O que é ser amigo?

No dia 20 de julho convencionou-se que é o dia do amigo. Não sou muito adepto a esse tipo de data: dia das mães, do pais, da mulher, do homem, isso me soa de certa forma falso, como se necessitássemos de um lembrete.

Voltando ao tema. O que é ser amigo?

Entendo que a amizade é um dos sentimentos mais nobre do ser humano, senão o maior. Uma vez, não me recordo onde, um amigo me disse que os amigos são os irmãos que deus nos permitiu escolher, apesar de não ser religioso a frase me marcou, tanto que recordo até hoje.

Acredito que ser amigo é saber ouvir, escutar as angústias, frustrações e os medos. Estar aberto ao outro, sem no primeiro momento questionar, apenas estar presente. Acolher alguém requer a percepção e o feeling de permitir abrir mão do espaço que é seu para o outro, algo nobre que um amigo merece.

Não estou falando aqui que o amigo tem que concordar, ou “passar a mão na cabeça” em todas as atitudes mesmo sabendo que estas não são “corretas”. Acho justamente o contrário. O verdadeiro amigo, escuta, acolhe, mas fala o que é necessário, é duro na hora que tem que ser.

Isso sim é ser amigo. Só sua presença já é suficiente, e nem ela às vezes é necessária. Tenho alguns amigos que mesmo sem ver e conversar com eles há algum tempo, sei que se for preciso e solicitar, poderei contar com seu apoio.

Amigo que é amigo quando precisa, fala que está precisando de ajuda, que está com problemas e dificuldades. Eu falo. Esperar que o amigo adivinhe quando precisamos dele, é de certa forma infantil.

Amigo é a pessoa que ri e chora ao seu lado, que repreende os erros e comemora as vitórias, que nos ampara na dificuldade e curte nossa felicidade. Que nos momentos mais difíceis, com um singelo gesto supre nosso vazio, tranqüiliza nossa alma, enfim, amizade faz parte do mais nobre sentimento humano que  é o amor…

Você sabe ser amigo?

Frederico A. S. da Luz – 20-07-2012

Comunicação

Temos dificuldade de expor o que realmente queremos. Fazer com que a pessoa que recebe a informação entenda. Não é simples, e essa falha da comunicação impacta o resultado de um trabalho. Se necessitamos da informação A, nossa expectativa é receber a informação A e não a B ou C, então é necessário pedir claramente a informação A, concordam?

Isso não é simples. Comunicar-se de forma clara e objetiva evitaria muitos problemas e potencializaria o trabalho, evitaria o retrabalho, enfim só haveria benefícios.

E por que muitas vezes não conseguimos transmitir a informação de forma clara e objetiva? Entendo que a solicitação de um trabalho, ou informação, necessita de um mínimo de formalidade. Dessa forma tudo fica mais claro. Ao solicitarmos determinada informação devemos delimitar ela de forma objetiva e clara, para que quem a recebe consiga absorver e entender a solicitação.

Isso tudo pode parecer simples. Pela experiência que tenho um dos grandes gargalos do trabalho é a falha na comunicação. Muitas vezes talvez o problema esteja em quem solicita, que em alguns casos não sabe na verdade o que quer.  Nesse caso não existe solução, qualquer coisa apresentada será suficiente.

Comunicar é essencial, então que tal dispensarmos um pouco de nosso tempo pensando a forma de como melhor realizar essa atividade que é simples, e ao mesmo tempo complexa e essencial.

 

Frederico A. S. da Luz – 16-07-2012

Quem vai primeiro?

 

Numa situação cotidiana, após a ida a um caixa eletrônico, me peguei sobre a seguinte situação. No caso, quando duas pessoas, uma querendo sair de algum lugar e outra querendo entrar, quem tem a preferência? Ou seja, quem tem o “direito de ir primeiro”, a que entra ou a que sai? Qual tem a necessidade, o direito mais eminente?

Para solucionar esse problema social criei a seguinte tese. Entendo que a preferência é de quem sai, explico o motivo. Quem sai tem infinitas possibilidades, digamos lá fora. Já quem entra em nada irá modificar o seu destino, já sabe que vai entrar e o que tem que fazer pelo menos naquele momento.

No entanto, toda regra tem exceção. Em lugares de pronto socorro, emergências, enfim lugares que recebem gente em situação, onde um segundo é talvez a diferença entre a vida e a morte, quem entra nesse caso tem a preferência, vocês não acham?

Como as situações do dia-a-dia, nos fazem refletir sobre coisas, talvez banais, mas que enfrentamos diariamente? E você concorda com essa teoria, ou vamos seguir na linha cada um por si e Deus por todos? Acho que ele tem coisa mais importante para se preocupar…

Frederico A. S. da Luz – 04-06-2012

O medo!

Muitas vezes, na vida, a gente se enrola demais para resolver as coisas. E o motivo principal? Não me restam dúvidas: o medo. Medo de sofrer, medo de perder de vez. Medo de dar bola fora, de ser rejeitado, de não ser compreendido. Medo de ser ridicularizado.
E.. porque não.. medo de não saber o que fazer com tanta felicidade..  Sim! Se não existe um medo fundado.. a gente cria um: tem gente que tem até medo de felicidade! Eu também já tive!
Uma sensação de pura autocrueldade, de não se achar merecedor de coisas boas! Coisa esquisita, mas ao mesmo tempo, coisa de ser humano; coisa de gente; gente que sente!
E o que traz o medo senão exatamente aquilo que a gente gostaria de nunca viver?  É o contrassenso! Você já não teve esta mesma sensação, de atrair exatamente o que mais queria temia?
Esse ano vivi umas daquelas experiências apavorosas, que me fez sentir o ápice do medo: assalto a mão armada, em casa; no lugar em que – em regra – nos sentimos mais seguros.
Antes disso, porém, confesso que as coisas estavam ótimas! Tudo muito bom.. aí a gente começa a criar coisas… e assim.. por vezes quando andava pela casa tinha medo de um dia qualquer, numa dessas andanças, deparar-me com um sujeito na minha casa, com uma arma na mão. E não é que aconteceu exatamente isso? A diferença é que não dei de cara; me encontraram.
Seria evitável? Não sei.. há coisas na vida que simplesmente devem acontecer. Mas exatamente naquele dia em que isto aconteceu, eu estava feliz, de bem com a vida. Se vivesse com medo todo dia… acham que eu teria evitado o resultado? Não sei! Acho que não.
E depois disso, imagine o trauma… passei a temer encontrar bandido cada vez que entrava em casa. Sabe o que aconteceu: bati o carro na frente de casa, em sujeitos notadamente estranhos. O caso é que, pela ironia do destino, eu – temendo tanto um novo assalto – olhei para todos os lados para ver andarilhos suspeitos… e de repente, num flash que desconheço, vi simplesmente a moto batendo no meu carro. Não, não era um assalto, foi apenas um acidente… Mas serviu para mostrar que o temor e o medo extremo… não evitam os dissabores que – infelizmente – temos que passar na vida!
O medo em excesso sufoca! Aterroriza, e não nos acrescenta, ao contrário, nos limita! Impede de viver com a alma leve… impede de deixar para traz as grades que aprisionam a alma!
Sim, é verdade que por vezes o medo traz em si, a cautela! Mas quando começa a trazer para a vida exatamente o que a gente quer afastar dela, possivelmente seja a hora de mudar o foco do medo dos riscos, para o sabor da coragem!  
E aí, haja fé, força e coragem!
Josi Sonagli

Responsabilidade e sorte


O que diferencia uma pessoa nascer numa família rica e estruturada e outra em uma pobre sem condições? Sorte?

Entendo que sim. Pensando dessa forma, todos que tem essa sorte e vamos definir que sorte é ter família, não precisa ser rica, basta ter o suficiente para se viver dignamente. Com possibilidade de ter uma casa, possibilidade de estudo e de viajar nas férias quando possível.

Voltando, se nós, os sortudos. Entendo que toda pessoa que estiver lendo esse texto, provavelmente, se inclui no que descrevi acima tem uma grande responsabilidade. Vejo a seguinte situação. Nós que tivemos oportunidades temos responsabilidade sobre os que não tiveram a mesma sorte.

Penso da seguinte maneira, se nós por uma questão de sorte estamos nessa situação, e não fizermos nada para compensar, digamos o azar de nosso irmão o que estamos fazendo aqui?

Pior, pense agora assim, se os papeis fossem invertidos e nós fossemos o azarado da questão. Como ficaríamos sabendo que os que podem fazer algo, não o fazem?

Colocar a responsabilidade sobre os políticos é muito cômodo. Temos responsabilidade sim. Pela diferença social que existe, pela falta de emprego, pela discriminação, por tudo que em princípio não esta como deveria estar.

Penso assim, e não vejo outra forma de viver tranquilo sendo de outra maneira. Não consigo ser indiferente ao próximo. E não estou aqui dizendo que sei como resolver estes problemas e sim que tenho consciência sobre os mesmos e acho que a responsabilidade sobre eles é de todos, principalmente de mim, de ti, de nós, dos sortudos…

A Arte do Diálogo!

A oratória é, de fato, uma arte!
Porém, para manter um bom diálogo, não é necessário ter o dom da oratória!
Basta ter a polidez no uso das palavras!

Costumo dizer – parafraseando um célebre autor – que o maior problema de muitas conversas não é “o que” é falado; mas “como” é falado!!
Muitas guerras no mundo, inclusive, surgiram em razão de uma palavra mal dita… dita na hora errada, dita de forma errada.

A aspereza nas palavras pode despertar a ira de quem ouve, e antes de acrescentar algo ao interlocutor, poderá ter um efeito contrário.
Ao ter que dizer para alguém que um trabalho está mal feito, se quisermos realmente estimular que a pessoa se esmere em fazer o melhor, certamente a fórmula não é destacando sua “incompetência”.

Porém, se mostrarmos os pequenos atos que a pessoa já bem fez, ou – se isso realmente não existir – se deixarmos claro que nossa intenção é apenas sugerir uma melhora – afinal, a escolha é de cada um – certamente (creio eu) a pessoa que houve ficará mais instigada a ser melhor, ao invés de se rebelar contra sua própria falha!

Existem diversas situações penosas de serem enfrentadas: demissões… rompimento de sociedades e parceiras… conversas em família… conversas em relacionamento… muitas situações que acabam por sucumbir em brigas terríveis, pelo simples modo de “como” as palavras foram ditas…

Com animus alterados, é realmente difícil ter polidez nas palavras… esperar o momento adequado para se falar o que é necessário, quando despido de raiva e sentimentos negativos extremos, pode trazer um resultado surpreendente para quem fala, ou ao menos uma solução harmônica para um conflito existente!

Falar é preciso sim! A franqueza e a clareza evitam problemas maiores. É por meio de críticas construtivas que reconhecemos nossos erros e temos oportunidade de evoluir!

Porém, aliados a necessidade de repreender, corrigir, falar e ser sincero, penso que o bom uso das palavras evita piores conflitos porque, apesar de quem ouve perceber que errou ou ter que ouvir algo que não gostou, sentirá, antes de tudo, o respeito que está sendo dispensado a sua pessoa!

Josi Sonagli

Opção: Desejo ou Amor?

Com o decorrer dos anos é normal que o relacionamento esfrie um pouco, que a rotina, o dia-a-dia tire um pouco do encanto do início. Com a chegada dos filhos, o foco muda da relação homem-mulher para a criança. Uma fase tão importante que necessita de atenção especial.

E a intimidade do casal onde fica com tudo isso? Uma relação é uma conquista diária e não uma escolha feita e formalizada no dia do casamento sendo imutável. Cabe ao casal saber que mesmo que o tempo de ambos não seja mais o mesmo, que o amor se concretizou com o aumento da família. Ambos têm que ter consciência para manter a chama do amor sempre acessa terem seu momento de cumplicidade, onde possam renovar aquele sentimento que os uniu e os unirá pela vida inteira.

No decorrer da vida, surgirão pessoas que irão despertar desejos diversos em ambos. Saber o que fazer com isso é uma escolha. Arriscar um amor pelo imediatismo de um desejo é algo digamos no mínino arriscado, pois o amor é eterno, o desejo momentâneo e fugaz. O amor é mais que atração física é o universo conspirando a favor, é a sintonia do olhar, um gesto singelo, um carinho despretensioso, um silêncio gostoso, um toque que arrepia…

Já o desejo é apenas um desejo… Não temos controle sobre o que sentimos e sobre as sensações que os outros nos despertam, mas temos responsabilidade e a opção de fazer o que quisermos com isso, ou seja, a escolha é única e exclusivamente pessoal.

E você decidiu pelo amor ou pelo desejo?

Frederico A. S. da Luz – 12-05-2012

Respeito ao Luto!

Eu vim a conhecer o que é o “luto” da forma mais drástica possível: perdi a minhã mãe! Uma grande mãe! Eu já era uma mulher adulta! Mesmo assim, foi um corte desestabilizador!

Em verdade, toda grande perda que vivemos é sempre a pior que possamos imaginar… mas a minha foi direto na raiz da minha vida!
Diversos fatos da vida podem nos fazer passar por um grande período de luto.. a perda de um ente querido, o fim de um relacionamento, a certeza da perda de um grande sonho ou uma tristeza profunda… o luto é um momento que simplesmente deixa a gente fora de nós mesmos… e o pior.. sem rumo…

O luto vem em decorrência de alguma circunstância da vida que te leva a romper drasticamente com algo que era bom, e você não queria que acabasse… mas simplesmente acabou e não tem volta! E então a gente sente a alma se rasgar por dentro, sem que ninguém e nenhum remédio possa curar… Cruel assim!

E a gente tem que aprender a lidar com a nova vida! Sim… é uma “nova” vida… Apesar de toda a dor que existe, o luto traz mudança e, ao longo de algum tempo veremos um grande crescimento… existem fatos e pessoas que são insubstituíveis… mas mesmo sem elas continuaresmo a ter muitas outras boas surpresas na vida…

Mas quanto chega o luto, pode haver uma necessidade de extrema quietude… ou de agito extremo.. cada um é que sabe… O “luto” é um processo que deve simplesmente ser r e s p e i t a d o . . . porque se agente não vive ele no momento certo… ele pode querer voltar m a i s t a r d e…. e pode ser ainda pior…

Respeitar o momento… não nos cobrarmos em excesso neste período…. fazer as coisas estranhas que eventualmente queiramos fazer para tentar esvaziar toda a dor da alma…

Por isso, quando este momento chegar, façamos o que a alma pede para fazer.. seja silenciar.. seja trabalhar em dobro… seja agitar demais….seja o que for, respeitemo-nos! Mas estejamos atentos para que a nossa tristeza não vire em um desespero destruidor! Se sentirmos que nossas atitudes possam estar saindo do controle… talvez seja recomentado procurar a ajuda de um profissional… alguém que tem por ofício simplesmente cuidar da gente no momento que nosso chão ruiu… certamente não trará nada de volta, mas poderá nos auxiliar a descobrir as bonanças que (acredite!) virão depois da grande tempestade!

Josi Sonagli

Casamento ou prisão

Piadinhas masculinas ao noivo do tipo: meus pêsames…já era…agora tu morreu… Enfim dando uma visão, digamos assim meio sarcástica para uma decisão muito importante na vida de um homem. Digo isso, pois normalmente a mulher nasce com esse sonho, casar, constituir família, filhos e todos os prós e contras que uma relação engloba.

O homem se tem esse desejo não o expressa da mesma forma. Não sei, talvez esteja equivocado, mas é como visualizo a situação hoje. Confesso que isso é um de meus objetivos principais em minha vida, casar, ter filhos, constituir família, acho que meu lado feminino sempre pesou bastante rsrs…

Por que uma decisão dessa forma e com essa importância é de certa forma vista pela sociedade de forma tão diferente, para a mulher a realização de um sonho, para o homem o começo do pesadelo. Como já citei, eu não encaro o fato dessa maneira. Se for privilegiado de poder me casar com a pessoa que amo, vou ser muito feliz, e a nova fase que se iniciará será de muitas descobertas e total entrega.

Uma relação verdadeira, onde ambos queiram crescer e compartilhar, não limita, agrega. Não restringe, incentiva. Não prende, solta. Não existe ciúmes bobos, e sim crescimento mútuo. Compartilha se vitórias, e se cresce nas derrotas. O olho brilha, no encanto. Dá se o ombro, o braço, o coração, enfim se compartilha e se vive o real sentindo da palavra AMOR.

O seu casamento é assim?

Frederico A. S. da Luz – 12-05-2012

Aos concurseiros

Hoje o texto é bem objetivo e específico a quem tem algum interesse no assunto. Eu sou funcionário público de Santa Catarina, passei em um concurso em 2006. Venho aqui tentar compartilhar um pouco de minha experiência nessa situação.

Primeiro, antes de começar a estudar pra concurso, entendo que a pessoa deva procurar e estudar a respeitos de quais cargos teria interesse, em que você se imagina trabalhando, como se fosse fazer isso hoje. O que você gostaria de fazer?

Por favor, não faça concurso com aquela visão totalmente ultrapassada que funcionário público não trabalha, não faz nada, passou no concurso e a vida tá resolvida. Isso hoje não existe mais. Hoje quem passa em um concurso tem qualificação suficiente e quer muito mais da vida do que esperar o salário cair na conta a cada 30 dias.

Não escolha um cargo exclusivamente pela remuneração, óbvio que é algo a ser ponderado, mas não o motivo principal.
Depois dessa etapa da escolha do cargo, pegue o último edital e estude o máximo que puder, não deixe nada para trás, mesmo fazendo isso, na hora da prova relaxe. Vão aparecer coisas que você nunca viu, só que seu colega ao lado está passando pela mesma situação.

Siga concentrado e acalme-se! A prova é uma questão muito psicológica, mantenha o foco e siga.

Em relação aos estudos, tenho um pensamento. Em concurso público não temos concorrentes, corrigindo temos sim, nós mesmos. Hoje em dia a grande maioria das pessoas tem acesso ao material de estudo. A diferença está em quem consegue estudar e absorver. Compartilhe materiais, ajude os colegas em alguma dúvida, isso gera uma energia muito legal, não são concorrentes e sim amigos que estão na mesma caminhada.

Quando eu estudava tinha alguns amigos na mesma situação, hoje TODOS estão trabalhando e bem. O lema que levava quando estuda era o seguinte:

– DISCIPLINA E PERSISTÊNCIA.

Não somos máquinas então é normal um dia render muito e outro nem tanto. Relaxe se permita, mas não se engane, hoje ou se estuda focado, ou é perda de tempo.

Frederico A. S. da Luz – 16-05-2012