Política, a gente tem que entender!

Em tempo de eleições o assunto é este, então não tenho como não me posicionar. Qual o objetivo de um partido? De um candidato a presidência? Entendo que o objetivo final é o mesmo, independentemente do partido e /ou candidato, obviamente estou pressupondo que eles buscam uma melhora da sociedade como um todo, criem oportunidades para um desenvolvimento sustentável (é a palavra do momento, por que será? Será que estão querendo os votos da Marina?), invistam em educação, segurança e saúde.

Eu tenho uma opinião pessoal, em relação a isto. Acho que a educação é a base de tudo, povo sem educação, não visualiza as oportunidades e quanto estas aparecem, não tem a possibilidade de aproveitá-las justamente porque não tem a base. Como um povo que não conhece o porquê do momento que vivenciamos vai ter coerência e possibilidade de ter uma saúde adequada, o termo saúde é usado aqui não só como saúde física e mental, mas sim no sentido mais amplo de bem estar social. Já a segurança no meu entendimento tem como suas principais causas à falta de educação que diminuem as oportunidades e que só potencializam ainda mais a violência.

Eu pessoalmente sempre me considerei um simpatizante do PT, até pela questão familiar, meu Pai (Guto Nadal) foi um dos fundadores do partido em Quaraí-RS e teve importante papel na estruturação do mesmo na fronteira-oeste do RS. No entanto, hj não me considero simpatizante de nenhum partido, corrigindo, posso dizer que tenho uma simpatia pelo PV, considero que ainda o mesmo não foi contaminado pelo sistema (pode ser ingenuidade minha, mas…).

Bem agora entrando mais especificamente na eleição presidencial deste ano. Como cidadão me sinto extremamente decepcionado com ambos os candidatos, a propaganda eleitoral na minha opinião é a mais fraca desde 94, foi quando comecei acompanhar as eleições. Vocês conseguem ver as propostas? Os programas de governo?

Eu pelo menos não. São só ataques pessoais, um tentando denegrir e prejudicar o outro de todas as formas, e nós os eleitores como ficamos nessa história? Me sinto num circo, só que não como expectador e sim fazendo papel de palhaço, perdendo meu tempo em debates e programas eleitorais que não me dão nenhuma perspectiva quanto ao futuro de nosso País, o maravilhoso Brasil.

Um País como o nosso merecia algo melhor, temos um vasto e rico território, uma natureza privilegiada, um povo trabalhador e batalhador. Voltemos à realidade, estava sinceramente inclinado a votar nulo, mas não estava me sentindo bem com isso, parecia que estava fugindo da responsabilidade “tirando o corpo fora”, então decidi, coloquei os prós e contras dos dois candidatos e optei, obviamente não me sinto no direito de expor meu voto, até porque este espaço não é para isso. Mas tentem fazer esse exercício, comparem os prós e contras de ambos candidatos e decidam, não se eximam dessa responsabilidade, votem no menos pior, é o que vou fazer.

 

Frederico da Luz – 20-10-2010

                                                                                                                          

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Problemas: será que eles existem?

Você percebe o quanto as pessoas, hoje em dia, dizem estar sem tempo para nada. Justificam esta afirmação, atribuindo aos vários problemas que elas entendem que tenham que enfrentar em seus cotidianos. Por exemplo: no trabalho há muita cobrança e não remunera adequadamente, o carro que passa na oficina, a gasolina que não para de subir, o marido/esposa que não dá atenção… Será realmente que existe essa enorme quantidade de problemas? Ou talvez, isso não esteja sendo potencializado pela forma como as pessoas estão encarando suas dificuldades?
O que na verdade é um problema? Tente utilizar o seguinte raciocínio, para elucidar esta questão: partindo da seguinte premissa de que todo problema tem uma solução, ou seja, há uma forma de resolver a situação problemática não seria mais adequado apenas visualizar a palavra “problema” como uma meta difícil, mas possível de ser alcançada? Isso não nos levaria a perceber que podemos encontrar uma “resolução” da situação que definimos como um problema?

Dessa forma, percebendo que é verdadeira a premissa de que o problema necessariamente deve ter uma solução, o mesmo não deixaria de ser um problema? Então qual a vantagem de ficar preocupado ou desgastado, devido aos problemas já que estes pelo exposto na verdade não existem? No caso de todo problema ter uma solução, ao obter-se esta, aquele deixa de existir, ficando resolvido, momento que se vê a importância de procurarmos a solução no lugar de lamentar os problemas.

Agora analise outra situação, há “problemas” em que a solução não depende da nossa vontade, ou não esta a nosso alcance a resolução. Deve se ter serenidade e compreensão para aceitar que existem coisas que fogem a nossa capacidade, e isso faz parte da vida. Se não fosse assim com certeza meu time de futebol seria campeão todo o ano, só pela minha vontade.

As pessoas são capazes de enfrentar e superar problemas, ou melhor, obstáculos que são de difícil superação, mas que não são impossíveis de serem ultrapassados. No final das contas, devemos ter em mente que a real importância está na satisfação obtida ao resolver um desses “grandes problemas”, essa conquista é algo que deve ser apreciado e valorizado.

Então por que não focar no lado positivo do problema?
Não tenham dúvida, ele existe.

Frederico da Luz – 02-09-2010

A crítica útil

Você já parou para pensar quanto tempo perdemos no dia reclamando e fazendo críticas? Essa atitude apesar de parecer ruim pode ter um lado positivo, se ela propiciar visualizar uma possível solução para aquele “problema” que a nossa percepção detectou.

 

A crítica útil ou construtiva, além de apontar e demonstrar uma insatisfação pessoal em relação a alguma coisa ou pessoa nos faz pensar e criar alternativas para que esta seja “resolvida”. Aí esta o detalhe que diferencia a crítica que gera o crescimento e aperfeiçoamento (defino-a como útil ou construtiva), das que tem apenas o intuito negativo, não dando margem a possibilidade de resolução e crescimento.

 

Estas, além de não acrescentar nada, deixam a pessoa criticada em uma situação muito delicada. A mesma fica sem “um caminho” para lidar com aquela situação, já que o atual não é suficiente e a visualização de uma alternativa que possa suprir essa lacuna, fica imposta a ela. Geralmente isso é um complicador, pois em princípio o problema não existia, ou, pelo menos, não era percebido.

 

Parto da premissa de que, se há gasto de energia e tempo criticando algo, deve se gastar, no mínimo, a mesma quantidade tentando criar alternativas para solucionar o problema levantado. Se não for assim, qual seria a real função da crítica? Se criticar não gerar um “salto” ou melhora em relação a alguma coisa, para que existe ela?

 

Isso nos faz refletir, sobre muitas coisas que passam despercebidas durante o corre-corre do dia a dia. Por que fulano não faz isso diferente? Será que ele não percebe que existe uma forma mais “correta’ para esta situação?

 

Além do seu criar alternativas, a crítica útil deve ser também trabalhada para que a pessoa que a receber  perceba que a intenção do crítico é o crescimento do criticado ou aperfeiçoamento de determinada situação. Isso só é possível, se quem realiza a crítica consegue deixar claro a sua intenção. Isso não é tarefa fácil.

 

Infelizmente, em algumas situações, as pessoas não recebem bem a crítica, e não raro, interpretam-na como uma afronta pessoal. Ter a sensibilidade de expor e se expressar, na hora de fazer uma crítica, é uma habilidade interpessoal a ser trabalhada, para tudo existem formas, e formas de se fazer.

Então, criticar é útil, ou não?

 

 Frederico da Luz – 22-08-2010