Depressão é frescura!

Eu, como um bom gaúcho do interior do Rio Grande do Sul, sempre achei que a afirmação contida no título fosse verdade. E sabem o que aconteceu? Tive depressão. É algo que não tem descrição, na verdade, trata-se de uma dor na alma, no fundo, no íntimo, não há remédio que cure. Quando se está em um quadro assim, não se vê saída, parece que não há saída, e até a questão do suicídio tornar-se, em alguns casos, realidade.

Em todos os casos, principalmente nos mais graves, é essencial que haja a ajuda de um profissional qualificado. Eu já perdi a conta de quantos terapeutas tive, confesso que sempre tive sorte. Foram raros os casos em que não obtive certa melhora. A questão da terapia é muito pessoal, caso não exista confiança no profissional, não há terapia, e sim uma perda de tempo de ambos os lados.

Para sair desse quadro é necessário fazer um movimento de observação. Sair de dentro do ciclo e visualizá-lo como um observador. Sempre que tiramos a pedrinha do nosso olho (texto – a teoria da pedrinha), fica tudo mais fácil. Só que isso às vezes demora, e a dor que se sente é muito grande.

Certos profissionais, tais como os psiquiatras, adotam a medicação como paliativo, alguns como solução. Na minha humilde e leiga opinião, acredito que o uso de medicamentos deve se dar apenas em último caso, como último recurso. Já usei antidepressivos, e a melhora que tive, entendo que não esteja relacionada a eles. Essa é minha opinião, de um leigo que passou por uma depressão, ficou claro?

Quem faz, fez, ou fará tratamento nesse sentido, escolha um profissional e siga suas orientações. É o correto a fazer.
A depressão, apesar de todo esse lado negativo, ruim e pesado, que é de uma dor que não tem remédio, é também uma oportunidade única de crescimento, de se conhecer e com isso nunca mais estar em um quadro desses novamente. Só que há que se encarar a situação de frente, fazer terapia, a qual é, na minha opinião, a forma de se resolver a questão. É uma escolha sem volta.

Chega um momento que tu muda ou troca de profissional, e volta ao mesmo ciclo. Não estou falando aqui que não se deve trocar de profissional quando ele, no seu entendimento, não é adequado, mas sim de trocá-lo, pois ele achou o ponto e isso demora algum tempo, antes é preciso que ele conheça a fundo o paciente. Falo isso, pois já troquei de terapeuta, quando a coisa começa a complicar, entendo que, na verdade, eu não estava preparado para trabalhar algumas questões, e aí vem a fuga.

Enfim, a depressão é “foda”. Nunca brinque ou ironize de qualquer forma alguém que esteja nesse quadro, só quem passa e vive isso, sabe o quando dói e é difícil. Só que passa, como tudo e o que se aprende é levado para toda a vida.

Frederico A. S. da Luz – 13-05-2012

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21 thoughts on “Depressão é frescura!

  1. FREDERICO, COMO SEMPRE CONSEGUE EXPRESSAR MUITO BEM TEUS SENTIMENTOS E OPINIÕES.
    DEPRESSÃO, ANSIEDADE,STRESSE,SÃO MALES DESTE NOSSO MUNDO, SÃO TANTAS INFORMAÇOES, RESPONSABILIDADES, COMPROMISSOS ,TAREFAS, DIFERENÇAS, ENFIM, TANTOS MOTIVOS QUE NOS LEVAM A ADQUIRIR,ALGUM DOS MALES ATUAIS.
    SOU UMA PESSOA DEPRESSIVA, JÁ FIZ TERAPIA,PRECISEI AUXILIO PSIQUIATRICO, PSICOLOGO, ALÉM DO CARDIOLOGISTA, DISCORDO QUANDO FALAS DA NAO NECESSIDADE DE MEDICAMENTOS, DEPENDENDO DO CASO ELA É TAO IMPORTANTE ,QUANTO O APOIO FAMILIAR E PSICOLOGICO.
    CREIO SER A DOENÇA DA ALMA, DOÍ,TUDO. E TU MUITAS VEZES NEM SEQUER RECONHECE OS MOTIVOS, COM O TEMPO, A GENTE JÁ CONSEGUE MAIS OU MENOS SE RECONHECER, QUANDO A CRISE ESTÁ CHEGANDO. SEMPRE DEVEMOS BUSCAR AJUDA, TER MUITA FÉ, E CREER QUE O OUTRO DIA SERÁ MELHOR. DEVEMOS TER FORÇA PARA SAIR DO CÍRCULO VICIOSO, OU SEJA SAIR DESTE BURACO NEGRO, QUE MUITAS VEZES,TENTA NOS PARALISAR.
    SEGUMOS EM FRENTE, FIRMES FORTES, CORAGEM E MUITA FÉ, A FÉ NO CRIADOR É NOSSO MAIOR REFUGIO.
    BEIJO GRANDE!!!

  2. Frederico…
    Para deixar minha passagem pelo blog registrada, já que não costumo comentar, porém leio. Identifiquei-me com o teu texto e concordo com ele, exceto na parte da medicação, pois no meu caso foi o que me “curou”. Fiz 1 ano de terapia e no fim a psicóloga me encaminhou para o psiquiatra para tomar um medicamento, já que eu não conseguia sair do buraco. Eu acho que isso varia muito, não é regra, depende muito do nível da depressão e da pessoa que está sofrendo, acredito que em alguns casos a medicação seja dispensável, mas no meu caso foi crucial.
    Mas sem dúvida o período de trevas foi muito importante para o meu crescimento, para entender meus limites e muitas outras coisas da vida. A terapia foi muito importante nesse sentido. Eu sempre sofri muito por ser perfeccionista, trabalhar demais, querer tudo certo e do meu jeito e acho que isso, mais a mudança de cidade, foi o estopim para eu entrar em depressão. Hoje levo a vida mais na boa, ligo o “foda-se” direto para as coisas que não posso resolver, deixo para amanhã o que posso fazer amanhã, não me mato mais trabalhando e assim vou vivendo, mais leve.
    Algo muito importante para quem está em depressão é ter o apoio dos amigos e da família. É muito difícil conviver com um depressivo, é preciso ter muita paciência e não subestimar a depressão, pois só a gente sabe o que se passa na nossa cabeça e as vezes o desespero é tão grande que temos vontade de terminar com ele da forma mais drástica possível.
    Não acredito que vou me ver livre da depressão para o resto da vida, mas hoje tenho condições e entendimento suficiente para não chegar no fundo do poço como cheguei, e procurar ajuda rápido. Perdi um bom tempo da minha vida sofrendo sozinha, se tivesse procurado a terapia antes…. mas é isso, tudo é um aprendizado, depende só de como encaramos as coisas.
    Bjosss

  3. Oi Frederico! Belo texto – como de praxe expressaste teus sentimentos e opiniões de forma clara e sem rodeios – admirável coragem! Aqui vão alguns comentários técnicos sobre esse entusiasmante e importantíssimo tema: Atualmente a “depressão” é considerada uma fase sintomática de uma enfermidade denominada “transtorno afetivo bipolar” (a outrora equivocadamente chamada psicose maníaco-depressiva). Nesta enfermidade costumam predominar os episódios (ou fases) depressivos, os quais se alternam com períodos assintomáticos e/ou com fases eufóricas – estas, tanto quanto aquelas, incidindo em graus variados de intensidade e duração. Trata-se de inegavelmente uma ocorrência neurológica e não emocional/psicológica (como alguém acima já comentou). Ocorre que a “depressão” (fase predominante do transtorno bipolar) costuma ser muito mal diagnosticada! Frequentemente confundem-se episódios depressivos reacionais (estes sim de base psicológica/emocional) com fases depressivas do transtorno bipolar. Os sintomas são bastante semelhantes e por vezes indistinguíveis – daí a confusão e os resultados conflitantes entre os diferentes tratamentos e abordagens, uma vez que as condutas a serem tomadas são bastante distintas. Como não existem exames laboratoriais ou de imagem (ao menos até o presente momento!) para diagnosticarem-se essas ocorrências, acabamos dispondo da argúcia, do preparo e da ética dos médicos para um diagnóstico preciso e um subsequente tratamento apropriado. Na minha experiência profissional eu tenho testemunhado gente demais usando antidepressivo sem necessidade, assim como gente demais fazendo psicoterapia quando deveria usar antidepressivos. Um abração pra ti e segue com este espaço. Um abração tb pro Guto, nosso orgulho lá em Bagé (cidade localizada na região metropolitana da grande Quaraí, rsrsr)! Ricardo.

  4. Meu Caríssimo Amigo Frederico.
    Meus cumprimentos pelo texto. Verdadeiro, conciso – porque é “um mundão” de sensações e, conseqüentemente muitas coisas a serem ditas.
    Os tópicos estão muito bem colocados. Realmente é essencial um acompanhamento profissional e que seja qualificado, porque cada pessoa é uma estrutura sui generis, portanto, com sensações e auto-avaliações próprias. É preciso detectar se a depressão tem componentes de deficiência química (nesse momento o medicamento é crucial e inarredável), embora a causa seja muito mais profunda, daí, na minha modesta opinião, a necessidade do Psiquiatra e do Terapeuta, porque a Terapia medicamentosa atua por um lado e a de Apoio, pelo outro, complementando-se e trazendo o benefício buscado.
    Todo o problema é uma oportunidade de experiência única – e quanto mais difícil a solução, mais transcendência oferece – de testar a nossa FORÇA e a nossa FÉ. É a oportunidade de auto-conhecimento, sim. Mas ele também nos oferece a oportunidade de conhecermos aqueles que nos rodeiam, aqueles que se dizem nossos amigos do dia-a-dia. e este conforto é o melhor dos medicamentos, é o que, pelo menos, nos potencializa os medicamentos e as terapias que buscamos realizar.
    Fostes muito sincero e destes cunho de realidade muito importante a quem passa pelo problema ao referires que, “quando não estamos preparados para enfrentar as nossas questões e trabalhá-las, buscamos a fuga”. Mas, muitas vezes, trocar o Terapeuta não significa a fuga, tão somente é que houve a constatação de que aquele terapeuta não estava a contento do paciente. É muito pessoal!
    Realmente “Só quem passa e vive isso sabe o quanto dói e é difícil… Só que passa, como tudo, e o que se aprende é levado para toda a vida…”.
    Espero que aceites os meus cumprimentos. Deus te Abençoe sempre a continuares escrevendo e vivenciando éticamente – como sei que és – as tuas experiências e transpondo-as aos teus leitores, nos quais me incluo com satisfação.
    Abraço fraterno e, mais uma vez, parabéns pelo texto.
    PAX!

  5. Adorei o texto Frederico, acho legal que tu possa compartilhar tua opinião a respeito dessa doença tão banalizada na sociedade de hoje. Concordo contigo em vários aspectos que escreveste, e principalmente por já ter vivido essa situação e sentido na pele essa realidade.
    Na minha opinião a necessidade do tratamento medicamentoso depende muito do contexto de cada pessoa, de sua história de vida, do fato desencadeador da doença, onde este pode variar muito. Então, a terapia será em todos os casos a principal aliada.

  6. Olá Frederico,
    uma excelente reflexão, escrita desde o ponto de vista de quem foi atravessado pela depressão, sem tê-la escolhido. Não quero discutir sobre os possíveis e adequados tratamentos. Ninguém melhor que o paciente, consulente, analisando… para saber o que funciona ou não. Quero acrescentar à interessante discussão mobilizada por teu texto – discusssão que prova a qualidade do mesmo, pois só um texto com alma mobiliza comentários – uma temática mais política. Penso que, em certas ocasiões, por mais que tentemos responder a todos os pedidos que nos são feitos a partir de diferentes lugares, como a família, o trabalho, a comunidade, nosso corpo dá um basta. Ficamos fatigados. Mas o poder midiático à serviço de uma cultura de produção e consumo não nos deixa em paz. Qualquer canal que sintonizemos, qualquer página publicitária que miremos, em todos os meios de comunicação nos reencontramos com o apelo por produção e consumo. E se nossa boa educação fez de nós “gaúchos”, “catarinenses”, “homens ou mulheres” disciplinados a corresponder, vamos nos exigir à morte. E é nesse momento que a depressão vem nos salvar. Uma doença da alma para salvar o corpo. Mas nem sempre nós entendemos o que nela se diz. Por isso precisamos da ajuda de alguém, que além de nos compreender desde seus códigos científicos, possa sobretudo acolher o que não conseguimos ouvir de nós mesmos. Quero, por fim, agradecer por tu teres sabido fazer da tua depressão a ocasião para que nós todos pudéssemos dialogar. Grande abraço, Marcos, Florianópolis

  7. Oi Frederico
    Sou uma pessoa que sofreu muito desse mal “a tal de depressão”. Sempre me perguntava: Por que não consiguia ser FELIZ se tinha tudo para isso? Um marido maravilhoso, uma filha linda que hoje tem sua vida própria, trabalho, moradia enfim tenho tudo que preciso para ser FELIZ. Mas não. Essa dor inexplicável que vem da alma sempre falava mais alto. Entendo bem o que falas sobre terapeuta inclusive fui numa em Santa Maria e achei frescura. Até que tudo ficou insuportável – até VIVIER – mas graças aos meus familiares e depois de muita insistência voltei na terapeuta e comecei meu doloroso tratamento. Resultado: hoje posso dizer que vivo bem, sei trabalhar com esse problema e tomo remédio sim para VIVER e sentir ALEGRIA.. Não me envergonho disso porque só curti bem minha família com o tratamento. Deus permita que quem diz que depressão é “frescura” nunca sofra desse mal. Parabéns pelo texto. Adorei. Um grande abraço da admiradora
    Pilar Souza

  8. Mto boa a tua reflexão sobre o tema…
    Realmente, so quem ja viveu o sofrimento de nao entender de onde surge tamanho vazio e angustia sabe como é..
    De certa forma eu concordo com a Gabe sobre a quimica, pois alem do tratamento psicologico acho que a medicação (quando utilizada de forma certa e sem o nosso auto boicote achando que nao precisamos) tambem é de grande importancia para a recuperacao.
    Enfim, como tu mesmo disse, que bom que assim como tudo na vida, isso tambem passa….e assim aprendemos a conviver com os altos e baixos e as surpresas da vida!
    bjao querido

  9. Fred… Na minha opiniao de filsofo… livre pensador e sempre em busca da verdade… acredito que a depressao aparece quando a pessoa se acovarda em sua vida… quando fica pensando no que passou e nao quer assumir o presente… o covarde se deprime… o corajoso nao… ja tive momentos de covardia… e de coragem… sobre esse papo de remedio… isso e que nem ir na igreja… fazer macumba… centro espirita… para o covarde… qq coisa ajuda… ate mesmo florais… pois ele nao consegue por si so enfrentar a situacao… logo para mim depressao e frescura mesmo… eu digo porque ja fui fresco!!!

  10. Mimoso…..
    So quem passa,passou,ou sente isso que pode avaliar mesmo…
    Eu te amo..

  11. Sob meu ponto de experiência pessoal,eu já sofri com a depressão e foram por vários anos,logo na adolescência…sempre se apresentava mesclada por uma ansiedade e ataques de pânico momentâneos e persistentes. Razões para que a vida seja difícil e confusa sempre houveram e sempre haverá,mas em determinadas fases,por questão de fragilidade física ou por questões sociais e familiares,tudo se torna extremamente doloroso e a sensação de incapacidade domina a alma,a mente,e o físico,sendo este último,o canal de peso onde tudo começa á se revelar. Ouvi sobre fé,que quem acredita em Deus tudo supera…escutei sobre a questão da fraqueza de minha parte,onde óbviamente eu mais me cobrava e mais piorava meu quadro. A resistência em assumir a situação aliada á falta de informação,me levaram á me fechar dentro de um quarto,onde por um período de 2 anos eu fiquei reclusa,com um restrito círculo de amigos e sem qualquer atividade social. O que me restaurou foi a minha fé,a minha familia e aqueles poucos e valiosos amigos,que vagarosamente me colocaram na dança da vida sob passos sutis da confiança. Resisti á medicação,prolonguei meu quadro “clínico”,e só após alguns anos eu determinei minha afinidade e consciência relacionada á Psicanálise Clínica,estudando e conhecendo á fundo,diversos casos semelhantes e até mais agravantes do que o meu. É como se um paciente com câncer,ao se curar,tivesse a possibilidade e o interesse em estudar Oncologia (ciência da medicina que estuda tumores em geral). Foi desse momento em diante,que consegui a minha cura através do que aprendi e ainda aprendo: a alma é um canal de comunicação inconsciente que se revela á mente,que por sua vez transmite ao corpo tudo que reflete em nós. Hoje tenho compreensão de tudo que eu vivi,e desenvolvi mecanismos de defesa. Se tudo nesta vida é uma lição e somos aprendizes,então que as experiências nos sirvam para que possamos olhar ao nosso próximo sem desdém. Quanto á medicação,não sou á favor,nem contra. Não consegui até hoje exterminar uma enxaqueca com meditação ou poder do pensamento,recorrendo sempre á analgésicos quando necessário,e compreendo que depressão e demais doenças associadas,são desequilíbrios das químicas cerebrais,nada mais especificados por fatores genéticos e na maioria dos casos,psicossociais. Mas reconheço também,que para ter conhecimento do fruto,é preciso saber sobre a sua raíz,muitas vezes…Tratar-se de dentro para fora,não atribuir somente á medicação o sucesso de um tratamento tão complexo quanto esse,é entender que na verdade,as respostas estão dentro de cada um de nós: em nossas almas,que pede atenção e cuidados…é apreciar e decifrar o chamado “inconsciente”.

  12. Tenho convivido com a depressão de um familiar muito próximo…. E em muitos momentos sou cobrada. Trabalhei 21 anos na periferia e convivi com as misérias da vida… Isso me fez dar valor as pequenas coisas que tenho, quando fico triste, pinto, leio, saio a caminhar… Vou em lugares que levante o astral… Nadar faz bem, atividades físicas….

  13. Adorei teu depoimento, só quem já passou é que sabe, muitas vezes somos surpreendidos com a palavra frescura. bjs

  14. Já passei por momentos de depressão, me identifiquei muito com o texto… Concordo em vários aspectos, Frederico, mas discordo, como já dito, em relação a medicação. Os medicamentos antidepressivos tem um papel, não o principal, mas como coadjuvante, na terapia contra esse mal. Sim, o papel principal, concordo, que é a auto-avaliação, observar tudo o que aconteceu, pensar em possíveis causas que culminaram nesse estado, mas como foi lembrado, o fármaco age em cima dos neurotransmissores, fazendo com que tenhamos uma sensação de bem-estar… O melhor tratamento, pra quem sofre de depressão é, sem dúvidas, terapia, mas necessita um acompanhamento medicamentoso, na minha opinião.
    Grande abraço!

  15. E ainda tem gemte que já teve a cara de pau de me falar que eu não teria direito a ter depressão por causa das minhas condições financeiras e familiares….PQP….deve ter achado q tive por prazer….pq gostava d ter essa “merda”….Por acaso é juiz agora pra falar em direito??!!! VTNC.
    Fred….to contigo e não abro!!!

  16. Frederico muito legal o teu texto.
    Aliás sempre curto o que tu escreves, respeito tua opinião, porém vejo que o apoio na “química” como fez referência a Gabe as vezer é necessário para restabelecer o conforto e organizar nosso pensar. Muitas vezes exercitamos muito nosso foco na busca de respostas para tudo, e tu bem sabe que sequer a ciência possui respostas para tudo.
    A poucos dias escutei através da televisão o tema sendo abordado com foco do problema na cidade de São Paulo, onde 30% dos habitantes desta metrópole passam por transtornos de ansiedade ( foi assim o enfoque dado na reportagem). Eu não tenho formação para uma profunda análise, mas pela percepção da observação as causas são as mais diversas. Contudo o modo de vida contemporâneo muitas vezes leva as pessoas a reduzir a qualidade das relações esquecendo que o simples fato de conversar, dar um aperto de mão, ou a saudação cordial nos leva a perceber como as relações humanas são importantes para nossas vidas. Sendo assim o que mais recomendaria as pessoas para não passar pelo caminho do vazio é que viva intensamente as relações humanas, com muita amizade,solidariedade, amor, humanidade acredito que são valores que nos levam ao caminho da alegria e do bem estar. Te amo filho, tu és lindo quando te expressa e tua caminhada nos orgulha muito. Aliás Obrigado as Familias da Fernanda e do Carlos Maria que nos propiciaram com o casamento rever parentes, amigos e contribuiram para recarregarmos nossas “pilhas”. Bj

  17. Excelente texto! Que aborda um quadro muito comum na atualidade! Vivemos numa época em que tudo é fast, das comidas prontas aos relacionamentos que se tiverem problemas, n se conserta ( é mais rápido trocar)! Vc já escreveu um belo texto sobre o assunto!
    Depressão é coisa séria, e acho que dependendo do caso é preciso aliar medicamentos e psicoterapia. Medicamento trata de sintoma. Psicoterapia trata da causa.
    Sou psicóloga e percebo que muita gente chega no consultório querendo alívio imediato dos sintomas e quando os sintomas são severos, os medicamentos podem ser uma ajuda importante. Mas existem casos que eles n sao necessários. É como ter dor de cabeça, ela pode ser um sinal de algum problema mais sério, se vc tomar paracetamol ( ou outra droga do gênero), esconde o sintoma o que pode dificultar a cura de alguma doença. Mas, caso a dor de cabeça te impossibilitar de sair de casa e fazer atividades cotidiadas, é preciso utilizar as duas abordagens: tratar o sintoma e investigar a causa.
    Acredito que toda depressão é desencadeada por algum fator ( atual ou inatual), por isso é preciso investigar mais profundamente o que ocasionou esse quadro. Escrevi um texto há algum tempo, que se chama Cicatrizes, em que faço uma analogia entre um machucado no corpo e os machucados “na alma”. Para que a dor passe é preciso tratar da ferida, vai doer, mas vai curar. Se camuflamos essas feridas, doem um pouquinho e por toda a vida ( e nos impossibilitam de viver e sentir todas as emoções que poderíamos).
    Pra quem se interessar:
    http://anasearapsi.blogspot.com.br/2010/12/cicatrizes.html

    Abraço e coragem aos que precisam encarar suas feridas!

  18. Oi amigo, sei bem do que se trata esta doença, pois já passei por isso, mas discordo do seu ponto de vista sobre as medicações, pois estudo sobre isso e acredito que existem certos casos em que é preciso e bastante eficaz.

    bjuss..

  19. “A dor só dói em quem dói, em quem não dói não dói nadinha”
    frase anonima

  20. Es verdad frederico, tambien ya tuve deprimida y es horrible!
    No te interesa nada, no queres saber da nadie ni nada, lo unico pasas empastillada durmiendo y en los momentos q estas despierta tenes pensamientos negativos, pensas solo en que no queres vivir mas!
    Ya pase por eso y se bien como se sufre! es un dolor en el pecho en el alma…., se puede superar la deprecion con ayuda y mucho amor!!!

  21. Amore,

    É difícil se colocar no lugar de quem já sofreu com essa doença… Qdo a gente fica de fora não consegue imaginar o que está passando dentro da cabecinha…

    Sobre a medicação, discordo que deve ser usada SÓ EM ÚLTIMO CASO.
    Entrando numa questão fisiológica, a depressão é uma doença gerada pela falta de neurotransmissores e se o médico optar por uma terapia medicamentosa é pq realmente o paciente está precisando! Tu podes até pensar que não foi a medicação que te ajudou, as com certeza foi. Isso é química!!!

    Te amo!
    bjs

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