimento é esse que une as pessoas sem razão ou explicação? Que faz abrirmos mão de nossos desejos e sonhos para colocar o outro em primeiro lugar? Qual o real motivo disso?

Confesso que não tenho respostas. E na verdade não as desejo ter. Na vida existem coisas que não tem explicação, simplesmente porque não precisam. Qual a valor de um carinho sem pretensão? De um beijo, um abraço ou uma simples mensagem inesperada?

Quem tem ao menos um amigo sabe do que estou falando. As sensações que envolvem esse sentimento se fundem em algo que as palavras são insuficientes para definir. Um olhar, um simples gesto, são mais do que suficientes, não há necessidade de mais nada. Amizade para mim é isso, doar-se ao próximo sem esperar nada em troca.

Amigos não necessitam de hora marcada, nem tão pouco de cortesia. São feitos para falar o que tem que ser dito, e não o que queremos escutar, amizade verdadeira é assim. Acolher o outro nas piores situações sem julgar, no entanto, tão pouco sem lhe mostrar a vida.

Amizade é viver, amar, respeitar ao próximo, sem lhe sonegar o olho no olho, a discussão, a argumentação e o ouvido, o ombro amigo. Muitas vezes isso basta. Quem não tem um amigo, não sabe o que é viver…

Frederico A. S. da Luz – 31-05-2012

Por que os homens mentem?

Esses dias fui questionado sobre isso. Respondi:

– Entendo que os que fazem isso, não se conhecem. E o pior da mentira, não é a questão de mentir para os outros e sim para si mesmo, por que na verdade é o que efetivamente acontece.

Alguns mentem para conquistar, o fazem em busca da afirmação da masculinidade, do reforço do seu macho Alfa, enfim para se sentirem mais homens. Confesso que isso para mim é até de certa forma engraçado.

Hoje em dia, com as relações atuais, não há necessidade nenhuma de mentir, seja pra quem for. Primeiro, hoje é muito fácil “ficar”, beijar e transar. Não são mais do que necessárias algumas horas para, dependendo da situação, isso acontecer.

Não estou aqui dando uma de moralista ou julgando quem tem essas atitudes. Cada um sabe o que deve, ou não fazer. O que lhe faz bem, ou não. Por isso entendo que seja triste a mentira com esse intuito.

Hoje existem pessoas muito bem resolvidas em relação a isso. Mulheres independentes que sentem-se suficientemente seguras pelo menos é o que transparecem, para separar o sexo do amor, ou seja, não precisam de ligação ou mensagem no dia seguinte.

Confesso que esse quadro me assusta, para mim a relação sexual é algo tão íntimo que hoje está banalizado. Já fiz apenas sexo, sem amor, sigo achando estranho e esquisito, parece que falta algo, enfim… às vezes ao invés de evoluir sobre certos aspectos vejo que…

Frederico A. S. da Luz – 17-05-2012

Dores

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Já quebrei o pé e doeu. Já tive enxaquecas e doeu. Já tive muita dor nas costas e doeu muito. Todas dores suportáveis, que com a medicação certa, passaram. Mas existe uma dor, que não existe remédio que a faça sumir… A dor de um coração partido.

Seja qual for a causa dessa dor (ter tentado e não ter dado certo, não ter tentado, não ser sido correspondido, ter sido traído) o que resta no fim de tudo é aquela sensação de vazio, de ver o mundo em preto e branco de ter que fazer um esforço enorme para seguir vivendo e preenchendo os dias que agora parecem mais longos com outras sensações…

Ninguém morre disso, todos nós sabemos, mas acredito que a cada vez que o coração da gente se quebra, perdemos um pouco do brilho no olho, daquela sensação ingênua e boa de acreditar na possibilidade de os contos de fada virarem realidade.

Não, eu não quero um conto de fadas, no sentido literal da palavra. Tenho minha própria ideia do que seria um de verdade: não alguém para me salvar da bruxa má, mas alguém com quem eu possa tomar um vinho no fim do dia e exorcizar meus demônios, não alguém para me salvar da torre, mas alguém para me pegar em casa e tomar um chimarrão vendo o por do sol mais lindo do mundo, não alguém que me beije para eu acordar de uma maldição, mas alguém para dormir abraçado e esquentar a cama em uma noite fria de inverno.

Por mais que me considere uma pessoa feliz, uma “laranja inteira”, acredito que ter alguém com quem compartilhar os dissabores da vida, é um privilégio que a cada dia que passa é realidade para poucos…

Mas tudo isso pode ser só TPM, ou cromossomo XX demonstrando que não está ali por acaso… ou então como diria Gabriel Garcia Marquez:
“Quem sabe Deus queira que conheças muita gente enganada antes que conheças a pessoa adequada para que, quando no fim a conheças, saibas estar agradecido.”

Colaboradora Senhorita Criativa

Amor, Amizade ou Medo?

Não sei se acontece com vocês, já me vi em situações que achei que estava ficando apaixonado por uma amiga. Pela afinidade normalmente acentuada, confesso que já me percebi perdido, não sabendo o que aquele sentimento era, amizade, paixão, amor ou uma confusão e mistura de tudo isso.

A conduta que tenho em relação a isso, quando percebo essa situação é a seguinte. Como entendo que a amizade é algo que eu prezo muito, não a arriscaria por uma paixão, sabendo que haveria grande possibilidade de perder ela, caso aquilo não se tornar amor.

Lembro até hoje de uma situação em que me apaixonei pela irmã de um amigo. Lembro que antes de qualquer atitude em relação a esse sentimento que percebi, cheguei e perguntei a ele, o que ele achava da situação. Mesmo tendo intimidade suficiente para isso, confesso que não foi uma situação confortável. Só que isso me gerou tranqüilidade e paz. Deixando as coisas claras tanto para mim, como para ele.

Vocês lendo isso talvez estejam pensando. O que uma coisa tem haver com a outra? Pedir autorização para o irmão, em relação a sua irmã, parece que voltamos alguns séculos. A questão não é essa, e sim o risco de perder a amizade e que algo entre nós se modificasse. Namoradas, paixões vêm e vão. Amizade é um bem para mim que não coloco em risco. Se estou certo? Não sei. Talvez o medo seja algo escondido ai. Finalizando a história, bem acho que vocês não são curiosos, então vou para por aqui.

Hoje tenho amigos e algumas são mulheres, lindas, inteligentes, atraentes, enfim, mulheres que digamos são pra “casar”. Analisar e distinguir esses sentimentos amizade, paixão, amor não é tão simples. Sigo a mesma linha, não me permito que isso cresça (como se eu tivesse esse poder), a amizade vem sempre em primeiro lugar, talvez seja esse o motivo de estar solteiro.

E com vocês isso já aconteceu?

Frederico A. S. da Luz – 14-05-2012

Depressão é frescura!

Eu, como um bom gaúcho do interior do Rio Grande do Sul, sempre achei que a afirmação contida no título fosse verdade. E sabem o que aconteceu? Tive depressão. É algo que não tem descrição, na verdade, trata-se de uma dor na alma, no fundo, no íntimo, não há remédio que cure. Quando se está em um quadro assim, não se vê saída, parece que não há saída, e até a questão do suicídio tornar-se, em alguns casos, realidade.

Em todos os casos, principalmente nos mais graves, é essencial que haja a ajuda de um profissional qualificado. Eu já perdi a conta de quantos terapeutas tive, confesso que sempre tive sorte. Foram raros os casos em que não obtive certa melhora. A questão da terapia é muito pessoal, caso não exista confiança no profissional, não há terapia, e sim uma perda de tempo de ambos os lados.

Para sair desse quadro é necessário fazer um movimento de observação. Sair de dentro do ciclo e visualizá-lo como um observador. Sempre que tiramos a pedrinha do nosso olho (texto – a teoria da pedrinha), fica tudo mais fácil. Só que isso às vezes demora, e a dor que se sente é muito grande.

Certos profissionais, tais como os psiquiatras, adotam a medicação como paliativo, alguns como solução. Na minha humilde e leiga opinião, acredito que o uso de medicamentos deve se dar apenas em último caso, como último recurso. Já usei antidepressivos, e a melhora que tive, entendo que não esteja relacionada a eles. Essa é minha opinião, de um leigo que passou por uma depressão, ficou claro?

Quem faz, fez, ou fará tratamento nesse sentido, escolha um profissional e siga suas orientações. É o correto a fazer.
A depressão, apesar de todo esse lado negativo, ruim e pesado, que é de uma dor que não tem remédio, é também uma oportunidade única de crescimento, de se conhecer e com isso nunca mais estar em um quadro desses novamente. Só que há que se encarar a situação de frente, fazer terapia, a qual é, na minha opinião, a forma de se resolver a questão. É uma escolha sem volta.

Chega um momento que tu muda ou troca de profissional, e volta ao mesmo ciclo. Não estou falando aqui que não se deve trocar de profissional quando ele, no seu entendimento, não é adequado, mas sim de trocá-lo, pois ele achou o ponto e isso demora algum tempo, antes é preciso que ele conheça a fundo o paciente. Falo isso, pois já troquei de terapeuta, quando a coisa começa a complicar, entendo que, na verdade, eu não estava preparado para trabalhar algumas questões, e aí vem a fuga.

Enfim, a depressão é “foda”. Nunca brinque ou ironize de qualquer forma alguém que esteja nesse quadro, só quem passa e vive isso, sabe o quando dói e é difícil. Só que passa, como tudo e o que se aprende é levado para toda a vida.

Frederico A. S. da Luz – 13-05-2012

Carta ao MEU Pai

Complicado escrever algo para meu Pai.

Bem, vamos lá!

Pai, já te disse algumas vezes o quanto tenho orgulho de ti. Da postura que tens frente à vida. Da forma como vejo que consegues trabalhar o vazio que todos temos. Confesso que demorei certo tempo para compreender que estás totalmente certo na forma de ser, agir e viver.

Te vejo com uma pessoa focada em ajudar os outros. Muitas vezes esquecendo de ti. Hoje compreendo que quando eu era mais jovem na época de criança e adolescente, sentia tua falta. A falta de tua presença física. Não estou dizendo que foste ausente, longe disso, sempre que precisei estavas ali, sabia que podia recorrer a ti.

Tua militância política entendo que me furtou de certa forma de usufruir mais de tua presença, mas quem não tem pendências com o pai, ou a mãe? Acho isso à coisa mais normal do mundo. Hoje percebo que era de certa forma coisa de um menino egoísta que queria atenção.

Que bom que descobriste que o que viemos fazer aqui é ajudar ao outro, melhorar o mundo de alguma forma. Lutar para diminuir a diferença gritante que existe entre as pessoas, tanto financeira, como intelectual e espiritualmente.

Em conversas que tivemos Pai, percebi que acreditas que a vida se restringe aqui a este planeta, e quando partimos, seguimos vivos na lembrança das pessoas, pelo legado que deixamos. Confesso que não concordo com essa tua crença. Não haveria lógica nenhuma nisso, não que ache necessário que todas as coisas da vida tenham, até por que onde esta a lógica de nos apaixonarmos por alguém?

Enfim, escrevo para simplesmente agradecer, por me mostrar através das atitudes e postura o que realmente é importante. A palavra, o gesto, a atitude, a simplicidade, ou seja, as pessoas, o ser humano, tratá-lo como um verdadeiro irmão, que temos que compartilhar e crescer. Entendo que a lógica do mundo hoje está invertida. Hoje funciona assim, para alguém ganhar, um tem que necessariamente perder. Isso não pode ser a realidade, todo mundo pode ganhar, compartilhando, crescendo, aprendendo, evoluindo.

Pai, apesar de algumas divergências que temos, que na verdade são poucas, gostaria que soubesse o quanto te amo e te admiro, és um exemplo para mim e para todo mundo que te conhece.

Te amo!

Frederico A. S. da Luz – 12-05-2012

Quem sou eu? E Você?

Muito prazer!

Meu nome é Frederico Augusto Silva da Luz, não simpatizo muito com o Augusto, nem com o Silva, não sei explicar o porquê. Nasci em 19 de abril de 1982, em Porto Alegre – RS, senão me engano as 2:45 da manhã (não que eu lembre disso, tá na certidão de nascimento). Sou filho da Leonor e do Guto Nadal. Tenho dois irmãos a Nessa e o Gui.

Morei em Porto Alegre – RS até os 5 anos, tenho apenas flashs desse tempo. Fui para Quaraí-RS para ficar mais próximo da família (avós, tios e primos) residi lá até os 14 anos, quando me mudei para Santa Maria, onde fiz o 2º grau e depois Faculdade. Em 2005, passei em um concurso em Santa Catarina e desde setembro de 2006, moro em Floripa.

Isso tudo define quem sou? Acho que não. Deletem o que escrevi. Vamos começar de novo.

Sou um cara de fortes princípios e convicções. Prezo a palavra e amo muito minha família, entendo que os amigos, são os irmãos que Deus (me refiro aqui a crença, não há uma religião) nos permitiu escolher. Me considero um cara de sorte, sempre tive oportunidades, como estudar, viajar, não precisei trabalhar antes de formar. Isso agradeço aos meus pais. Digamos tive oportunidades e as aproveitei.

Adoro praticar esportes, jogo muito bem futebol (na minha modesta opinião), curto também um tênis, um padel, vôlei. Tudo que tenha movimento e interação. Gosto de viajar, não como turista convencional, tem que colocar aventura, sempre que possível, sinto que temos que ter certo esforço para merecer aquilo, não é sofrer, é trocar com o ambiente, não sei explicar, entrar em sintonia com o desconhecido. Amo estar em interação com a natureza. Sou mais campo que praia.

Minha família palavras são insuficientes para expressar o que sinto. Também os chamados amigos de fé, posso ficar sem vê-los durante muito tempo, e quando nos encontramos parece que ontem estávamos juntos.
Não escrevo esse texto para me promover, calmem. Não pensem assim:

– Bah que vida que esse guri tem, é perfeita – Confesso que não tenho muito que reclamar.

Só que minha vida não foi, nem é tão simples. Não estou reclamando, apenas mostrando o outro lado. Aos 14 anos fui morar em Santa Maria, com minha prima. Aprendi muito, menos a não deixar louça acumulado na cozinha. No outro ano chegou o irmão dela.

No ano seguinte fui morar com outro primo. Confesso que no começo foi “foda”. Na época eu não era muito adepto a limpeza, mas minha prima me deu um intensivo nos 2 anos anteriores que aprendi noções mínimas. Ele não tinha essas noções, foi uma época ótima, depois da adequação a nova realidade. Depois de 2 anos veio o irmão dele.

Era muito show, estudos, futebol, namoros, festas, enfim tudo que um adolescente gostaria de ter, melhor ainda sem a vigília dos pais. Bem que a Tia marcava em cima, não raro às vezes que tive que sair de casa atrás do deles. Resisti ao máximo à compra do meu celular por que sabia que quando comprasse tava “fudido”, a Tia ia me ligar toda hora pra saber dos guris, depois da aquisição, consegui esconder o número alguns meses.

Depois veio a merda do acidente em Quaraí-RS, onde o meu primo o mais velho veio a falecer juntamente com sua namorada. Foi muito ruim, nunca vou a velórios e enterros, não gosto. Penso que devemos estar presente quando as pessoas estão aqui, compartilhar, viver enquanto há vida, depois da morte o que fica é apenas um corpo, carne, a pessoa não esta mais ali.

Não tive como não enfrentar meu primeiro velório e enterro. Sou relativamente tranqüilo em relação a questão da morte, às vezes parece que não é verdade, que qualquer hora ele vai aparecer… Estranho… Era um cara que vivia a vida de forma tão intensa que acho que a passagem dele por aqui, mesmo que curta foi marcante. Não há uma pessoa que tenha algo negativo a falar dele, a não ser os namorados/maridos/ficantes das gatinhas, o homem não era fácil e não perdoava ninguém e também não sabia usar perfume, tomava banho de perfume, quem conheceu sabe do que estou falando. Acho que ele fez tudo que teve vontade, e isso conforta, viveu como se deve viver, simplesmente vivendo.

Depois me formei e vim trabalhar em Floripa, na Secretaria da Fazenda. Na época estudava pra receita federal e surgiu o edital do concurso, a matéria era semelhante e a vantagem de morar em Floripa me atraiu, estudei e consegui êxito. No começo foi difícil, falta da família dos amigos. Depois criasse vínculos e as coisas melhoram.

Já fiz muita coisa boa na minha vida. Viajei bastante, quero viajar ainda mais. Já fiz também, muitas “cagadas”, como qualquer pessoa. Sou uma pessoa com facilidade de aprender e entendo que a vida seja um eterno e constante aprendizado. Quando tivermos “aprendido” o que viemos fazer aqui, vamos para outro estágio, outro plano. Tenho convicção que não acaba aqui, costumo dizer, que sou simpatizante do espiritismo, não praticante, há coisas que concordo.

Penso que somos um pouco de tudo que aprendemos com as pessoas que passam por nossa vida. Cada pessoa nos deixa um pouco de si, e leva um pouco de nós. Aprendemos, compartilhamos e crescemos um com o outro. Por isso que vivemos em sociedade, para evoluirmos. Senão haveria um mundo para cada um, não acham?

Na vida passamos por dificuldades, obstáculos, frustrações, perdas. Só que cabe a nós a opção de potencializar o que entendemos que colhemos com as situações, se vamos ver o lado positivo, mesmo nas piores situações, ou lado negativo, ficar lamentando, agarrado a um fato ou situação que vivenciamos. Parar de evoluir, estacionar e perder todas as oportunidades que a vida nos oferece.

A vida é ótima, maravilhosa, apesar de não ser um mar de rosas sempre, cabe a nós transformá-la em um, ou viver lamentando, qual vai ser sua opção? Você sabe quem você é?

Frederico A. S. da Luz – 11-05-2012