O Choro

Desde pequeno os homens escutam:

– Homem não chora, isso é coisa de mulher.

Não é verdade?

Mesmo sabendo que isso não existe, com certeza essa frase já foi escutada, e provavelmente isso aconteceu na infância quando normalmente acreditamos nas coisas sem refletir muito a respeito, até pela nossa falta de experiência.

Escrevo sobre isso, pois vi um filme e me emocionei a ponto de chorar, gostei e permiti isso, mas confesso que não foi tão simples assim. Engraçado não? Somos educados para não expressarmos nossas emoções? E qual o motivo disso? Os valores que a sociedade impõe? Será que isso não é um preço muito alto a se pagar?

Hoje, depois de 28 anos de vida entendo que esse preço é altíssimo. Imagina temos que viver fingindo o tempo todo, ou seja, nos escondendo de nós mesmos, exteriorizando algo que no nosso interior não acontece, e mais uma vez pergunto, para quê? Para satisfazer a quem? Isso o faz feliz?

No decorrer da minha vida tentei contentar a todos, família, amigos, namoradas, enfim, quem eu gostasse eu faria o possível para agradar. Hoje vejo que estava completamente enganado. Obviamente não consegui contentar todos, dessa forma me sonegava, me deixava em segundo plano, e isso não é nada bom.

Como podemos deixar as pessoas que nos cercam felizes se nós não estamos? Antes de tudo, temos que nos amar e nos aceitar com todos defeitos e imperfeições que temos, somos únicos, ninguém é igual a ninguém, você não tem molde, nem fórmula. Então se ame, se aceite, e lute para ser feliz, assim, as pessoas que você ama estarão. Podem até não estarem plenas com si próprias, mas estarão feliz pela sua felicidade.

A vida é uma dádiva não temos dívida com ninguém, nem com pai, com mãe, ou com quem quer que seja, cada um faz sua própria escolha, a responsabilidade das suas é única e exclusivamente sua. Então o que vais fazer? Viver atuando, tentando contentar a todos e esquecendo de você? Ou tornar-se o protagonista deste show e ser simplesmente feliz?

Frederico da Luz – 19-12-2010

Amor e Paixão!

Qual a diferença entre amor e paixão? Entendo que o primeiro é um sentimento puro, tranquilizador, equilibra, faz bem para o corpo, alma, é um estado de “zen” total, um estilo de vida, quem é feliz ama e muito.

Já a paixão é impulsiva, emocional, sem razão, uma loucura, o querer estar junto toda hora, algo que modifica todo o sistema biológico, o batimento acelera e suamos frio, algo demasiadamente intenso. Não lembro onde li, que não sobreviveríamos se ficássemos mais de 2 anos apaixonados, nosso corpo não agüentaria, já o amor é algo que deve ser buscado para a eternidade (que filósofo, não?).

Há várias formas de amor, amor de mãe, de filho, de amigo, e o de homem e mulher (e também o de duas pessoas do mesmo sexo). Esse amor faz muito bem, gera um equilíbrio, um dos pilares para uma vida saudável e feliz, quem ama, vive melhor, não sobrevive como os que não trazem amor no coração, sobre essas nem vou falar.

A paixão mesmo sendo um sentimento bom, ao mesmo tempo é ruim, nos faz sofrer demasiadamente, nosso corpo fica a mil, querendo de todas as formas suprir e contentar aquele desejo intenso. Faz um bem e um mal enlouquecedor, mas faz parte da vida.

Algumas pessoas dizem: ninguém me ama, ninguém me quer, ficam enumerando defeitos que em principio têm, que não são necessariamente verdadeiros, são apenas percepções. No entanto, tornam aquilo realidade e acreditam nisso, nós somos o que queremos ser, então, já viram o resultado. Só que isso pode mudar, basta mudar a atitude (essa palavra é mágica), ao invés de reclamar, agir! Tentar melhorar o que incomoda, se por um acaso não conseguir, sua consciência vai estar tranqüila. Não desanime no primeiro obstáculo, a graça da vida esta aí. Podemos constantemente crescer e ultrapassá-los, isso dá uma energia absurda e faz um bem imensurável!

Vou ser um pouco polêmico, mas acredito nisso então ai vai: Aos casados/namorados/ficantes, hoje há tantas definições para isso, mas acho que me fiz entender. Senão estão felizes com a relação por que não mudar? Na verdade primeiro aconselho conversar (outra palavra mágica), seja sincero, a pessoa com quem você convive gosta de você, senão gosta, um dia gostou, então…Resolva coloque os pingos nos ”is” como se fala. Se por acaso não resolver, parta para outra, mude. Já passamos do tempo que mulher separada era excluída da sociedade, estamos evoluindo, ainda bem.

Mais uma coisa, se seu Amor ou Paixão já for comprometido, avalie se ele não tem o direito de saber desse seu sentimento…Ou então fique imaginando, e nunca saberá o que a vida te espera. Isso é uma decisão sua de mais ninguém, qual vai ser sua atitude?

Frederico da Luz – 16-12-2010

O “cárcere” feminino

A mulher ganha cada vez mais espaço na sociedade, conquista cada vez mais lugar de destaque nas organizações. A mulher tem uma sensibilidade, um “feeling” que, normalmente, o homem não o tem; também uma empatia muito mais desenvolvida que possibilita um grande diferencial.

Atualmente, quem não souber se relacionar com pessoas esta fora do mercado. Apesar da sociedade atual gerar ilhas individuais devido à tecnologia e uso excessivo do computador, as grandes decisões são tomadas em grupo, felizmente à máquina nunca substituirá o discernimento e a capacidade do homem.

Devido a esse espaço que a mulher vem conquistando, seu tempo se tornou cada vez mais raro. Além de ter que disponibilizá-lo para suas conquistas recentes, como trabalho, desenvolvimento pessoal e profissional, ela também tem que cuidar da casa, dos filhos e de si própria.

Esse é o ponto. Hoje cada vez mais a questão estética tem grande peso, ou seja, é exigido e cobrado das mulheres que estejam sempre lindas e impecáveis. Qual o real preço disso? A mídia exulta e potencializa as mulheres lindas, perfeitas, malhadas, felizes. Elas existem realmente? Mesmo as mulheres que estão no meio artístico – e por questão profissional devem estar em forma – não têm essa perfeição que a mídia e a sociedade vendem como ideal, no fundo, são mulheres simples, que também têm obrigações com a família.

O tempo que as mulheres investem para estarem sempre lindas e perfeitas é algo a ser repensado: horas de academia e salão não seriam melhor aproveitadas de forma diferente?

Não me entendam mal, acho que as mulheres devem se arrumar e se preocupar com a beleza, o que me preocupa, é o tempo excessivo que algumas gastam com isso, buscando a perfeição vendida pela mídia e sociedade, que na verdade não existe. Nem mesmo as atrizes e modelos que vivem disso recorrem ao hoje tão famoso FotoShop, porque a mulher de “verdade” não aceita suas características e sua individualidade única?

A beleza da mulher não é apenas física, e sim composta de sua personalidade única, que cada uma tem, pelo seu senso de humor, sensibilidade, carisma, seu trato com as pessoas; tudo isso reflete no seu aspecto físico, hoje tão cobrado. Quando as mulheres descobrirem e visualizarem que cada uma tem uma beleza única e que não necessita desse parâmetro vendido pela sociedade, elas estarão livres do “cárcere” a que hoje estão impostas.

Frederico da Luz – 22-11-2010

Meu “inimigo”, o meu espelho

Você tem alguém que considere inimigo? Talvez não seja essa a palavra, que não tenha simpatia por determinada pessoa, devido a algum ou vários motivos? Entendo que dificilmente alguém não visualize uma pessoa que se encaixe nesse perfil, ou você ama todo mundo? Como gostaria de ser assim, mas não consigo, tem pessoas que eu não gosto, não sei explicar o porquê.

Hoje já consigo identificar a real função dessas pessoas em minha vida. Vamos pensar assim, sigam meu raciocínio, tenho muito claro isso. As pessoas com quem não temos afinidade retratam algo que não conseguimos trabalhar em nós mesmos, simplificando, elas têm uma característica que não temos, algo que gostaríamos de ter. Reflitam a respeito, isso não acontece com você?

Na minha infância brigava muito com um primo, às vezes ele dava motivo, outras não, minha tolerância em relação a ele era mínima, já em relação a outras pessoas não. Hoje consigo visualizar o porquê de minha atitude. Eu gostaria de ter o jeito descolado que ele levava a vida, eu queria ser assim no fundo, mas não conseguia, já ele era assim. Vejo que isso era a tão falada inveja, eu queria aquilo, mas não sabia como, e minha revolta não era em relação a ele, e sim em relação a mim mesmo, interessante não?

Mais uma vez reforço e acho importante salientar, que meus textos não são científicos, ou seja, não sei se estou “certo” ou “errado”, são apenas reflexões minhas a respeito da vida e do cotidiano, que gosto de expor, se ajudar alguém com isso, estou realizado.

Frederico da Luz – 16-11-2010