Amigos

Como é bom ter amigos. Poder contar com a presença de alguém independente do momento e sem a necessidade de contraprestação. Entendo que a amizade não deixa de ser uma forma de amor, a meu ver até um amor mais sincero. Como é bom estar entre pessoas que temos afinidades. Estranho, como podemos gostar de pessoas que às vezes são muito diferentes de nós, entendo que ai esta a real magia da amizade. O gostar do outro sem motivo, simplesmente gostar.

Tenho amigos que pela vontade da vida, encontro raramente, e mesmo assim, ao primeiro contato, parece que foi ontem que nos vimos. Estranho esse sentimento de confiança, sem a necessidade do convívio diário. Mesmo sem falar com eles durante meses, sei que se precisar posso contar, e sei que estarão dispostos a ajudar da melhor forma.

A amizade é algo que devemos cultivar e agradecer, quem não tem amigos, com certeza não é feliz. Um amigo meu uma vez me falou:

– Os amigos são a família que nós escolhemos, posso contar os meus com apenas os dedos de uma mão.

Eu me sinto um enorme felizardo, pois ao contrário desse amigo que tenho e o considero tanto, tenho outros, e com certeza não consigo elencá-los apenas com os dedos das mãos, não estou falando de conhecidos, mas sim daquelas pessoas que se pode contar a qualquer hora, em qualquer situação, eu sei que posso, sorte a minha, agradeço por isso. E você tem amigos?

Pessoas com quem você pode contar a qualquer hora e em qualquer situação?
Feliz aqueles que os têm, não precisam ser muitos, apenas verdadeiros. Uma amizade não é como uma paixão ou um romance, a amizade é eterna, quem dera que o amor fosse assim…Talvez seja, no entanto, às vezes eles se transforma, neste caso, feliz são aqueles, que conseguem torná-lo numa eterna amizade.

Frederico da Luz – 17-02-2011

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Saudade

Difícil falar de sentimento, ainda mais de saudade. O que é sentir saudade? Como podemos sentir falta de alguém? Esse sentimento é bom e ruim, bom porque significa que gostamos de alguém, sentimos falta da presença, queremos sua companhia. Ruim porque saudade às vezes dói e muito, não estar perto da pessoa amada, gera um vazio, um sentimento de falta…

Nos relacionamentos geralmente achamos que “temos” a outra pessoa, difícil não sentir certo sentimento de posse, mesmo sabendo que ninguém é dono de ninguém. Por que será que geramos esse sentimento? Se mal conseguimos trabalhar nossos medos, desejos e angústias, como trazer para nossa responsabilidade a vida de alguém a ponto de nos acharmos “donos” da outra pessoa, que louco isso, não?

Entendo que ai começa o termino de um relacionamento, esse sentimento de posse geralmente cria o ciúme, um pouco até faz bem, porque demonstra um sentimento de afeição entre as pessoas, mas nada que seja demasiado e limitador.

Um relacionamento deve ser para agregar algo em nossa vida, tornar ela mais alegre do que já é, se colocamos limitações na vida do amado, estamos privando ele de sua vida, de seus desejos e objetivos, vamos torná-lo dessa forma infeliz, é isso o que desejamos?

Quando estou com alguém quero que a pessoa esteja realizada, tenha sua vida própria, para que possamos partilhar suas conquistas e derrotas, o relacionamento não pode ser o sentido da vida, pode sim reforçar, realçar o prazer de viver, mas não se tornar o sentido de nossa existência.

Somos únicos, completos, perfeitos, cada um na sua característica e complexidade, não precisamos de nada, nem ninguém para sermos felizes, mas um amor que venha para agregar, potencializar nossa vida, sempre será bem vindo, então por que não se entregar, viver esse amor? Ou você vai ficar com medo de sentir saudade…

Frederico da Luz – 24-01-2011

O botãozinho

 

A vida é uma caixinha de surpresas. Quando pensamos que tudo esta no lugar, como sempre queríamos, algo acontece e nossa vida muda totalmente. Amamos, nos apaixonamos, sofremos e a vida segue. Não entendo o porquê de toda essa caminhada, que às vezes machuca e muito.

Não seria mais fácil se pudéssemos escolher quem gostaríamos de amar? Tenho certeza que seria, mas e onde estaria a graça da vida? Onde ficariam guardadas nossas emoções, nossos sentimentos? Não sei por que amo alguém, ou não amo, minha capacidade intelectual e cognitiva não me dão razões suficientes que possam justificar, ou não isso.

As relações humanas me intrigam, não compreendo porque temos que passar por tanto desgaste emocional para sermos felizes. Quando perdemos uma pessoa querida fica um vazio enorme dentro da gente, aquele espaço que tinha dono, hoje não tem mais, esse nunca mais será preenchido, as pessoas são únicas e ninguém é igual a ninguém, ficam as lembranças, os momentos felizes, e temos que aprender a conviver com esse vazio.

Às vezes gostaria de ter um botãozinho que funcionasse assim: agora quero amar determinada pessoa, bastava apertá-lo e imediatamente estaria morrendo de amores. Se acontecesse de a outra pessoa não corresponder a esse sentimento, simplesmente, apertaria novamente o botãozinho e tudo estaria resolvido, o amor estaria “desligado”, não existiria mais.

Pergunto, iríamos ser felizes se tivéssemos tal botãozinho? Sinceramente acredito que não. A vida seria racional demais. É certo que os relacionamentos que temos servem para crescermos, nos conhecermos melhor, ver que somos humanos, temos falhas, erramos, sofremos, amamos há uma confusão de sentimentos em cada relação, por que, de fato, elas não tem parâmetro. Cada pessoa é única e, por isso, um relacionamento, a não ser que seja entre os mesmos envolvidos, sempre não terá parâmetro.

Na vida sempre tento agregar o que vejo de bom nas pessoas, nos relacionamentos também faço isso, ficam os momentos, as lembranças e o amor que sempre existiu só que as vezes se transforma em algo que não temos controle, que falta faz o botãozinho…

Frederico da Luz 22-01-2011