A volta

Se afastar do mundo, de todos, é a pior coisa que alguém pode fazer. A vida é troca, se fossemos feitos para viver isolados, cada um teria seu mundo. Na verdade, cada um tem o seu, cada um cria e vivência o que planta, aceitar que precisamos dos outros é algo que requer humildade.

Respeitar e aceitar que não somos perfeitos, erramos, fraquejamos, permite que o “outro” possa estar ali para ajudar a nos reerguer. Ele não pode nos carregar no colo, apenas sim, possibilitar o reequilíbrio, estender a mão para que possamos levantar e seguir em frente.

O mundo atual é uma corrida frenética, só que não há ponto de chegada. Corremos em busca de status, dinheiro, reconhecimento e chegaremos aonde com isso? Parar para pensar e refletir aonde tudo isso nos levará assusta, não?

Valorizar as pequenas coisas, como a natureza que todo dia nos proporciona grandes espetáculos, esta ai de graça para todos, temos tempo de curti-lá? Temos tempo para nossos amigos? Temos amigos? Ou vivemos numa ilha individual?

A sociedade que vivemos enaltece o melhor, o diferente, requer que sejamos algo que é praticamente impossível se tornar. Isso não passa de pura ilusão e fuga, não estamos aqui para ganhar de ninguém, a vida não é uma competição, mas sim uma escola, onde a escolha de viver bem ou mal depende de cada um, da forma com que cada um reage frente aos obstáculos que ela no impõe.

Aceitar a vida, nossas limitações são o primeiro passo para ser feliz. Isso não significa ficar parado, passivo a realidade, e sim aceitar o que não podemos mudar e lutar para modificar o possível. Apesar de não entendermos determinadas situações que vivenciamos, estas servem para que possamos crescer.

Não fique paralisado fazendo perguntas do tipo:
Para onde vamos? O que viemos fazer aqui? Para que serve tudo isso?

Estas perguntas não têm respostas racionais, científicas, no tempo e na hora devida elas serão respondidas, ou tudo não tem sentido?