Amor, Satisfação e Desejo

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O que seria o amor?
A idealização de alguém com quem nos identificamos. Que nos proporciona um bem estar, onde a sensação de estar junto traz ao mesmo tempo inquietação e paz.
Onde tudo se encaixa e faz sentido, onde não necessariamente faça sentido. Amar é o autoengano mais certo que existe, amar é viver plenamente.

E a satisfação?
Satisfação é a completa insatisfação. Na verdade nunca é alcançada na sua plenitude, pois a satisfação é fugaz e passageira. É um círculo vicioso de querer sempre mais e mais, onde apenas há troca de objetos que nos dão a falsa sensação de satisfação.

E o desejo?
A… o desejo. O desejo é o que não se explica. Ele nos move sem percebermos, tudo que almejamos, queremos, DESEJAMOS e não sabemos. É a vida mostrando o quão louca é. Onde todo sentido, não faz sentido.
Onde tudo, é nada.
Onde o complexo, é simples.

O que move você?

Frederico da Luz – 22-10-2016

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Canto da Sereia

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Na mitologia grega, as sereias são seres metade mulher e metade peixe capazes de atrair e encantar qualquer um que ouvisse o canto. Viviam em uma ilha do Mediterrâneo, em algum lugar do Mar Tirreno cercada de rochas e recifes ou nos rochedos entre a ilha de Capri e a Costa da Itália
A sedução provocada pelas sereias era através do canto. Os marinheiros que eram atraídos pelo seu canto e se aproximavam para ouvir seu belíssimo som, descuidavam-se e naufragavam. Em nossos dias, utilizamos a expressão “canto da sereia” para designar algo que tem grande atração em que as pessoas caem sem resistência.
Eu noto que o “canto da sereia” está em todas dimensões da vida social. Principalmente nas redes sociais. As redes sociais criam, recriam, distorcem, transformam pessoas, fatos, histórias e situações.
A psicóloga Beatriz Neves foi acusada – injustamente – no Facebook de pisotear uma gata velha e cega no playground de um condomínio em Copacabana.
A mensagem se propagou com a velocidade típica da internet. Em um intervalo de apenas dez dias, Beatriz contabilizou cerca de mil manifestações no Facebook, a maior parte de uma violência incomum. “Mata de porrada. Diz o endereço que eu mesmo mato”, escreveu uma pessoa. Maldita, desgraçada! Gente como essa não morre em assalto, atropelada, com bala perdida, disse outra. Nas postagens, expressões como vadia, monstro, demente e imbecil tornaram-se corriqueiras. Beatriz afirmou: “Fiquei arrasada. Percebi que em questão de segundos sua vida pode ser destruída”.
Todos os anos, milhares de pessoas são alvo desse tipo de ação ignominiosa. O fenômeno, chamado de trollagem, é praticado por dois tipos de personagens: os haters e os trolls.
Os haters, ou odiadores, seriam mais parecidos com metralhadoras giratórias que disparam contra qualquer coisa de que não gosta. O ataque, feito em tom inflamado, visa a ridicularizar os alvos e seus pontos de vista. Os “trolls” são diferentes: fazem provocações e afirmações polêmicas para criar dissensão nas redes sociais. A palavra remete aos seres disformes da mitologia nórdica, mas a expressão teria outra origem: pescar com isca, em inglês. A isca é a provocação: o peixe, a confusão. Como para qualquer pescador, quanto maior o peixe, melhor.
Confesso que esse é um dos perigos de nosso tempo. As redes sociais estão carregadas do discurso de ódio e intolerância sobre temas que vão de futebol e novela até economia, política e religião. Lemos loucuras, sandices e patetices “incríveis”.
Vivemos a era da estupidez humana ou da fraqueza humana. Eu chamo de esnobismo ao vício que consiste em fingir admirar o que de fato não se admira nem se compreende.
Temo que nossa civilização esteja criando “crianças perenes”. Somos criados na expectativa de que tudo é possível, perdemos o sentido do impossível e começamos a tocar e acreditar em coisas que desconhecemos. Assim, o “homem civilizado” que vive na euforia de “tudo é possível” não se comporta de modo diferente da criança: destrói e estraga tudo. Por que justamente não tem ainda a noção do que pode fazer (e do que não pode) com os objetos que a cercam.
É um processo de infantilismo histórico. O risco disso tudo é que cada vez mais ouvimos –sem reflexão e consciência crítica – os diversos cantos da sereia.
Por fim, registro uma história formidável: os jornais ingleses publicaram a história do concerto silencioso anunciado, com grandes alardes de publicidade, por um pianista desconhecido. Chegando o dia do concerto, a sala está lotada. O virtuoso do silêncio senta-se diante do teclado e parece tocar, mas todas as cordas tinham sido retiradas e os martelos não produziam qualquer som. Os espectadores olham os seus vizinhos pelo canto do olho, e ver se hão-de protestar. Uma vez que os vizinhos permanecem impassíveis, todo o auditório, paciente, fica imóvel. Após duas horas de silêncio, o concerto termina. O pianista levanta-se e cumprimenta. Acolhem-no aplausos calorosos. No dia seguinte, na televisão o músico silencioso conta a história e conclui: “Quis ver até onde ia a estupidez humana, não tem limites”.
Autor José Renato Ferraz da Silveira

Menos expectativas, mais felicidade

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Um novo ano começou, época de criar novos planos, objetivos e começar o ano novo com muita expectativa. O ciclo normalmente é o mesmo, criamos planos, sonhamos e corremos atrás da concretização.

Também é época de avaliar se conseguimos o que almejamos, nessa mesma época do ano que passou, conseguimos atender todas nossas expectativas?

Criar objetivos novos, traçar estratégias para alcançá-los é muito saudável. No entanto, não podemos criar muita expectativa. Acredito que tudo que é exagerado na vida, não é bom. A vida não é oito, ou oitenta, e sim tudo que existe entre ambos.

A mensuração da felicidade, entendo que seja uma simples equação matemática.

Felicidade = Realidade – Expectativas

Quanto mais dispostos a aceitar e agradecer tudo que a vida nos proporciona, mais feliz seremos, se nossas expectativas forem exageradas, nunca nos consideraremos felizes.

Expectativas são saudáveis? Sim, desde que na medida certa. O importante é aprender a acertar na medida.

Um belo ano novo de muita felicidade!

Frederico da Luz – 02-01-2016

Coisas simples

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O valor das coisas simples não se mensura, aliás, nós não damos o valor que elas realmente têm. Qual o valor de um abraço? De um sorriso? De um olhar?

Hoje a sociedade foca no material, no dinheiro, no poder, no ter… ter… ter… e ter, mais e mais.

As coisas que realmente fazem a vida valer a pena são os sentimentos, as emoções, aquilo que não se explica, se sente, aquilo que não se compra, se vivencia.

Vivemos correndo atrás de quê? Dinheiro? Pra quê? Dinheiro não compra emoções, não dá sentido à vida. Sim, dinheiro é importante e necessário para se viver, mas não pode ser o objetivo principal.

Tudo que realmente importa na vida está ao alcance de todos independente da condição social.

Ou dar um abraço não está ao seu alcance? Sorrir é algo muito “caro” de se fazer? Ser gentil, cumprimentar as pessoas, ter uma atitude positiva frente às situações, mesmo que algumas vezes não sejam simples, é algo que custará caro?As coisas simples, como dar um bom dia verdadeiro, um abraço no amigo, um afago no seu animal de estimação, contemplar a natureza, como o sol, a lua, a chuva, coisas que estão à disposição de todos e de graça.

Que possamos querer menos, e agradecer mais. Tudo na vida passa, momentos bons, ruins, alegres, tristes, e a vida segue, a atitude e o valor que damos as coisas só depende de nós.

A regra para se viver bem deveria ser…

Qual a sua regra? 

Frederico da Luz – 21-07-2015

O que somos?

Quem somos?

Uma construção de expectativas? A forma como nos percebemos? O que a sociedade espera? O que a família espera? O que os amigos esperam? O que realmente somos?

Essas perguntas são o que tentamos ser muitas vezes. A construção de nossa personalidade é formada nesse meio. Sem perceber, vários fatores influenciam nossa formação, na constituição do nosso verdadeiro “eu”.

Viver tentando atender essas inúmeras expectativas é demasiadamente pesado, haverá um momento que perceberemos que é impossível atender a tudo, a partir de então começa a construção de nossa verdadeira personalidade.

Perceber que todas as escolhas que fizemos ao longo da vida são de responsabilidade única e exclusivamente nossa, as consequências dessas escolhas também. Há que se ter coragem para encarar que suas escolhas dependem de você. A família, os amigos, com certeza querem o nosso melhor, no entanto, eles não sabem o que é o melhor para nós, na vida há poucas garantias, então corra riscos, os seus próprios riscos, viva a sua vida arcando com suas próprias escolhas, não terceirizando responsabilidades e decisões, lembre as consequências de todas as atitudes (ou falta de atitudes) serão arcadas única e exclusivamente por você.

Já descobriu quem realmente você é?

Frederico da Luz – 20-05-2015

Quero a Revolução!

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Bela demonstração democrática nas ruas. O povo reivindicando mudanças e transformações para o bem do nosso belo Brasil. O foco das manifestações foi o combate a corrupção e o descontentamento com nossa Presidente.

Quero a Revolução!

Que cada um assuma seu papel de transformação e seja um agente ativo nesse processo. Que tenhamos consciência e responsabilidade sobre nossos erros e atitudes. O problema muitas vezes não está fora, e sim enraizado dentro de nós. Que a lógica do ganha-perde, vire do ganha-ganha.

Quero a Revolução!

Que não nos eximamos de nossas responsabilidades, criticando o outro e esquecendo de fazer nossa parte. Os políticos são o retrato de nossa sociedade, ou não fomos nós que os elegemos?

Quero a Revolução!

Que a riqueza verdadeira, a saúde, o equilíbrio e a paz interior possam ser conquistados por qualquer pessoa, que possamos colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. Que nossas atitudes não vislumbrem apenas dinheiro, poder e status, e sim algo maior, que não se adquire materialmente. Buscar algo fora, para não precisar olhar para dentro, esse é a eterna fuga de muitos.

Quero a Revolução!

Que o dinheiro público seja destinado de forma adequada. Que entendamos que o Estado é uma construção de todos nós, que a responsabilidade pela mudança está ao alcance de cada um diariamente em suas atitudes e convicções.

Quero a Revolução!

Cobrar os outros, dando exemplo com atitudes, assumindo a responsabilidade de fazer e transformar. Uma sociedade precisa de revoluções. A revolução começa dentro de cada um de nós, com atitudes simples, que farão, toda a diferença. O poder da revolução? Está em suas mãos, basta …

Frederico da Luz- 16 – 03 – 2015

Ame muito

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Na vida são poucas as certezas que temos, a única real é a morte. Mesmo assim, não é o fim e sim um recomeço.

Como viver nessa “insegurança” da vida?

Como ter um pouco de paz e criar algum sentido, nesse mundo louco?

Além da morte, trago na vida uma certeza que defini como prioridade, o amor. Sentir e explorar esse sentimento tão nobre, muitas vezes deturpado nos dias de hoje. Não importa o quê, ame, ame muito, com todas as forças, esse sentimento é algo que não limita, agrega, não restringe, amplia, não afasta, junta.

Descubra algo que você ame na vida. Pode ser uma pessoa, um trabalho, um lugar, um time, enfim, as opções são muitas, mas ame. E o melhor de tudo isso, o amor expande, faça o exercício de ver amor em tudo que você faz, mesmo nas tarefas “chatas” e corriqueiras, vais ver a transformação que esse sentimento gera.

O amor hoje tão banalizado e distorcido muitas vezes nas redes sociais precisa de menos exposição e “virtualidade” e mais carinho e atitudes.

Quem ama e consegue colocar amor na sua vida é mais feliz. Todos têm capacidade de amar e ser feliz. Amar é um exercício, muitas vezes não fácil, no entanto extremamente recompensador.

Em época de festas e comemorações, ame, não ame pouco, ou comedido ame muito, não economize no amor, ele não precisa de economias. Quanto mais amor se dá, mais amor se tem. E é o amor o sentimento mais nobre que existe nessa nossa louca vida…

Frederico da Luz – 17-12-2014