Família em Guerra!


De uma análise do que afirmam grande parte das pessoas (e eu naturalmente me incluo nesta parte) percebo que a Família e a Harmonia Familiar ainda são valores perseguidos e preservados.

É verdade que atualmente a ideia de família tem outras dimensões. Por isso, me proponho aqui a falar sobre família nos tempos modernos, ou seja, o agrupamento de pessoas que convivem de forma mais íntima, unidas pelo sangue, casamento, ou pela simples afinidade.

Quem não tem, em geral, anseia uma família! Os que têm, porém, reconhecem que, muitas vezes, é difícil manter um diálogo harmonioso com os membros, porque, hoje em dia a noção de bem estar individual pode, por vezes, colidir com os interesses do grupo familiar.

E então, o que fazer? Assim como todas as questões que envolvem o comportamento humano, devemos reconhecer que esta é um pergunta sem resposta certa. Porém existem certas atitudes que podem ser tomadas individualmente, e que tendem a contribuir para a boa convivência, e o mais importante, para o crescimento de todos os membros da família.

Eu, particularmente, tenho sim uma família abençoada por Deus! Um pai admirável e que realmente serve de exemplo aos filhos, ao ensinar-nos seus maiores valores; um irmão que faz tudo por mim; uma irmã com quem tenho os mais diversos diálogos que me possibilitam um grande crescimento; enfrentamos juntos nossa maior perda, minha mãe, a quem já escrevi um texto inteiro; ou melhor, vários textos, pois o tempo nunca apagará toda a grandeza materna que recebi de minha grande MÃE, cujas últimas palavra foram: Unam-se! Ecoou profundamente em nossos corações…

Mesmo assim, por vezes o conflito emerge porque, afinal, cada pessoa da família tem uma história de vida; em que pese a semelhança de valores, nutrem prioridades diferentes para suas vidas, conforme seus objetivos e realizações pessoais… E quando alguém não concorda com o que estamos falando, em especial se for um alguém da família, nossa primeira reação é tentar falar mais alto, para tentar ser melhor ouvido… e aí…. creio que todos já sabem o resultado…

Por vezes, há quem tenha o equilíbrio e a paciência de não explodir, mas insiste em bater na mesma tecla e dizer a mesma coisa para alguém que simplesmente… não quer ouvir!
E então, vale a pena continuar o desgaste intenso? Será este o caminho da harmonia familiar?

O que penso é que em geral não percebemos que o silêncio e o distanciamento, também são condutas necessárias dentre os membros da família, para que certas questões sejam bem digeridas, cada uma no seu tempo. Afastar-se, não quer dizer, “esquecer” ou “abandonar”; não quer dizer “trocar a família por outras coisas”. Afastar-se, em algumas circunstâncias, é a atitude mais sensata que pode ser tomada, para que, em seguida, no tempo certo, a harmonia ressurja. Afastar-se, pode representar, um ato de respeito entre todas as pessoas da família que, por alguma razão, enfrentam um conflito!

Eu confesso que muitas vezes fiquei resistente a esta idéia.. por levar a concepção de que família deve estar sempre unida… mas… quando me vi a ponto de explodir com todos a minha frente… resolvi me afastar.. e foi então que entendi que silêncio interior é algo muito diferente de distanciamento familiar.

Quanto a gente se propõe a se escutar, e a permitir que as pessoas em nossa volta também ouçam a si próprias.. pode ser que fique mais fácil reencontrar o caminho da sempre almejada harmonia familiar.

Josi Sonagli

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