Erros & Tropeços!

Errei!  Putz,  pisei na bola outra vez! Falhei!
Como pude fazer isso? Por que não fiz aquilo, Meu Deus? Aii… falei demais!  Por que não falei o que pensei? Não deu certo… a culpa foi minha… 
Quem já não se repetiu milhares de vezes algumas, ou melhor, todas essas frases? Mas, para e pense, para que nos penalizamos tanto?
A cada momento, fazemos o que pensamos ser o melhor a ser feito! Somente depois, quando o resultado não é o esperado, é que passamos a analisar as nossas condutas! Mas, faria sentido ter feito de outro modo? Não! Os erros fazem parte da vida!
Uma pessoa totalmente metódica, que não perde o equilíbrio nunca, que diz tudo que pensa com a perfeita delicadeza, que consegue ser totalmente o que é na presença de qualquer pessoa… que acerta em todas as escolhas… não existe! Nem as máquinas são tão perfeitas… quanto menos nós, seres humanos!  Se alguém assim conseguisse ser, seria uma pessoa entediante!
Seja por instinto, seja pela razão ou pela emoção, sempre procuramos fazer o que pensamos ser o melhor a cada momento! Mas é verdade que muitas vezes acabamos errando em nossas escolhas, palavras e atitudes! E qual o problema? Errar nos conduz a reflexão… e a um grande aprendizado!
Não estamos aqui para sermos perfeitos a qualquer custo! Estamos aqui para sermos felizes! Para fazermos o que nosso coração deseja fazer para nos proporcionar mais momentos de felicidades! Se desta vez não colhemos o que esperávamos, não tem problema! São esses tropeços que fazem de nós seres humanos completos!
E diga-se, de passagem, nossos micos, erros e tropeços, muitas vezes.. rendem boas histórias para contar!
Então, se você se arrependeu do que fez, se acha que deveria ter agido de outra forma, relaxe! A vida te trará outras oportunidades para seres uma pessoa melhor! Mas o excesso de culpa e autocondenação não te levará a nada!
E quer saber: por mais que tentemos, ainda assim iremos cometer novos erros!
Então, vamos lá!
Vamos relaxar, sorrir, e seguir em frente!
Josi Sonagli

Quebra cabeças

 

Hoje vejo o mundo como se fosse um enorme quebra cabeças. E nós somos uma de suas inúmeras peças. Viemos aqui com um propósito, digamos assim com uma missão a cumprir.

Cada um tem uma característica peculiar que nos diferencia de todos os demais. Uma qualidade única, um “dom”. Apesar de nossa constituição genética ser semelhante, essas pequenas diferenças fazem toda a diferença.

Entendo que as pessoas correm atrás de coisas que não tem importância, como dinheiro, status, poder. Coisas que na verdade não deixam de ser importantes, mas confesso que estão longe de minha lista de prioridades. A minha começa na família, nos amigos, nas relações, no ser humano, na natureza, na troca. Não sei se estou certo, mas isso me gera uma tranqüilidade e paz para viver, quando as dificuldades aparecem.

Se conseguíssemos inverter a lógica que percebo que move as pessoas hoje, principalmente em relação à forma de conseguir as coisas. Hoje funciona assim, para alguém ganhar, outro deve perder. Minha lógica ideal e no que acredito é a seguinte:

– Todos podem ganhar juntos, compartilhando, crescendo, evoluindo.

Utópico? Sinceramente acho que não, tenho convicção que as pessoas, o mundo irá acordar, talvez leve algum tempo, mas isso irá acontecer.

Se todo mundo estivesse fazendo o que gosta, evoluindo e construindo um mundo melhor para todos, imagina o ciclo e a corrente positiva que isso geraria. Acredito que cada um de nós veio aqui para fazer “algo”. Tenho uma idéia do que seria o meu “algo”, isso é uma descoberta pessoal. E quando a encontramos, é algo que não há palavras como descrever, se entra em sintonia com o mundo, com o planeta, com a vida, não é tão simples de encontrar, requer força e determinação, mas procurem tenho certeza que irão encontrar.

 

Frederico A. S. da Luz – 14-05-2012

Uma grande cagada

Vou relatar aqui uma das piores coisas que já fiz em minha vida. Tenho vergonha e contei para poucas pessoas o fato. Chegou no entanto, o momento de encarar a situação, talvez evite que alguém tenha essa atitude que infelizmente tive.

Quando vim morar em Florianópolis adotei três cachorros, duas fêmeas e um macho. Eles foram largados na rua. Estimo que tinham na época uns 2 meses, não mais que isso. Aqui em Daniela, onde resido, ainda existe essa péssima cultura.

Ainda está comigo a Preta minha cadela, ela hoje tem 6 anos. É uma lady, parece que é cachorro de raça. Quem conhece sabe do que estou dizendo, extremamente educada e dócil, minha companheira de pedalada na praia.

Os outros tiveram destinos diversos, a Morena a outra cadela, eu dei para meu avô e ele deu para o irmão dele. Já o Pitoco é o ator principal de uma das coisas, mais covardes, tristes, ridículas, enfim… uma coisa horrível que fiz.

Estava estressado por algumas coisas e ele era muito ativo, sempre pronto para brincar, às vezes era até chato, por que vivia pulando em todo mundo querendo atenção, um crianção, mas muito dócil e companheiro. Então nesse dia, o abandonei em um bairro afastado de casa, ele deveria ter mais ou menos um ano. Após essa decisão lamentável que tive, no outro dia retornei ao local onde deixei, e não o encontrei, perdi a conta de quantas vezes passei por lá e nos arredores o procurando e nunca o encontrei.

Faz tempo que trago isso comigo. Peço apenas que não me julguem, nem tão pouco atirem a primeira pedra. Já fui apedrejado pela minha consciência durante muito tempo. Hoje me lembro do assunto, óbvio que não gosto de recordar, mas aprendi a conviver. Foi um grande erro, não me orgulho em nada de ter feito isso, mas fiz, não posso mudar.

Espero que essa minha experiência e atitude sirvam para alguém não cometer o mesmo, pois a culpa que isso gera é devastadora, é o que sinto. O animal é totalmente dependente de nós, isso que fiz é crime e se tiver que ser punido por isso, aceitarei.

Frederico A. S. da Luz – 23-05-2012

A mudança que vem de dentro

Algumas pessoas possuem a consciência expandida. Reconhecem que fazem parte do todo e que o nosso papel é amar ao próximo, preservar a natureza e blablablá…

Ok. Já fui mais encarnada nessa conversa de anticapitalismo, de combater corrupção e de discutir uma “revolução” no sistema em que vivemos. O consumo é exagerado, deve haver reforma no sistema, devemos todos viver em união para uma melhor qualidade de vida. Era essa a discussão e ponto. Fiz muitos amigos assim, me identifiquei com algumas pessoas e minhas ideias ganharam toques de reflexão.

Também bebi muito vinho barato e cerveja em ocasiões de tais “discussões”. E no dia seguinte todo mundo corria comprar uma coca-cola… Perdi alguns lindos dias na ressaca. E Isso me fez feliz por algum tempo, mas sentia que não estava agindo para mudar as coisas…
Pois bem, com o tempo passando, e com meu filho já mais crescido, faço reflexões de quais ideias transmitir a ele, de qual motivação apresentar para sua cabecinha ainda virgem do conhecimento histórico-político desse nosso mundo. E com os filhos a gente sempre aprende mais do que ensina…

Aprendi que a revolução não vai acontecer armada, como os “revolucionários” bebuns (me incluindo) predizem, a revolução acontece silenciosamente em cada um de nós. A mudança de simples atitudes diárias nos faz reacionários, e faz com que melhoremos de alguma forma, mesmo que pouco, a condição do mundo.

Separe o seu lixo, ande de bicicleta, deixe o carro na garagem e vá na padaria a pé, seja gentil com os mais idosos e com todos que encontrar no seu dia, não julgue as pessoas, procure compreender as situações, e entre em contato com a natureza. Faça um trabalho voluntário e pare de reclamar do sistema. Participe de eventos beneficentes ou de esporte no domingo de manhã (sempre tem algum).

Essas atitudes fazem de você um revolucionário! Deixe de beber em uma sexta feira e acorde no sábado disposto, sem ressaca e visite um lar de crianças… gaste 1% do seu salário para ajudar uma ONG de animais abandonados. Aproveite sua folga e vá pedalar, sentir o sol. Prefira os vegetais às carnes, os sucos ao refrigerante…

Mas vamos combinar né, pra tudo tem um meio termo… um vinho com os amigos e alguma discussão também são fundamentais para alimentar nossa alma e nos fazer reacionários. Porém não esqueça (parafraseando algum autor que desconheço):

– Seja a mudança que queres ver no Mundo!

Mel – Leitora

Amar é…

O Amor não é algo que avisa assim: “estou chegando…”. Ele simplesmente chega. Sem hora, inesperado, das formas mais do que malucas, da onde se menos ou mais espera. E daí o olho brilha, o coração bate, a perna treme, se sua frio, se arrepia, se permite, se entrega, se atira-se do avião sem para quedas…

E é tudo muito bom… A sensação de amar e ser amado é algo que as palavras são insuficientes para definir… Apenas se sente…E como se sente… O toque… O cheiro… O beijo… O corpo…

Tudo está no seu lugar, os passarinhos cantam… a chuva torrencial, parece uma leve brisa… o esporro do chefe não estraga o dia. A fechada no trânsito tem a reação do sorriso, sem motivo. A queixa do amigo é acolhida com um abraço e uma alternativa simples de solução.

A vida fica mais colorida, o time começa a ganhar mesmo perdendo. A comida tem mais sabor, o sol fica belo, a lua mais romântica, a tarde mais agradável, o acordar torna-se um presente e à noite… Bem, à noite deixemos assim…

Amar é um sentimento completo que não completa, e sim transborda tudo de bom que temos em nós e que o outro nos ressalta, o amor é simplesmente viver da forma mais intensa e completa que se possa querer, sonhar ou simplesmente… AMAR

Frederico A. S. da Luz – 12-05-2012

Dia dos namorados

Existe a convenção hoje que dia 12 de junho é o dia dos namorados. Confesso que isso não me motiva. Entendo isso de certa forma como um estímulo ao consumo, coisa da sociedade que vivemos.

Esse dia deve ser compartilhado todos os dias. Como um bom dia com um beijo no rosto, um carinho inesperado, uma simples troca de olhares, enfim algo que nenhum presente estimule esse sentimento que surge e é tão belo, na convivência e na descoberta que uma relação proporciona.

Quando estamos com alguém que amamos, estamos desarmados, a guarda está baixa, não queremos nada mais do que amar. E o que isso significa? Significa crescer com o outro, compartilhar tanto as vitórias, como as derrotas, estar ali para compartilhar um sorriso, como para dar o ombro para o choro. Dar um afago, um carinho, como também ser forte e firme quando necessário.

Um relacionamento não é ser o que o outro espera, e sim ser você e isso bastar para o outro. Dar amor só é possível quando se ama, quando a gente se ama, dar algo a alguém que você não consegue dar a si mesmo, é algo impossível de se fazer.

Então ame, ame muito, mas ame você, isso se refletirá nos outros. E o dia dos namorados não se restringe a um dia do ano e sim aos 365 dias que oportunizam diariamente essa troca de amor e carinho que dois amantes vivenciam a cada dia, cada hora, cada minuto…

Frederico A. S. da Luz – 11-05-2012

O braço que sobra

Hoje vou escrever sobre um assunto extremamente útil e relevante. Por que não temos um braço que desencaixe? Tipo assim, que pudéssemos tirá-lo quando fossemos dormir. Existem posições onde um dos braços seria totalmente dispensável. Vou explicar melhor essa teoria.

Quando estamos lá, dormindo de lado, bem tranqüilos, é foda arrumar o braço que fica embaixo, ou ele fica esmagado pelo corpo e acorda volta e meia dormente, ou então fizemos alguma ginástica para acomodá-lo de outra maneira. Já quando estamos dormindo de conchinha com alguém (saudade disso), onde enfiamos o bendito?

Não sei como até hoje não foi realizado nenhum estudo ou tese que supra essa necessidade vital da vida moderna. Confesso a vocês que nunca tinha refletido a respeito, os méritos dessa reflexão não são meus, e sim de uma conversa muito profunda via facebook.

Enfim, se algum cientista, médico, fisioterapeuta, professor de educação física estiver lendo esse texto, por favor, reflita e ajude a sociedade a resolver esse problema social que aflige praticamente toda população.

Vou seguir sonhando com meu braço que desencaixa…

Frederico A. S. da Luz – 16-05-2012

O Bem Viver e a Natureza!

Esta semana li uma reportagem que fala dos problemas emocionais que as crianças podem desenvolver, por estarem cada vez menos em contado com a natureza.

A matéria, porém, me fez pensar não apenas nas crianças, mas em todos nós, crianças, jovens e adultos que, vivendo em uma era urbana e informatizada, acabamos nos afastando, ainda que sem querer, do contato com a natureza!

Quanto tempo acabamos passando sem contemplar um entardecer, um banho de mar, ou uma simples caminhada a beira mar? Quanto tempo passamos sem sentir a agradável sensação que traz uma brisa refrescante e o aroma das plantas? E quanto perdemos por deixarmos de receber a energia maravilhosa que a natureza insiste em nos oferecer?

Em um mundo frenético e informatizado, estas dádivas divinas são postas de lado, em nome da agilidade, praticidade e comodidade… e junto dessas ações desenvolvemos sentimentos de nervosismo, angústia, ansiedade, estresse.. e o pior… uma energia carregada, que muitas vezes sequer conseguimos entender as causas.

Existem muitos remédios que podem ser utilizados para amenizar algumas dores da alma. Tranquilizantes, antidepressivos, ansiolíticos… mas que podem ter seus efeitos multiplicados, ou muitas vezes até trocados, quando nos colocamos abertos para a energia que a natureza quer nos passar.. Eu já aderi a este novo hábito e tenho tido resultados surpreendentes!

Uma brisa suave pode ser tudo que precisamos para descarregar os maus pensamentos e deixar a mente leve para as boas ideias fluírem… suavemente…

Se banho de chuveiro às vezes já nos renova… muito mais limpa fica nossa alma após um banho de mar… outro dia olhava uma daquelas chuvas intensas de verão… e não resisti! Fui relembrar os tempos de infância tomando um banho de chuvas que há anos não tomava! Além de rir muito, me revigorei por inteiro!!!

Já experimentou fazer uma dessas trilhas por meio da mata? Trocar um programinha urbano de final de semana, para conhecer maravilhosas cachoeiras que existem bem pertinho de nós?

Ou simplesmente ter uma plantinha de estimação, para quem não tem muito tempo para cuidar de um bichinho…

A natureza é Divina! E não só pelas belezas. Muito mais pela energia transparente, invisível aos olhos, mas perceptível por nossas sensações.

Estar aberto para um bem viver, é estar aberto a tudo de belo que a vida tem para nos presentear!

E você, tem vivido as belezas deste presente?

Josi Sonagli

Amor, Loucura e Tesão

Quente… muito quente… toque… loucura… desejo… beijo… muitos beijos… corpo… toque… pele… pele na pele… vontade… muita vontade… enlouquecida vontade… sacanagem… amor?

Pensar… não quero pensar… sentir… basta sentir… permitir se a loucura… loucura… muita loucura… fogo… eterno fogo… tesão… prazer… sem razão… esqueça… não pense… NÃO PENSE… permita-se… sem julgamentos… sem preconceitos… entrega… entrega total… pudor… sem pudor…

Palavras… desnecessárias… desnecessárias palavras… compreensão… pra quê? Não quero compreender… foda-se a compreensão… foda-se ao entendimento… foda-se as regras… foda-se o mundo…

Aqui… agora… nesse momento… pele… pele na pele… corpo… dentro do corpo… junto ao corpo… totalmente ligado ao corpo… razão… sem razão… sem pressão… compreensão… sem total compreensão… loucura… loucura… muita loucura…

O cheiro… que cheiro… que gosto… o gosto… o toque… no toque… fundiu-se… o corpo… ao corpo… na pele… que pele… a minha… na tua… a nossa… o todo… loucura… começo? Início?

Não pensa… compensa… não pensa… esquece… viva… VIVA… simplesmente viva.. reflita… não reflita… permita… simplesmente permita… escute… sinta… o cheiro… o gosto… a pele… na pele… a boca… na boca… a minha… na tua… o gosto… no gosto…

O corpo… no corpo… a vida… sentir… basta… SENTIR… SENTIR… SENTIR…

Frederico A. S. da Luz – 04-05-2012